Introdução à Genética

Anthony J. F. Griffiths · Capítulo 28 de 398

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Introdução à Genética

Um gene para a ramificação das hifas

Um fungo mutante hiper-ramificado (tal como a colônia semelhante a um

botão na Figura 2.1) foi cruzado com um fungo do tipo selvagem com ramificação esparsa normal. Em uma progênie de 300, 152 eram do tipo selvagem e 148 eram hiper-ramificados, muito próximas de uma proporção de 1:1. Inferimos a partir dessa proporção de herança monogênica que a mutação hiper-ramificada é de um gene único. Em haploides, atribuir a dominância normalmente não é possível, mas, para conveniência, podemos denominar o alelo hiper-ramificado hb e o tipo selvagem hb+ ou +. Os cruzamentos obrigatoriamente foram:

 

P + × hb

 

Meiócito diploide +/hb

 

F1 +

 

hb

 

A análise da mutação e da herança revelou um gene cujo alelo do tipo selvagem é essencial para o controle normal da ramificação, uma função-chave na dispersão do fungo e na aquisição de nutrientes. Agora o mutante precisa ser investigado para saber em que ponto na sequência normal do desenvolvimento ele produz um bloqueio. Essa informação revelará o momento e o local nas células em que o alelo normal atua.

Por vezes, a gravidade de um fenótipo mutante torna o organismo estéril,

incapaz de passar pelo ciclo sexual. Como a herança monogênica dos mutantes estéreis pode ser demonstrada? Em um organismo diploide, um mutante recessivo estéril pode ser propagado como um heterozigoto e em seguida o heterozigoto pode ser autofecundado para produzir os esperados 25% de mutantes homozigotos recessivos para o estudo. Um mutante dominante estéril é um beco sem saída genético e não pode ser propagado sexuadamente, mas, em plantas e fungos, tal mutante pode ser facilmente propagado assexuadamente.