Introdução à Genética
Códons de parada
Abordagens experimentais adicionais levaram à atribuição de cada aminoácido a um
ou mais códons. Relembre que se propôs que o código é degenerado, o que significa que alguns aminoácidos apresentavam mais de um códon determinante. Essa degeneração
pode ser observada claramente na Figura 9.5, que fornece os códons e os aminoácidos que eles especificam. Virtualmente todos os organismos sobre a Terra utilizam esse mesmo código genético. (Existem apenas algumas exceções, nas quais um pequeno número de códons apresenta significados diferentes — por exemplo, nos genomas mitocondriais.)
Códons de parada
Você pode ter observado na Figura 9.5 que alguns códons absolutamente não especificam um aminoácido. Esses códons são códons de parada ou término. Eles podem ser considerados como sendo semelhantes aos pontos finais ou às vírgulas que pontuam a mensagem codificada no DNA.
FIGURA 9.5 O código genético designa os aminoácidos especificados por cada códon.
Uma das primeiras indicações da existência de códons de parada surgiu em 1965 a
partir do trabalho de Brenner com o fago T4. Brenner analisou determinadas mutações (m1 a m6) em um gene único que controla a proteína da cabeça do fago. Ele observou que a proteína da cabeça de cada mutante era uma cadeia polipeptídica mais curta do que aquela do tipo selvagem. Brenner examinou as extremidades das proteínas encurtadas e as comparou à proteína do tipo selvagem. Em relação a cada mutante, ele registrou o próximo aminoácido que teria sido inserido para continuar a cadeia do tipo selvagem. Os aminoácidos em relação às seis mutações eram glutamina, lisina, ácido glutâmico, tirosina, triptofano e serina. Esses resultados não apresentam um padrão imediatamente óbvio, mas Brenner deduziu que determinados códons para cada um desses aminoácidos são semelhantes. Especificamente, cada um desses códons pode mutar para o códon UAG por meio de uma única alteração em um par de nucleotídios do DNA. Portanto, ele postulou que UAG é um códon de parada (término) — um sinal para o mecanismo de tradução de que a proteína agora está completa.