Introdução à Genética
6.4 Penetrância e expressividade
Na análise da herança monogênica, existe uma tendência natural de escolher mutantes que produzem proporções mendelianas claras. Nos referidos casos, podemos utilizar o fenótipo para distinguir os genótipos mutantes e do tipo selvagem com quase 100% de certeza. Nesses casos, dizemos que a mutação é 100% penetrante no fenótipo. Entretanto, muitas mutações demonstram penetrância incompleta: ou seja, nem todos os indivíduos com o genótipo expressam o fenótipo correspondente. Portanto, a penetrância é definida como a porcentagem de indivíduos com um determinado alelo que exibem o fenótipo associado àquele alelo.
Por que um organismo apresentaria um determinado genótipo e ainda assim não
expressaria o fenótipo correspondente? Existem diversos motivos possíveis:
1. A influência do ambiente. Indivíduos com o mesmo genótipo podem demonstrar
uma diversidade de fenótipos, dependendo do ambiente. A variação dos fenótipos
em relação aos indivíduos mutantes e do tipo selvagem pode se sobrepor: o
fenótipo de um indivíduo mutante que cresceu em um conjunto de circunstâncias
pode corresponder ao fenótipo de um indivíduo do tipo selvagem que cresceu em
um conjunto de circunstâncias diferente. Se essa correspondência ocorrer, o
mutante não pode ser distinguido do tipo selvagem.
2. A influência de interação com outros genes. Modificadores não caracterizados,
genes epistáticos ou supressores no restante do genoma atuam para prevenir a
expressão do fenótipo típico.
3. A sutileza do fenótipo mutante. Os efeitos sutis ocasionados pela ausência de uma
função gênica podem ser de difícil mensuração em uma situação de laboratório.
Um exemplo típico com penetrância incompleta está demonstrado na Figura 6.21.
Nesse heredograma humano, observamos um fenótipo herdado normalmente de modo dominante desaparecendo na segunda geração, apenas para reaparecer na próxima.
Outra medida para descrever a variação da expressão fenotípica é denominada
expressividade. A expressividade mede o grau no qual um determinado alelo é expresso no nível fenotípico; ou seja, a expressividade mede a intensidade do fenótipo. Por exemplo, animais “marrons” (genótipo b/b) de diferentes estoques podem demonstrar intensidades muito diferentes do pigmento marrom, do claro até o escuro. Em relação à penetrância, a expressividade variável pode ocorrer em virtude da variação na constituição alélica do restante do genoma ou de fatores ambientais. A
Figura 6.22 ilustra a distinção entre penetrância e expressividade. Um exemplo de
expressividade variável em cães é observado na Figura 6.23.
FIGURA 6.21 Neste heredograma humano de um alelo dominante que não é totalmente penetrante, a pessoa Q não demonstra o fenótipo, mas transmitiu o alelo dominante para no mínimo dois descendentes. Tendo em vista que alelo não é totalmente penetrante, o restante da progênie (p. ex., R) pode ter herdado o alelo dominante ou não.
FIGURA 6.22 Presuma que todos os indivíduos demonstrados apresentam o mesmo alelo de um pigmento (P) e possuem o mesmo potencial de produzir o pigmento. Os efeitos do restante do genoma e do ambiente podem suprimir ou modificar a produção do pigmento em qualquer indivíduo. A cor indica o nível de expressão.
FIGURA 6.23 Dez gradações de padrões de manchas não pigmentadas em beagles. Cada um desses cães apresenta o alelo P S, responsável pelas manchas não pigmentadas nos cães. A variação é causada pela variação em outros loci.
Os fenômenos de penetrância incompleta e expressividade variável podem tornar
qualquer tipo de análise genética substancialmente mais difícil, incluindo a análise de heredogramas humanos e as previsões no aconselhamento genético. Por exemplo, esse com frequência é o caso em que um alelo que causa uma doença não é totalmente penetrante. Portanto, uma pessoa poderia apresentar o alelo, mas não demonstrar sinais da doença. Se esse for o caso, é difícil fornecer um claro laudo genético de saúde para
uma pessoa em um heredograma de doença (p. ex., a pessoa R na Figura 6.21). Por outro lado, a análise de heredogramas por vezes consegue identificar pessoas que não expressam, mas que quase certamente apresentam um genótipo de doença (p. ex., o
indivíduo Q na Figura 6.21). De modo semelhante, a expressividade variável pode complicar o aconselhamento, tendo em vista que pessoas com baixa expressividade poderiam ser erroneamente diagnosticadas.
Embora a penetrância e a expressividade possam ser quantificadas, não obstante, elas
representam situações “nebulosas”, tendo em vista que raramente é possível identificar fatores específicos que causam a variação sem pesquisas substanciais adicionais.
CONCEITO-CHAVE Os termos penetrância e expressividade quanti cam a modi cação do efeito de um gene por
meio da variação do ambiente e do background genético; eles medem, respectivamente, a porcentagem de
casos nos quais o fenótipo é observado e a sua gravidade.
RESUMO
Um gene não atua isoladamente; em vez disso, ele atua em conjunto com muitos outros genes no genoma. Na análise genética direta, a dedução dessas interações complexas é um estádio importante da pesquisa. As mutações individuais são testadas primeiramente a respeito de suas relações de dominância, um tipo de interação alélica. As mutações recessivas com frequência resultam da haplossuficiência do alelo do tipo selvagem, enquanto as mutações dominantes com frequência são o resultado da haploinsuficiência do tipo selvagem ou da ação do mutante como um dominante negativo (um polipeptídio trapaceiro). Algumas mutações causam efeitos graves ou até mesmo morte (mutações letais). A letalidade de uma mutação homozigota recessiva é um modo de avaliar se um gene é essencial no genoma.
A interação de diferentes genes resulta de sua participação na mesma via bioquímica
ou em vias de conexão de diversos tipos — síntese, transdução de sinal ou desenvolvimento. A dissecção genética das interações gênicas tem início por meio da reunião, por parte do experimentador, de mutantes que afetam um caractere de interesse. O teste de complementação determina se duas mutações recessivas distintas são de um gene ou de dois genes diferentes. Os genótipos mutantes são reunidos em um indivíduo da F 1, e se o fenótipo for mutante, então não ocorreu nenhuma complementação e os dois alelos são obrigatoriamente do mesmo gene. Se o fenótipo for do tipo selvagem, então ocorreu complementação, e os alelos têm de ser de genes diferentes.
A interação dos diferentes genes pode ser detectada por meio do teste de mutantes
duplos, tendo em vista que a interação alélica implica a interação de produtos gênicos no nível funcional. Alguns tipos-chave de interação são a epistasia, a supressão e a letalidade sintética. A epistasia é a substituição de um fenótipo mutante produzido por uma mutação por um fenótipo mutante produzido por mutação em outro gene. A observação de epistasia sugere uma via em comum, seja química ou do desenvolvimento. Um supressor é uma mutação de um gene que consegue restaurar o fenótipo do tipo selvagem em uma mutação em outro gene. Os supressores com frequência revelam proteínas ou ácidos nucleicos que interagem fisicamente. Algumas combinações de mutantes viáveis são letais, um resultado conhecido como letalidade sintética. Os letais sintéticos podem revelar uma diversidade de interações, dependendo da natureza das mutações.
Os diferentes tipos de interações gênicas produzem proporções di-híbridas de F2 que
são modificações do padrão de 9:3:3:1. Por exemplo, a epistasia recessiva resulta em uma proporção de 9:3:4.
Em termos mais gerais, a interação gênica e a interação do gene com o ambiente são
reveladas por meio da penetrância variável (a capacidade de um genótipo de expressar a si próprio no fenótipo) e da expressividade (o grau quantitativo da manifestação fenotípica de um genótipo).
TERMOS-CHAVE
alelo letal
alelos múltiplos
alelo pleiotrópico
codominância
complementação
dominância incompleta
dominância total (completa)
epistasia
expressividade
gene essencial
heterocário
hipótese um gene–um polipeptídio
letal sintético
modificador
mutação dominante negativa
mutação nula
mutantes duplos
mutações sensíveis à temperatura (st)
penetrância
revertente
RNA funcional
série alélica (alelos múltiplos)
supressor
temperatura permissiva
temperatura restritiva
teste de complementação
PROBLEMAS RESOLVIDOS
Problema resolvido 1. A maior parte dos heredogramas demonstra a polidactilia (ver
Figura 2.25) herdada como autossômica dominante rara, mas os heredogramas de algumas famílias não se ajustam totalmente aos padrões esperados em relação à referida herança. Um referido heredograma está demonstrado aqui. (Os losangos não sombreados fazem referência aos números especificados de pessoas não afetadas de sexo desconhecido.)
a. Qual irregularidade esse heredograma demonstra? b. Qual fenômeno genético esse heredograma ilustra?
c. Sugira um mecanismo de interação gênica específico que possa produzir um referido heredograma demonstrando os genótipos dos familiares pertinentes.
Solução a. A expectativa normal em relação a um autossômico dominante é que cada indivíduo afetado apresente um progenitor afetado, mas essa expectativa não é observada nesse heredograma, o que constitui a irregularidade. Quais são algumas possíveis explicações?
Alguns casos de polidactilia poderiam ser causados por um gene diferente, um que
seja um gene dominante ligado ao X? Essa sugestão não é útil, tendo em vista que ainda precisamos explicar a ausência da condição nas pessoas II-6 e II-10. Além disso, postular a herança recessiva, seja autossômica ou ligada ao sexo, exige que muitas pessoas no heredograma sejam heterozigotas, o que é inadequado, tendo em vista que a polidactilia é uma condição rara.
b. Portanto, resta-nos a conclusão de que a polidactilia por vezes é incompletamente penetrante. Conforme descrito neste capítulo, alguns indivíduos que apresentam o genótipo em relação a um fenótipo em particular não o expressam. Nesse heredograma, II-6 e II-10 aparentam pertencer a essa categoria; eles obrigatoriamente carreiam o gene da polidactilia herdado de I-1, tendo em vista que o transmitem à sua progênie. c. Conforme discutido neste capítulo, a supressão ambiental da expressão gênica pode causar penetrância incompleta, assim como a supressão por outro gene. Para fornecer a explicação genética solicitada, é preciso elaborar uma hipótese genética. O que precisamos explicar? A chave é que I-1 transmite a mutação para dois tipos de progênie, representadas por II-1, que expressa o fenótipo mutante, e por II-6 e II-10, que não expressam. (A partir do heredograma, não podemos dizer se os outros filhos de I-1 apresentam o alelo mutante.) A supressão genética está atuando? I-1 não apresenta um alelo supressor, tendo em vista que expressa polidactilia. Assim, a única pessoa da qual o supressor poderia advir é I-2. Além disso, I-2 deve ser heterozigoto em relação ao alelo supressor, tendo em vista que no mínimo um de seus filhos expressa polidactilia. Portanto, o alelo supressor tem de ser dominante. Sendo assim, formulamos a hipótese de que o cruzamento na geração I deve ter sido:
(I-1) P/p · s/s × (I-2) p/p · S/s,
em que S é o supressor e P é o alelo responsável pela polidactilia. A partir dessa hipótese, prevemos que a progênie será composta pelos quatro tipos a seguir, se os genes se distribuírem:
Genótipo Fenótipo Exemplo
P/p · S/s normal (suprimido) II-6, II-10
P/p · s/s polidáctilo II-1
p/p · S/s normal
p/p · s/s normal
Se S for raro, as progênies de II-6 e II-10 serão:
Genótipo da progênie Exemplo
P/p · S/s III-13
P/p · s/s III-8
p/p · S/s
p/p · s/s
Não podemos descartar as possibilidades de que II-2 e II-4 apresentem o genótipo P/p · S/s e que, ao acaso, nenhum de seus descendentes seja afetado.
Problema resolvido 2. Besouros de uma determinada espécie podem apresentar coberturas das asas verde, azul ou turquesa. Besouros virgens foram selecionados a partir de uma população de laboratório polimórfica e foram cruzados para determinar a herança da cor das coberturas das asas. Os cruzamentos e os resultados foram conforme fornecidos na tabela a seguir:
a. Deduza a base genética da cor das coberturas das asas nessa espécie. b. Escreva os genótipos de todos os genitores e da progênie tão completamente quanto possível.
Solução
a. Esses dados primeiramente aparentam ser complexos, mas o padrão de herança se torna claro se consideramos cada um dos cruzamentos por vez. Um princípio geral para a solução dos referidos problemas, conforme vimos, é iniciar observando todos os cruzamentos e agrupando os dados para revelar os padrões.
Um indício que surge de uma visão geral dos dados é que todas as proporções são
proporções monogênicas: absolutamente não existe evidência da participação de dois genes em separado. Como essa variação pode ser explicada com um gene único? A resposta é que existe variação em relação ao próprio gene único — ou seja, alelismo múltiplo. Talvez existam três alelos de um gene; denominaremos o gene w (em relação à cor das coberturas das asas) e representaremos os alelos como wg, wb e wt. Agora temos um problema adicional, que é determinar a dominância desses alelos.
O cruzamento 1 nos informa algo a respeito da dominância, tendo em vista que toda a
progênie de um cruzamento azul × verde é azul; portanto, o azul aparenta ser dominante sobre o verde. Essa conclusão é amparada pelo cruzamento 5, tendo em vista que o determinante verde obrigatoriamente existia no estoque parental para aparecer na progênie. O cruzamento 3 nos informa a respeito dos determinantes de turquesa, que obrigatoriamente existiam no estoque parental, embora não fossem expressos, tendo em vista que existem coberturas das asas turquesa na progênie. Assim, verde tem de ser dominante sobre turquesa. Portanto, formamos um modelo no qual a dominância é wb > wg > wt. De fato, a posição inferida do alelo wt na parte inferior da série de dominância é amparada pelos resultados do cruzamento 7, no qual turquesa aparece na progênie de um cruzamento azul × verde.
b. Agora se trata apenas de uma questão de deduzir os genótipos específicos. Observe que a questão declara que os genitores foram obtidos de uma população polimórfica, o que significa que eles podem ser homozigotos ou heterozigotos. Um genitor com coberturas das asas azuis, por exemplo, pode ser homozigoto (wb/wb) ou heterozigoto (wb/wg ou wb/wt). Aqui, são necessários um pouco de tentativa e erro e bom senso, mas, nesse estágio, a questão foi essencialmente respondida, e tudo o que resta é “cortar os t e pôr os pontos nos i”. Os genótipos a seguir explicam os resultados. Um travessão indica que o genótipo pode ser homozigoto ou heterozigoto na apresentação de um segundo alelo na série alélica.
Problema resolvido 3. As folhas de abacaxi podem ser classificadas em três tipos: espinhosas (S), com pontas espinhosas (ST), e tubulares (não espinhosas; P). Em cruzamentos entre linhagens puras seguidos por intercruzamentos da F 1, apareceram os resultados a seguir:
Fenótipos
Cruzamento Parental F1 F2
1 ST × S ST 99 ST:34 S
2 P × ST P 120 P:39 ST
3 P × S P 95 P:25 ST:8 S
a. Atribua símbolos gênicos. Explique esses resultados em relação aos genótipos produzidos e suas proporções.
b. Com a utilização do modelo da parte a, forneça as proporções fenotípicas que você esperaria se cruzasse (1) a progênie F1 de tubulares × espinhosas com o estoque parental espinhoso e (2) a progênie F 1 de tubulares × espinhosas com a progênie F1 de espinhosas × pontas espinhosas.
Solução
a. Primeiramente, vejamos as proporções da F2. Temos claras proporções de 3:1 nos cruzamentos 1 e 2, indicando segregações monogênicas. Entretanto, o cruzamento 3 demonstra uma proporção que é quase certamente uma proporção de 12:3:1. Como conhecemos essa proporção? Bem, simplesmente não existem tantas proporções complexas em genética, e a tentativa e erro nos traz à proporção de 12:3:1 de modo consideravelmente rápido. No total de 128 da progênie, são esperados os números 96:24:8, mas os números reais correspondem notavelmente bem a essas expectativas.
Um dos princípios deste capítulo é que as proporções mendelianas modificadas
revelam interações gênicas. O cruzamento 3 proporciona números de F apropriados 2 para uma proporção mendeliana di-híbrida modificada e, assim, aparentemente estamos lidando com uma interação de dois genes. Esse aparenta ser o lugar mais promissor para o início; podemos retornar aos cruzamentos 1 e 2 e tentar ajustá-los posteriormente.
Qualquer proporção di-híbrida tem por base as proporções fenotípicas de 9:3:3:1.
Nossa modificação observada as agrupa como segue:
Assim, sem nos preocuparmos a respeito da denominação do tipo de interação gênica (de qualquer maneira, não nos é solicitado o seu fornecimento), já podemos definir nossos três fenótipos das folhas do abacaxi em relação aos pares alélicos propostos A/a e B/b:
Tubular = A/— (B/b irrelevante)
Ponta espinhosa = a/a; B/—
Espinhosa = a/a; b/b
O que dizer sobre os genitores do cruzamento 3? O genitor espinhoso tem de ser a/a; b/b e, tendo em vista que o gene B é necessário para produzir folhas com pontas espinhosas na F 2, o genitor tubular tem de ser A/A; B/B. (Observe que nos é informado que todos os genitores são puros, ou homozigotos.) Portanto, a F1 deve ser A/a; B/b.
Sem pensamentos adicionais, podemos escrever nosso cruzamento 1 como segue:
O cruzamento 2 pode ser escrito parcialmente sem pensamentos adicionais utilizando nossos símbolos gênicos arbitrários:
Sabemos que a F2 do cruzamento 2 demonstra segregação monogênica, e agora aparenta estar certo que há participação do par alélico A/a. Mas o alelo B é necessário para produzir o fenótipo ponta espinhosa e, assim, todas as plantas devem ser homozigotas B/B:
Observe que as duas segregações monogênicas nos cruzamentos 1 e 2 não demonstram que os genes não estão interagindo. O que está demonstrado é que a interação de dois genes não é revelada por esses cruzamentos — apenas pelo cruzamento 3, no qual a F 1 é heterozigota em relação a ambos os genes.
b. Agora é simplesmente uma questão de utilizar as leis de Mendel para prever os desfechos dos cruzamentos:
PROBLEMAS
QUESTÕES SOBRE AS FIGURAS
1. Na Figura 6.1:
a. o que as estrelas amarelas representam?
b. explique em suas próprias palavras por que o heterozigoto é funcionalmente do
tipo selvagem.
2. Na Figura 6.2, explique como o polipeptídio mutante atua como um espoliador e
qual é o seu efeito líquido sobre o fenótipo.
3. Na Figura 6.6, avalie o alelo Vf em relação ao alelo Vby: ele é dominante?;
recessivo?; codominante?; incompletamente dominante?
4. Na Figura 6.11,
a. em virtude da posição da HPA oxidase anteriormente na via bioquímica em
comparação àquela da HA oxidase, você espera que pessoas com tirosinemia
demonstrem sintomas de alcaptonúria?
b. se um mutante duplo puder ser encontrado, você espera que a tirosinemia seja
epistática em relação à alcaptonúria?
5. Na Figura 6.12,
a. o que os símbolos de dólar, libra e iene representam?
b. por que o heterozigoto da F1 à esquerda não consegue sintetizar o pigmento
azul?
6. Na Figura 6.13, explique no nível proteico por que esse heterocário consegue
crescer em meio mínimo.
7. Na Figura 6.14, escreva os possíveis genótipos em relação a cada uma das quatro
cobras ilustradas.
8. Na Figura 6.15,
a. qual painel representa o mutante duplo?
b. declare a função do gene regulador.
c. na situação no painel B, a proteína do gene da proteína ativa seria produzida?
9. Na Figura 6.16, se você realizasse a autofecundação de 10 plantas cor-de-rosa da
F2 diferentes, você esperaria observar quaisquer plantas com flores brancas na
progênie? Quaisquer plantas com flores azuis?
10. Na Figura 6.19:
a. o que as cavilhas quadradas/triangulares e os orifícios representam?
b. a mutação supressora isoladamente é de fenótipo do tipo selvagem?
11. Na Figura 6.21, proponha uma explicação genética específica em relação ao
indivíduo Q (forneça um genótipo possível, definindo os alelos).
PROBLEMAS BÁSICOS
12. Em seres humanos, a doença galactosemia causa retardo mental em uma idade
precoce. A lactose (o açúcar do leite) é fragmentada em galactose e glicose.
Normalmente, a galactose é adicionalmente degradada pela enzima galactose-1-
fosfato uridiltransferase (GALT). Entretanto, em pacientes com galactosemia, a
GALT é inativa, levando ao acúmulo de níveis altos de galactose, os quais, no
cérebro, causam retardo mental. Como você proporcionaria uma cura secundária
para a galactosemia? Você espera que o fenótipo dessa doença seja dominante ou
recessivo?
13. Em seres humanos, a PKU (fenilcetonúria) é uma doença recessiva causada por
uma insuficiência enzimática na etapa A na sequência de ações simplificada a
seguir, e a AKU (alcaptonúria) é outra doença recessiva em virtude de uma
ineficiência enzimática em uma das etapas resumida aqui como a etapa B:
Uma pessoa com PKU se casa com uma pessoa com AKU. Quais fenótipos você
espera em relação aos seus filhos? Todos normais, todos apresentando apenas
PKU, todos apresentando apenas AKU, todos apresentando ambas, PKU e AKU,
ou alguns apresentando AKU e alguns apresentando PKU? 14. Na Drosophila, o autossômico recessivo bw causa olhos marrom-escuros, e o
autossômico recessivo não ligado st causa em olhos escarlate-vivo. Um
homozigoto em relação a ambos os genes apresenta olhos brancos. Portanto,
temos as correspondências a seguir entre os genótipos e os fenótipos:
st+/st+; bw+/bw+ = Olho vermelho (tipo selvagem)
st+/st+; bw/bw = Olho marrom
st/st; bw+/bw+ = Olho escarlate
st/st; bw/bw = Olho branco
Construa uma via de biossíntese hipotética demonstrando como os produtos gênicos interagem e por que as diferentes combinações de mutantes apresentam fenótipos diferentes.
15. Diversos mutantes são isolados, todos os quais necessitam do composto G para o
crescimento. Os compostos (A a E) na via de biossíntese para G são conhecidos,
mas a sua ordem na via não é conhecida. Cada composto é testado em relação à
sua capacidade de estimular o crescimento de cada mutante (1 a 5). Na tabela a
seguir, um sinal de mais indica crescimento e um sinal de menos indica ausência
de crescimento.
Composto testado
A B C D E G
Mutante 1 — — — + — +
2 — + — + — +
3 — — — — — +
4 — + + + — +
5 + + + + — +
a. Qual é a ordem dos compostos A a E na via?
b. Em que ponto na via cada mutante é bloqueado?
c. Um heterocário composto por mutantes duplos 1,3 e 2,4 cresceria em um meio
mínimo? 1,3 e 3,4 cresceriam? 1,2 e 2,4 e 1,4 cresceriam?
16. Em uma determinada planta, as pétalas das flores normalmente são roxas. Duas
mutações recessivas surgem em plantas separadas e observa-se que estão em
cromossomos diferentes. A mutação 1 (m1) proporciona pétalas azuis quando em
homozigose (m1/m1). A mutação 2 (m2) proporciona pétalas vermelhas quando em
homozigose (m2/m2). Bioquímicos que trabalham com a síntese dos pigmentos das
flores nessa espécie já descreveram a via a seguir:
a. Qual mutante você espera que seja deficiente na atividade da enzima A?
b. Uma planta apresenta o genótipo M1/m1; M2/m2. Qual você espera que seja o
seu fenótipo?
c. Se a planta na parte b for autofecundada, quais cores da progênie você espera e
em quais proporções?
d. Por que esses mutantes são recessivos? 17. Em ervilhas-de-cheiro, a síntese do pigmento antocianina roxo nas pétalas é
controlada por dois genes, B e D. A via é:
a. Quais cores de pétalas você espera em uma planta pura incapaz de catalisar a
primeira reação?
b. Quais cores de pétalas você espera em uma planta pura incapaz de catalisar a
segunda reação?
c. Se as plantas nas partes a e b forem cruzadas, quais cores de pétalas as plantas
da F1 apresentarão?
d. Qual proporção de plantas roxas:azuis:brancas você esperaria na F2? 18. Se um homem do grupo sanguíneo AB se casar com uma mulher do grupo
sanguíneo A cujo pai era do grupo sanguíneo O, a quais diferentes grupos
sanguíneos esse homem e essa mulher podem esperar que seus filhos pertençam? 19. A maior parte das penas da ave erminette é de cor clara, com uma preta ocasional,
proporcionando um aspecto pintado. Um cruzamento de duas erminette produziu
uma progênie total de 48, composta por 22 erminettes, 14 pretas, e 12 brancas
puras. Qual base genética do padrão erminette é sugerida? Como você testaria a
sua hipótese?
20. Os rabanetes podem ser longos, redondos ou ovais, e podem ser vermelhos,
brancos ou roxos. Você cruza uma variedade longa e branca com uma variedade
redonda e vermelha e obtém uma F1 oval e roxa. A F2 demonstra nove classes
fenotípicas, como segue: 9 longos e vermelhos; 15 longos e roxos; 19 ovais e
vermelhos; 32 ovais e roxos; 8 longos e brancos; 16 redondos e roxos; 8 redondos
e brancos; 16 ovais e brancos; e 9 redondos e vermelhos.
a. Forneça uma explicação genética desses resultados. Assegure-se de definir os
genótipos e demonstrar a constituição dos genitores, da F1 e da F2.
b. Preveja as proporções genotípicas e fenotípicas na progênie de um cruzamento
entre um rabanete longo e roxo e um rabanete oval e roxo. 21. Na série de alelos múltiplos que determina a cor da pelagem em coelhos, c+
codifica aguti, cch codifica chinchila (uma cor de pelagem bege), e ch codifica
himalaio. A dominância é na ordem c+ > cch > ch. Em um cruzamento de c+/cch ×
cch/ch, qual proporção da progênie será chinchila? 22. Preto, sépia, creme e albino são cores da pelagem de cobaias. Animais individuais
(não necessariamente de linhagens puras) que demonstram essas cores foram
entrecruzados; os resultados estão tabulados como segue, em que as abreviações
A (albino), B (preto), C (creme) e S (sépia) representam os fenótipos:
Fenótipos da progênie
Fenótipos
Cruzamento parentais B S C A
1 B × B 22 0 0 7
2 B × A 10 9 0 0
3 C × C 0 0 34 11
4 S × C 0 24 11 12
5 B × A 13 0 12 0
6 B × C 19 20 0 0
7 B × S 18 20 0 0
8 B × S 14 8 6 0
9 S × S 0 26 9 0
10 C × A 0 0 15 17
a. Deduza a herança dessas cores de pelagem, e utilize símbolos gênicos de sua
própria escolha. Demonstre todos os genótipos dos genitores e da progênie.
b. Se os animais pretos nos cruzamentos 7 e 8 forem cruzados, quais proporções
de progênie você pode prever ao utilizar o seu modelo? 23. Em uma ala de maternidade, quatro recém-nascidos são misturados
acidentalmente. Os tipos AB0 dos quatro bebês sabidamente são 0, A, B e AB. Os
tipos AB0 dos quatro conjuntos de pais são determinados. Indique qual recém-
nascido pertence a cada conjunto de pais: (a) AB × 0, (b) A × 0, (c) A × AB, (d)
0 × 0.
24. Considere dois polimorfismos sanguíneos que os seres humanos apresentam
adicionalmente ao sistema AB0. Dois alelos LM e LN determinam os grupos
sanguíneos M, N e MN. O alelo dominante R de um gene diferente faz com que
uma pessoa apresente o fenótipo Rh+ (rhesus positivo), enquanto o homozigoto
em relação a r é Rh— (rhesus negativo). Dois homens levaram uma disputa de
paternidade aos tribunais, cada um reclamando que três crianças são suas. Os
grupos sanguíneos dos homens, das crianças e de sua mãe eram como segue:
Pessoa Grupo sanguíneo
marido 0 M Rh+
amante da esposa AB MN Rh—
esposa A N Rh+
criança 1 0 MN Rh+
criança 2 A N Rh+
criança 3 A MN Rh—
A partir dessas evidências, a paternidade das crianças pode ser estabelecida? 25. Em uma fazenda de raposas em Wisconsin, surgiu uma mutação que
proporcionou uma cor de pelagem “platina”. A cor platina comprovou ser muito
popular entre compradores de casacos de raposa, mas os criadores não
conseguiram desenvolver uma linhagem platina pura. Cada vez que duas platinas
eram cruzadas, apareciam algumas raposas normais na progênie. Por exemplo, os
cruzamentos repetidos do mesmo par de platinas produziram progênie de 82
platinas e 38 normais. Todos os outros referidos cruzamentos forneceram
proporções de progênie semelhantes. Declare uma hipótese genética concisa que
explique esses resultados.
26. Durante diversos anos, Hans Nachtsheim investigou uma anomalia hereditária de
leucócitos de coelhos. Essa anomalia, denominada anomalia de Pelger, é a parada
da segmentação dos núcleos de determinados leucócitos. Essa anomalia não
aparenta afetar seriamente os coelhos.
a. Quando coelhos que demonstram a anomalia de Pelger foram cruzados com
coelhos de um estoque puro normal, Nachtsheim contou 217 descendentes
demonstrando a anomalia de Pelger e 237 descendentes normais. Qual é a base
genética da anomalia de Pelger?
b. Quando coelhos com a anomalia de Pelger foram cruzados entre si,
Nachtsheim observou na progênie 223 normais, 439 com a anomalia de Pelger e
39 extremamente anormais. Essa progênie muito anormal não apenas apresentava
leucócitos defeituosos, mas também demonstrava deformidades graves do sistema
esquelético; quase toda ela morreu logo após o nascimento. Em termos genéticos,
o que você supõe que esses coelhos extremamente defeituosos tenham
representado? Por que existem apenas 39 deles?
c. Qual evidência experimental adicional você poderia coletar para testar a sua
hipótese na parte b?
d. Em Berlim, aproximadamente 1 ser humano em 1.000 demonstra uma
anomalia de Pelger de leucócitos muito semelhante àquela descrita em relação
aos coelhos. A anomalia é herdada como um dominante simples, mas o tipo
homozigoto não foi observado em humanos. Com base na condição em coelhos,
por que você supõe que o homozigoto humano não foi observado?
e. Novamente por meio da analogia com os coelhos, quais fenótipos e genótipos
você esperaria entre os filhos de um homem e uma mulher que demonstram,
ambos, a anomalia de Pelger?
(Dados de A. M. Srb, R. D. Owen and R. S. Edgar, General Genetics, 2nd ed. W.
H. Freeman and Company, 1965.)
27. Duas moscas-das-frutas de aspecto normal foram cruzadas e, na progênie, havia
202 fêmeas e 98 machos.
a. O que é incomum a respeito desse resultado?
b. Forneça uma explicação genética para essa anomalia.
c. Forneça um teste para sua hipótese. 28. Você recebeu uma fêmea de Drosophila virgem. Você observa que as cerdas em
seu tórax são muito mais curtas do que o normal. Você a cruza com um macho
normal (com cerdas longas) e obtém a progênie de F1 a seguir: de fêmeas com
cerdas curtas, de fêmeas com cerdas longas, e de machos com cerdas longas.
Um cruzamento das fêmeas com cerdas longas da F1 com seus irmãos fornece
apenas uma F2 com cerdas longas. Um cruzamento de fêmeas com cerdas curtas
com seus irmãos fornece de fêmeas com cerdas curtas, de fêmeas com cerdas
longas e de machos com cerdas longas. Forneça uma hipótese genética para
explicar todos esses resultados, demonstrando os genótipos em cada cruzamento. 29. Um alelo dominante H reduz a quantidade de cerdas corporais que as moscas
Drosophila apresentam, dando origem a um fenótipo “calvo”. Na condição
homozigota, H é letal. Um alelo dominante de distribuição independente S não
apresenta efeitos sobre a quantidade de cerdas, exceto na presença de H, caso em
que uma dose única de S suprime o fenótipo calvo, restaurando, assim, o fenótipo
com cerdas. Entretanto, S também é letal na condição homozigota (S/S).
a. Qual proporção de moscas com e sem cerdas você encontraria na progênie viva
de um cruzamento entre duas moscas com cerdas carreadoras de H na condição
suprimida?
b. Quando a progênie sem cerdas é retrocruzada com uma mosca parental com
cerdas, qual proporção fenotípica você esperaria observar na sua progênie viva? 30. Após irradiar células do tipo selvagem de Neurospora (um fungo haploide), um
geneticista observa dois mutantes auxotróficos que necessitam de leucina. Ele
combina os dois mutantes em um heterocário e descobre que o heterocário é
prototrófico.
a. As mutações nos dois auxotróficos estão no mesmo gene na via para a síntese
de leucina ou em dois genes diferentes naquela via? Explique.
b. Escreva o genótipo das duas linhagens de acordo com o seu modelo.
c. Qual progênie e em quais proporções você preveria a partir do cruzamento dos
dois mutantes auxotróficos? (Presuma a distribuição independente.) 31. Um geneticista de leveduras irradia células haploides de uma linhagem que é um
mutante auxotrófico que necessita de adenina, causada pela mutação do gene
ade1. Milhões de células irradiadas são plaqueadas em meio mínimo, e um
pequeno número de células se divide e produz colônias prototróficas. Essas
colônias são cruzadas individualmente com uma linhagem do tipo selvagem. Dois
tipos de resultados são obtidos:
(1) Prototrófica × Tipo selvagem: todas a progênie prototrófica
(2) Prototrófica × Tipo selvagem: progênie 75% prototrófica, 25% auxotrófica
que necessita de adenina
a. Explique a diferença entre esses dois tipos de resultados.
b. Escreva os genótipos dos prototróficos em cada caso.
c. Quais fenótipos e proporções da progênie você prevê a partir do cruzamento de
um prototrófico do tipo 2 com o auxotrófico ade1 original? 32. Em rosas, a síntese do pigmento vermelho ocorre por meio de duas etapas em
uma via, como segue:
a. Qual seria o fenótipo de uma planta homozigota em relação a uma mutação
nula do gene P?
b. Qual seria o fenótipo de uma planta homozigota em relação a uma mutação
nula do gene Q?
c. Qual seria o fenótipo de uma planta homozigota em relação a mutações nulas
dos genes P e Q?
d. Escreva os genótipos das três linhagens nas partes a, b e c.
e. Qual proporção da F2 é esperada a partir do cruzamento de plantas das partes a
e b? (Presuma a distribuição independente.) 33. Tendo em vista que bocas-de-leão (Antirrhinum) possuem o pigmento
antocianina, elas apresentam pétalas roxas avermelhadas. Foram desenvolvidas
duas linhagens sem antocianina puras de Antirrhinum, uma na Califórnia e uma
na Holanda. Elas aparentavam ser idênticas, sem apresentar pigmento vermelho
em absoluto, manifestadas como flores brancas (albinas). Entretanto, quando
pétalas das duas linhagens foram trituradas juntas em tampão no mesmo tubo de
ensaio, a solução, que primeiramente aparentava ser incolor, gradualmente se
tornou vermelha.
a. Quais experimentos de controle um investigador deve conduzir antes de
proceder com a análise adicional?
b. O que poderia explicar a produção da cor vermelha no tubo de ensaio?
c. De acordo com a sua explicação em relação à parte b, quais seriam os
genótipos das duas linhagens?
d. Se as duas linhagens brancas fossem cruzadas, quais você esperaria que fossem
os fenótipos da F1 e da F2?
34. A ave frizzle é muito admirada por apreciadores de galinhas. Ela obtém sua
denominação em virtude do modo incomum como as suas penas se encurvam,
dando a impressão de que foram (nas palavras memoráveis do geneticista animal
F. B. Hutt) “puxadas para trás através de um nó da madeira”. Infelizmente, frizzle
não é pura: quando duas frizzle são entrecruzadas, elas sempre produzem 50% de
aves frizzle, 25% de normais e 25% com penas lanosas peculiares, que logo em
seguida caem, deixando as aves sem plumagem.
a. Forneça uma explicação genética para esses resultados, demonstrando os
genótipos de todos os fenótipos, e forneça uma declaração de como a sua
explicação funciona.
b. Se você quisesse produzir aves frizzle em massa para a venda, quais tipos
seriam os melhores para serem utilizados como um par de cruzamento? 35. As pétalas da planta Collinsia parviflora normalmente são azuis. Duas linhagens
puras foram obtidas a partir de variantes coloridas encontradas na natureza; a
primeira linhagem apresentava pétalas rosa, e a segunda linhagem apresentava
pétalas brancas. Foram realizados os cruzamentos a seguir entre as linhagens
puras, com os resultados demonstrados:
Genitores F1 F2
Azul × Branca azul 101 azuis, 33 brancas
Azul × Rosa azul 192 azuis, 63 rosa
Rosa × Branca azul 272 azuis, 121 brancas, 89 rosa
a. Explique esses resultados geneticamente. Defina os símbolos alélicos que você
utilizar e demonstre a constituição genética dos genitores, da F1 e da F2 em cada
cruzamento.
b. Um cruzamento entre uma determinada planta da F2 azul e uma determinada
planta da F2 branca forneceu progênie, da qual eram azuis, eram rosa e eram
brancas. Quais devem ter sido os genótipos dessas duas plantas da F2?
Como solucionar problema 35
1. Qual é a característica que está sendo estudada?
2. Qual é o fenótipo do tipo selvagem?
3. O que é uma variante?
4. Quais são as variantes neste problema?
5. O que significa “na natureza”?
6. De qual modo as variantes teriam sido encontradas na natureza? (Descreva a
cena.)
7. Em quais estágios nos experimentos seriam utilizadas sementes?
8. O modo de escrever um cruzamento “azul × branca”, por exemplo, significaria o
mesmo que “branca × azul”? Você esperaria resultados semelhantes? Por que sim
ou por que não?
9. De que modo as duas primeiras fileiras na tabela diferem da terceira fileira?
10. Quais fenótipos são dominantes? 11. O que é complementação?
12. De onde advém a característica azul na progênie do cruzamento rosa × branca?
13. Qual fenômeno genético a produção de uma F1 azul de genitores rosa e branco
representa?
14. Liste quaisquer proporções que você consiga visualizar. 15. Existem quaisquer proporções mono-híbridas? 16. Existem quaisquer proporções di-híbridas?
17. O que a observação das proporções mono-híbridas e di-híbridas informa a você?
18. Liste quatro proporções mendelianas modificadas a respeito das quais você
consiga pensar.
19. Existem quaisquer proporções mendelianas modificadas no problema? 20. O que as proporções mendelianas modificadas em geral indicam? 21. O que é indicado pela proporção ou pelas proporções modificadas específicas
neste problema?
22. Desenhe os cromossomos representando as meioses nos genitores no cruzamento
azul × branca e representando a meiose na F1. 23. Repita a etapa 22 em relação ao cruzamento azul × rosa. 36. Uma mulher que possuía um poodle albino puro (um fenótipo autossômico
recessivo) desejava filhotes brancos; assim, ela levou o cão até um criador, que
lhe disse que cruzaria a fêmea com um macho reprodutor albino, também de um
estoque puro. Quando nasceram seis filhotes, todos eles eram pretos; assim, a
mulher processou o criador, reclamando que ele substituiu o macho reprodutor
por um cão preto, dando a ela seis filhotes indesejados. Você é chamado como
uma testemunha especialista, e a defesa indaga a você se é possível produzir
descendência preta a partir de dois genitores albinos recessivos puros. Que
testemunho você fornece?
37. Uma planta boca-de-leão pura para pétalas brancas foi cruzada com uma planta
que produziu o mesmo fenótipo em relação a pétalas roxas e toda a F1 apresentou
pétalas brancas. A F 1 foi autofecundada. Entre a F2, foram observados três
fenótipos, nas quantidades a seguir:
branca 240 roxa sólida 61 roxa manchada 19 Total 320
a. Proponha uma explicação para esses resultados, demonstrando os genótipos de
todas as gerações (crie e explique os seus símbolos).
b. Uma planta da F2 branca foi cruzada com uma planta da F2 roxa sólida, e a
progênie foi:
Branca 50% Roxa sólida 25% Roxa manchada 25%
Quais eram os genótipos das plantas da F2 cruzadas? 38. A maior parte dos besouros Tribolium castaneum é preta, mas são conhecidas
diversas variantes coloridas. Cruzamentos de genitores puros produziram os
resultados a seguir (ver tabela) na geração F1, e o intercruzamento da F1 a partir
de cada cruzamento forneceu as proporções demonstradas em relação à geração
F2. Os fenótipos são abreviados Bl = Preto; Br = Marrom; Y = Amarelo; e W =
Branco.
Cruzamento Genitores F1 F2
1 Br × Y Br 3 Br:1 Y
2 Bl × Br Bl 3 Bl:1 Br
3 Bl × Y Bl 3 Bl:1 Y
4 W × Y Bl 9 Bl:3 Y:4 W
5 W × Br Bl 9 Bl:3 Br:4 W
6 Bl × W Bl 9 Bl:3 Y:4 W
a. A partir desses resultados, deduza e explique a herança dessas cores.
b. Escreva os genótipos de cada um dos genitores, da F1 e da F2 em todos os
cruzamentos.
39. Dois albinos se casam e têm quatro filhos normais. Como isso é possível? 40. Considere a produção da cor das flores na glória-da-manhã japonesa (Pharbitis
nil). Os alelos dominantes de qualquer um de dois genes separados (A/— · b/b ou
a/a · B/—) produzem pétalas roxas. A/— · B/— produz pétalas azuis, e a/a · b/b
produz pétalas escarlate. Deduza os genótipos dos genitores e da progênie nos
cruzamentos a seguir:
41. Cultivadores de milho obtiveram linhagens puras, cujas espigas se tornam
vermelho-sol, rosa, escarlate ou laranja quando expostas à luz solar (as espigas
normais permanecem amarelas na luz solar). Alguns cruzamentos entre essas
linhagens produziram os resultados a seguir. Os fenótipos são abreviados O =
Laranja; P = Rosa; Sc = Escarlate; e SR = Vermelho-sol.
Fenótipos
Cruzamento Genitores F1 F2
1 SR × P todos SR 66 SR:20 P
2 O × SR todos SR 998 SR:314 O
3 O × P todos O 1.300 O:429 P
4 O × Sc todos Y 182 Y:80 O: 58 Sc
Analise os resultados de cada cruzamento e forneça uma hipótese unificadora
para explicar todos os resultados. (Explique todos os símbolos que você utilizar.)
42. Muitos tipos de animais selvagens apresentam o padrão de cor aguti, no qual cada
pelo apresenta uma faixa amarela ao seu redor.
a. Camundongos pretos e outros animais pretos não apresentam a faixa amarela;
cada um de seus pelos é todo preto. Essa ausência do padrão aguti selvagem é
denominada não aguti. Quando camundongos de uma linhagem aguti pura são
cruzados com não agutis, a F1 é toda aguti e a F2 apresenta uma proporção de 3:1
de agutis e não agutis. Diagrame esse cruzamento, fazendo A representar o alelo
responsável pelo fenótipo aguti e a, não aguti. Demonstre os fenótipos e os
genótipos dos genitores, de seus gametas, da F1, de seus gametas e da F2.
b. Outro desvio da cor herdado em camundongos substitui a cor marrom pela
preta no pelo do tipo selvagem. Os referidos camundongos aguti marrons são
denominados canela. Quando camundongos do tipo selvagem são cruzados com
canelas, toda a F1 é do tipo selvagem e a F2 apresenta uma proporção de 3:1 do
tipo selvagem e canela. Diagrame esse cruzamento como na parte a, tendo B
como referência ao alelo preto do tipo selvagem e b como referência ao alelo
marrom canela.
c. Quando camundongos de uma linhagem canela pura são cruzados com
camundongos de uma linhagem pura não aguti (preta), toda a F1 é do tipo
selvagem. Utilize um diagrama genético para explicar esse resultado.
d. Na F do cruzamento na parte c, uma quarta cor, denominada chocolate, 2
aparece além da canela e não aguti parental e do tipo selvagem da F 1.
Camundongos chocolate apresentam uma cor marrom sólida e rica. Qual é a
constituição genética deles?
e. Presumindo que os pares alélicos A/a e B/b distribuam-se independentemente
entre si, quais você espera serem as frequências relativas dos quatro tipos de cores
na F2 descrita na parte d? Diagrame o cruzamento das partes c e d, demonstrando
os fenótipos e os genótipos (incluindo os gametas).
f. Quais fenótipos seriam observados e em quais proporções na progênie de um
retrocruzamento de camundongos da F1 da parte c com o estoque parental canela?
Com o estoque parental não aguti (preto)? Diagrame esses retrocruzamentos.
g. Diagrame um cruzamento-teste em relação à F1 da parte c. Quais cores
resultariam e em quais proporções?
h. Camundongos albinos (brancos com olhos rosa) são homozigotos em relação
ao membro recessivo de um par alélico C/c, que se distribui independentemente
dos pares A/a e B/b. Suponha que você possui quatro diferentes linhagens albinas
altamente endocruzadas (e, portanto, presumivelmente homozigotas). Você cruza
cada uma dessas linhagens com uma linhagem do tipo selvagem pura, e obtém
uma grande progênie F2 a partir de cada cruzamento. Quais genótipos em relação
às linhagens albinas você consegue deduzir a partir dos fenótipos da F2 a seguir?
Fenótipos da progênie
Tipo Preto Canela Chocolate Albino
F2 da linhagem selvagem
1 87 0 32 0 39
2 62 0 0 0 18
3 96 30 0 0 41
4 287 86 92 29 164
(Adaptada de A. M. Srb, R. D. Owen, and R. S. Edgar, General Genetics, 2nd ed.
W. H. Freeman and Company, 1965.)
43. Um alelo A que não é letal quando homozigoto faz com que os ratos apresentem
pelagem amarela. O alelo R de um gene em separado que se distribui
independentemente produz pelagem preta. Em conjunto, A e R produzem pelagem
acinzentada, enquanto a e r produzem pelagem branca. Um macho cinza é
cruzado com uma fêmea amarela, e a F1 é amarela, cinza, preta e branca.
Determine os genótipos dos genitores.
44. O genótipo r/r; p/p proporciona às aves uma crista única, R/—; P/— proporciona
uma crista em noz, r/r; P/— proporciona uma crista em ervilha, e R/—; p/p
proporciona uma crista rosa (ver ilustrações). Presuma a distribuição
independente.
a. Quais tipos de crista aparecerão na F1 e na F2 e em quais proporções se aves
com crista única forem cruzados com aves de uma linhagem pura em noz?
b. Quais são os genótipos dos genitores em um cruzamento noz × rosa, a partir do
qual a progênie é rosa, noz, ervilha e única?
c. Quais são os genótipos dos genitores em um cruzamento noz × rosa, a partir do
qual toda a progênie é noz?
d. Quantos genótipos produzem um fenótipo noz? Escreva-os. 45. A produção do pigmento da cor dos olhos em Drosophila requer o alelo
dominante A. O alelo dominante P de um segundo gene independente torna o
pigmento roxo, mas seu alelo recessivo torna-o vermelho. Uma mosca que não
produz pigmento apresenta olhos brancos. Duas linhagens puras foram cruzadas,
com os resultados a seguir:
Explique esse modo de herança, e demonstre os genótipos dos genitores, da F1 e
da F2.
46. Quando cães marrons puros são cruzados com determinados cães brancos puros,
todos os filhotes da F1 são brancos. A progênie F2 de alguns cruzamentos F1 × F1
é de 118 filhotes brancos, 32 pretos e 10 marrons. Qual é a base genética desses
resultados?
47. Linhagens do tipo selvagem do fungo haploide Neurospora produzem seu próprio
triptofano. Um alelo anormal td torna o fungo incapaz de produzir seu próprio
triptofano. Um indivíduo de genótipo td cresce apenas quando seu meio fornece
triptofano. O alelo su se distribui independentemente de td; seu único efeito
conhecido é suprimir o fenótipo td. Portanto, linhagens que carreiam ambos, td e
su, não necessitam de triptofano para o crescimento.
a. Se uma linhagem td; su for cruzada com uma linhagem genotipicamente do
tipo selvagem, quais genótipos serão esperados na progênie e em quais
proporções?
b. Qual será a proporção da progênie dependente do triptofano e independente do
triptofano no cruzamento da parte a?
48. Camundongos dos genótipos A/A; B/B; C/C; D/D; S/S e a/a; b/b; c/c; d/d; s/s são
cruzados. A progênie é entrecruzada. Quais fenótipos serão produzidos na F2 e
em quais proporções? (Os símbolos de alelos fazem referência ao que segue: A =
Aguti, a = Sólido [não aguti]; B = Pigmento preto, b = Marrom; C = Pigmentado,
c = Albino; D = Nenhuma diluição, d = Diluição [cor leitosa]; S = Não
manchado, s = Manchas pigmentadas em fundo branco.) 49. Considere os genótipos de duas linhagens de galinhas: a linhagem pura manchada
hondurenha é i/i; D/D; M/M; W/W, e a linhagem pura leghorne é I/I; d/d; m/m;
w/w, onde:
I = Penas brancas, i = Penas coloridas
D = Crista dupla, d = Crista simples
M = Com barbela, m = Sem barbela
W = Pele branca, w = Pele amarela
Esses quatro genes se distribuem independentemente. Iniciando com essas duas
linhagens puras, qual é o modo mais rápido e mais conveniente de gerar uma
linhagem pura que apresente penas coloridas, apresente uma crista simples, seja
sem barbela e apresente pele amarela? Assegure-se de demonstrar:
a. O heredograma do cruzamento.
b. O genótipo de cada animal representado.
c. Quantos ovos colocar para chocar em cada cruzamento e o motivo dessa
quantidade.
d. Por que o seu esquema é o mais rápido e o mais conveniente.
50. O heredograma a seguir é em relação a um fenótipo dominante regulado por um
alelo autossômico. O que esse heredograma sugere a respeito do fenótipo, e o que
você pode deduzir a respeito do genótipo do indivíduo A?
51. A cor das pétalas em dedaleiras é determinada por três genes. M codifica uma
enzima que sintetiza a antocianina, o pigmento roxo observado nessas pétalas;
m/m não produz pigmento, resultando no fenótipo albino com manchas
amareladas. D é um intensificador da antocianina, resultando em um pigmento
mais escuro; d/dia não intensifica. No terceiro locus, w/w possibilita a deposição
do pigmento nas pétalas, mas W evita a deposição do pigmento, exceto nas
manchas e, assim, resulta no fenótipo branco e manchado. Considere os dois
cruzamentos a seguir:
Cruzamento Genitores Progênie
1 Roxo-escuro × Branco com roxo-escuro: roxo-claro
manchas amareladas
2 Branco com manchas branco com manchas roxas:
amareladas × Roxo-claro roxo-escuro: roxo-claro
Em cada caso, forneça os genótipos dos genitores e da progênie em relação aos
três genes.
52. Em uma espécie de Drosophila, as asas normalmente são de formato redondo,
mas você obteve duas linhagens puras, uma das quais apresenta asas ovais e a
outra, asas falciformes. Cruzamentos entre linhagens puras revelam os resultados
a seguir:
Genitores F1
Fêmea Macho Fêmea Macho
falciforme redonda falciforme falciforme
redonda falciforme falciforme redonda
falciforme oval oval falciforme
a. Forneça uma explicação genética desses resultados, definindo todos os
símbolos alélicos.
b. Se as fêmeas F 1 ovais do cruzamento 3 forem cruzadas com os machos
redondos da F1 do cruzamento 2, quais proporções fenotípicas são esperadas em
relação a cada sexo na progênie?
53. Camundongos normalmente apresentam uma faixa amarela em cada pelo, mas
são conhecidas variantes com duas ou três faixas. Uma fêmea de camundongo
que apresenta uma faixa foi cruzada com um macho que apresenta três faixas.
(Nenhum animal era de uma linhagem pura.) A progênie foi:
Fêmeas uma Machos uma
faixa faixa
três duas
faixas faixas
a. Forneça uma explicação clara da herança desses fenótipos.
b. De acordo com o seu modelo, qual seria o desfecho de um cruzamento entre
uma filha com três faixas e um filho com uma faixa?
54. Em visons, os tipos selvagens apresentam uma pelagem quase preta. Criadores
desenvolveram muitas linhagens puras de variantes da cor para a indústria de
casacos de visom. Duas das referidas linhagens puras são platina (cinza-azulada)
e aleutiana (cinza-aço). Essas linhagens foram utilizadas em cruzamentos, com os
resultados a seguir:
Cruzamento Genitores F1 F2
1 Selvagem × Platina selvagem 18 selvagens, 5
platinas
2 Selvagem × selvagem 27 selvagens, 10
Aleutiana aleutianas
3 Platina × Aleutiana selvagem 133 selvagens,
41 platinas,
46 aleutianas,
17 sa ras (novas)
a. Planeje uma explicação genética desses três cruzamentos. Demonstre os
genótipos em relação aos genitores, à F 1, e à F2 nos três cruzamentos, e assegure-
se de demonstrar os alelos de cada gene da hipótese que você formula em relação
a cada visom.
b. Preveja as proporções fenotípicas da F1 e da F2 a partir do cruzamento de safira
com as linhagens puras platina e aleutiana.
55. Na Drosophila, um gene autossômico determina o formato das cerdas, com B
proporcionado cerdas retas e b proporcionando cerdas inclinadas. Em outro
autossomo, existe um gene do qual um alelo dominante I inibe a formação das
cerdas, de modo que a mosca é sem cerdas (i não apresenta efeito fenotípico
conhecido).
a. Se uma mosca com cerdas retas de uma linhagem pura for cruzada com uma
mosca de uma linhagem sem cerdas pura que sabidamente é um genótipo
inclinado inibido, quais serão os genótipos e os fenótipos da F1 e da F2?
b. Qual cruzamento forneceria a proporção de 4 sem cerdas:3 retas:1 inclinada? 56. O heredograma a seguir diz respeito aos fenótipos dos olhos em besouros
Tribolium. Os símbolos sólidos representam olhos pretos, os símbolos abertos
representam olhos marrons e os símbolos cruzados (X) representam o fenótipo
“sem olhos”, no qual os olhos estão totalmente ausentes.
a. A partir desses dados, deduza o modo de herança desses três fenótipos.
b. Com a utilização de símbolos gênicos definidos, demonstre o genótipo do
besouro II-3.
57. Uma planta que se acredita ser heterozigota em relação a um par de alelos B/b (no
qual B codifica amarelo e b codifica bronze) foi autofecundada e, na progênie,
havia 280 plantas amarelas e 120 bronze. Esses resultados amparam a hipótese de
que a planta é B/b?
58. Uma planta que se acredita ser heterozigota em relação a dois genes de
distribuição independente (P/p; Q/q) foi autofecundada, e a progênie foi:
88 P/—; Q/— 25 p/p; Q/— 32 P/—; q/q 14 p/p; q/q
Esses resultados amparam a hipótese de que a planta original era P/p; Q/q? 59. Uma planta de fenótipo 1 foi autofecundada e, na progênie, havia 100 plantas de
fenótipo 1 e 60 plantas de um fenótipo alternativo 2. Esses números são
compatíveis com as proporções esperadas de 9:7, 13:3 e 3:1? Forme uma hipótese
genética com base nos seus cálculos.
60. Quatro linhagens mutantes homozigotas recessivas de Drosophila melanogaster
(rotuladas 1 a 4) demonstram coordenação anormal das patas, o que faz com que
elas andem de modo altamente errático. Essas linhagens foram entrecruzadas; os
fenótipos das moscas da F1 estão demonstrados na tabela a seguir, na qual “+”
representa a deambulação do tipo selvagem e “—” representa a deambulação
anormal:
1 2 3 4
1 — + + +
2 + — — +
3 + — — +
4 + + + —
a. Qual tipo de teste essa análise representa?
b. Quantos genes diferentes sofreram mutação na criação dessas quatro
linhagens?
c. Invente símbolos para os tipos selvagem e mutante, e escreva os genótipos
completos em relação a todas as quatro linhagens e em relação às moscas da F1.
d. Esses dados nos informam quais genes estão ligados? Caso negativo, como a
ligação pode ser testada?
e. Esses dados nos informam o número total de genes que participam na
coordenação das patas nesse animal?
61. Três mutantes de uma levedura haploide que necessitam de triptofano isolados de
modo independente são denominadas trpB, trpD e trpE. Suspensões celulares de
cada um são espalhadas em uma placa de meio nutricional suplementado com
triptofano suficiente apenas para possibilitar o crescimento fraco de uma
linhagem trp. As faixas estão dispostas em um padrão triangular, de modo que
elas não se toquem. É observado crescimento exuberante em ambas as
extremidades da faixa trpE e em uma extremidade da faixa trpD (ver figura
adiante).
a. Você acredita que tenha havido complementação?
b. Explique brevemente o padrão do crescimento exuberante.
c. Desenhe as etapas enzimáticas que são defeituosas nos mutantes trpB, trpD e
trpE na ordem na via de síntese do triptofano.
d. Por que foi necessário adicionar uma pequena quantidade de triptofano ao
meio para demonstrar esse padrão de crescimento?
PROBLEMAS DESAFIADORES
62. Uma linhagem pura de abóbora, que produz frutos com formato de disco (ver a
ilustração a seguir), foi cruzada com uma linhagem pura que apresenta frutos
longos. A F 1 apresentou frutos em disco, mas a F2 demonstrou um novo fenótipo,
esférico, e foi composta pelas proporções a seguir:
Proponha uma explicação para esses resultados e demonstre os genótipos das
gerações P, F e F . 1 2
63. A síndrome de Marfan é um distúrbio do tecido conjuntivo fibroso, caracterizada
por muitos sintomas, incluindo dedos longos e finos; defeitos oculares;
cardiopatia e membros longos. (Flo Hyman, a estrela do voleibol americano,
sofria de síndrome de Marfan. Ela morreu em virtude de uma ruptura da aorta.)
a. Utilize o heredograma anterior para propor um modo de herança em relação à
síndrome de Marfan.
b. Qual fenômeno genético é demonstrado por esse heredograma?
c. Especule um motivo para esse fenômeno.
(Dados de J. V. Neel e W. J. Schull, Human Heredity. University of Chicago
Press, 1954.)
64. No milho, três alelos dominantes, denominados A, C e R, são necessários para
produzir sementes coloridas. O genótipo A/—; C/—; R/— é colorido; todos os
outros são incolores. Uma planta colorida é cruzada com três plantas testadoras
de genótipo conhecido. Com a testadora a/a; c/c; R/R, a planta colorida produz
50% de sementes coloridas com a/a; C/C; r/r, ela produz 25% de coloridas; e
com A/A; c/c; r/r, ela produz 50% de coloridas. Qual é o genótipo da planta
colorida?
65. A produção do pigmento na camada exterior das sementes do milho requer que
cada um dos três genes de distribuição independente A, C e R seja representado
por no mínimo um alelo dominante, conforme especificado no Problema 64. O
alelo dominante Pr de um quarto gene de distribuição independente é necessário
para converter o precursor bioquímico em um pigmento roxo, e seu alelo
recessivo pr torna o pigmento vermelho. As plantas que não produzem pigmento
apresentam sementes amarelas. Considere um cruzamento de uma linhagem de
genótipo A/A; C/C; R/R; pr/pr com uma linhagem de genótipo a/a; c/c; r/r; Pr/Pr.
a. Quais são os fenótipos dos genitores?
b. Qual será o fenótipo da F1?
c. Quais fenótipos, e em quais proporções, aparecerão na progênie de uma F 1
autofecundada?
d. Quais proporções da progênie você prevê a partir do cruzamento-teste de uma
F1?
66. O alelo B proporciona aos camundongos uma pelagem preta e b proporciona uma
pelagem marrom. O genótipo e/e de outro gene de distribuição independente evita
a expressão de B e b, tornando a cor da pelagem bege, enquanto E/— possibilita a
expressão de B e b. Ambos os genes são autossômicos. No heredograma a seguir,
os símbolos pretos indicam pelagem preta, os símbolos rosa indicam marrom, e
os símbolos brancos indicam bege.
a. Qual é a denominação dada ao tipo de interação gênica nesse exemplo?
b. Quais são os genótipos dos camundongos no heredograma? (Se existem
possibilidades alternativas, declare-as.)
67. Um pesquisador cruza duas linhagens com flores brancas de plantas Antirrhinum
e obtém os resultados a seguir:
a. Deduza a herança desses fenótipos; utilize símbolos gênicos claramente
definidos. Forneça os genótipos dos genitores, da F1 e da F2.
b. Preveja o resultado dos cruzamentos da F1 com cada linhagem parental. 68. Presuma que dois pigmentos, vermelho e azul, são misturados para fornecer a cor
roxa normal das pétalas de petúnia. Vias bioquímicas separadas sintetizam os dois
pigmentos, conforme demonstrado nas duas fileiras superiores do diagrama a
seguir. “Branco” se refere aos compostos que não são pigmentos. (A ausência
total de pigmento resulta em uma pétala branca.) O pigmento vermelho é formado
a partir de um intermediário amarelo que normalmente está a uma concentração
muito baixa para colorir as pétalas.
Uma terceira via, cujos compostos não contribuem com pigmento para as pétalas,
normalmente não afeta as vias azul e vermelha, mas, se um de seus intermediários
(branco 3) aumentar em concentração, pode ser convertido no intermediário
amarelo da via vermelha.
No diagrama, as letras A a E representam enzimas; seus genes correspondentes,
todos os quais não estão ligados, podem ser simbolizados pelas mesmas letras.
Presuma que os alelos do tipo selvagem sejam dominantes e codifiquem a função
enzimática e que os alelos recessivos resultem em uma ausência de função
enzimática. Deduza quais combinações de genótipos parentais verdadeiros podem
ser cruzadas para produzir a progênie F2 nas proporções a seguir:
a. 9 roxas:3 verdes:4 azuis
b. 9 roxas:3 vermelhas:3 azuis:1 branca
c. 13 roxas:3 azuis
d. 9 roxas:3 vermelhas:3 verdes:1 amarela
(Nota: azul misturado com amarelo produz verde; presuma que nenhuma mutação
seja letal.)
69. As flores de capuchinha (Tropaeolum majus) podem ser únicas (S), duplas (D) ou
superduplas (Sd). As superduplas são estéreis do sexo feminino; elas tiveram
origem a partir de uma variedade com flores duplas. Cruzamentos entre
variedades forneceram a progênie listada na tabela a seguir, na qual pura significa
“homozigoto”.
Cruzamento Genitores Progênie
1 S pura × D pura Todas S
2 F1 do cruzamento 1 × F1 do 78 S: 27 D
cruzamento 1
3 D pura × Sd 112 Sd: 108 D
4 S pura × Sd 8 Sd: 7 S
5 D pura × progênie Sd do 18 Sd: 19 S
cruzamento 4
6 D pura × progênie S do 14 D: 16 S
cruzamento 4
Com a utilização dos seus próprios símbolos genéticos, proponha uma explicação
para esses resultados, demonstrando:
a. Todos os genótipos em cada uma das seis fileiras.
b. A origem proposta da superdupla. 70. Em uma determinada espécie de moscas, a cor dos olhos normal é vermelha (R).
Quatro fenótipos anormais em relação à cor dos olhos foram observados: dois
eram amarelos (Y1 e Y2), um era marrom (B) e um laranja (O). Foi estabelecida
uma linhagem pura em relação a cada fenótipo, e todas as combinações possíveis
das linhagens puras foram cruzadas. Moscas de cada F 1 foram entrecruzadas para
produzir uma F2. As moscas da F1 e da F2 estão demonstradas no quadrado a
seguir; as linhagens puras são fornecidas na parte superior e do lado esquerdo.
Y1 Y2 B O
F1 todas Y todas R todas R todas R
Y1 F2 todas Y 9 R 9 R 9 R
7 Y 4 Y 4 O
3 B 3 Y
F1 todas Y todas R todas R
Y2 F2 todas Y 9 R 9 R
4 Y 4 Y
3 B 3 O
F1 todas B todas R
B F2 todas B 9 R
4 O
3 B
F1 todas O
O F2 todas O
a. Defina seus próprios símbolos e liste os genótipos de todas as quatro linhagens
puras.
b. Demonstre como os fenótipos da F1 e as proporções da F2 são produzidos.
c. Demonstre uma via bioquímica que explique os resultados genéticos, indicando
qual gene controla qual enzima.
71. No trigo comum, Triticum aestivum, a cor da espiga é determinada por genes
multiplamente duplicados, cada um com um alelo R e um r. Qualquer número de
alelos R proporcionará vermelho, e uma ausência completa de alelos R
proporcionará o fenótipo branco. Em um cruzamento entre uma linhagem pura
vermelha e uma linhagem pura branca, a F2 foi de vermelhos e branco.
a. Quantos genes R estão segregando nesse sistema?
b. Demonstre os genótipos dos genitores, da F1 e da F2.
c. Plantas F 2 diferentes são retrocruzadas com o progenitor branco. Forneça
exemplos de genótipos que forneceriam as proporções de progênie a seguir nos
referidos retrocruzamentos: (1) 1 vermelha:1 branca, (2) 3 vermelhas:1 branca,
(3) 7 vermelhas:1 branca.
d. Qual é a fórmula que em geral relaciona o número de genes em segregação
com a proporção de indivíduos vermelhos na F nos referidos sistemas? 2 72. O heredograma a seguir demonstra a herança do surdo-mutismo.
a. Forneça uma explicação para a herança dessa condição rara nas duas famílias
nas gerações I e II, demonstrando os genótipos de tantas pessoas quanto possível;
utilize símbolos de sua própria escolha.
b. Forneça uma explicação para a produção de apenas pessoas normais na
geração III, assegurando-se de que a sua explicação seja compatível com a
resposta da parte a.
73. O heredograma a seguir é em relação à esclera azul e osteogênese imperfeita.
a. Essas duas anormalidades são causadas pelo mesmo gene ou por genes
separados? Declare claramente os seus motivos.
b. O gene (ou os genes) é (são) autossômico(s) ou ligado(s) ao sexo?
c. O heredograma demonstra alguma evidência de penetrância incompleta ou
expressividade? Caso afirmativo, realize os melhores cálculos que você conseguir
dessas medidas.
74. As operárias da linhagem de abelhas melíferas conhecida como Marrom
(absolutamente não relacionada com a cor) demonstram o que é denominado
“comportamento higiênico”; ou seja, elas abrem as tampas de compartimentos da
colmeia que contêm pupas mortas e em seguida removem as pupas mortas. Esse
comportamento evita a difusão de bactérias infecciosas pela colônia. As operárias
da linhagem Van Scoy, entretanto, não realizam essas tarefas e, portanto, diz-se
que essa linhagem é “não higiênica”. Quando uma rainha da linhagem Marrom
foi cruzada com zangões Van Scoy, toda a F1 foi não higiênica. Quando zangões
dessa F1 inseminaram uma rainha da linhagem Marrom, os comportamentos da
progênie foram como segue:
higiênico
de abertura das tampas, mas sem a remoção das pupas não higiênico
Entretanto, quando a tampa do compartimento de pupas mortas foi aberta pelo
apicultor e as abelhas melíferas não higiênicas foram adicionalmente examinadas,
observou-se que aproximadamente metade das abelhas removia as pupas mortas,
mas a outra metade não removia.
a. Proponha uma hipótese genética para explicar esses padrões comportamentais.
b. Discuta os dados em relação a epistasia, dominância e interação ambiental. (Nota: as operárias são estéreis, e todas as abelhas de uma linhagem carreiam os mesmos alelos.)
75. A cor normal das bocas-de-leão é vermelha. Foram encontradas algumas
linhagens puras que demonstram variações da cor das flores. Quando essas
linhagens puras foram cruzadas, elas forneceram os resultados a seguir (ver
tabela):
Cruzamento Genitores F1 F2
1 Laranja × Amarela laranja 3 laranja: 1 amarela
2 Vermelha × Laranja vermelha 3 vermelhas: 1
laranja
3 Vermelha × Amarela vermelha 3 vermelhas: 1
amarela
4 Vermelha × Branca vermelha 3 vermelhas: 1 branca
5 Amarela × Branca vermelha 9 vermelhas: 3
amarelas: 4 brancas
6 Laranja × Branca vermelha 9 vermelhas: 3
laranja: 4 brancas
7 Vermelha × Branca vermelha 9 vermelhas: 3
laranja: 4 brancas
a. Explique a herança dessas cores.
b. Escreva os genótipos dos genitores, da F1 e da F2.
76. Considere os indivíduos da F1 a seguir em diferentes espécies e as proporções da
F2 produzida por autofecundação:
Se cada F 1 fosse submetida ao cruzamento-teste, quais proporções fenotípicas resultariam na progênie do cruzamento-teste?
77. Para compreender a base genética da locomoção no nematódeo diploide
Caenorhabditis elegans, foram obtidas mutações recessivas, todas fazendo com
que o parasita “oscile” de modo ineficaz, em vez de se movimentar com seu
movimento habitual de deslizamento suave. Essas mutações presumivelmente
afetam o sistema nervoso ou muscular. Doze mutantes homozigotos foram
entrecruzados, e os híbridos da F1 foram examinados para verificar se eles
oscilavam. Os resultados foram como segue, em que um sinal de mais significa
que o híbrido da F era do tipo selvagem (deslizante) e “w” significa que o 1
híbrido oscilava.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
1 w + + + w + + + + + + +
2 w + + + w + w + w + +
3 w w + + + + + + + +
4 w + + + + + + + +
5 w + + + + + + +
6 w + w + w + +
7 w + + + w w
8 w + w + +
9 w + + +
10 w + +
11 w w
12 w
a. Explique o que esse experimento foi desenhado para testar.
b. Utilize essa justificativa para atribuir os genótipos para todos os 12 mutantes.
c. Explique por que o fenótipo dos híbridos da F 1 entre os mutantes 1 e 2 diferiu
daquele dos híbridos entre os mutantes 1 e 5.
78. Um geneticista que trabalha com um fungo haploide realiza um cruzamento entre
dois mutantes de crescimento lento, denominados musgoso e aranha (fazendo
referência ao aspecto anormal das colônias). As tétrades do cruzamento são de
três tipos (A, B, C), mas duas delas contêm esporos que não germinam.
Esporo A B C
1 tipo selvagem tipo selvagem aranha
2 tipo selvagem aranha aranha
3 nenhuma germinação musgoso musgoso
4 nenhuma germinação nenhuma germinação musgoso
Planeje um modelo para explicar esses resultados genéticos e proponha uma base
molecular para o seu modelo.
79. No nematódeo C. elegans, alguns parasitas apresentam cutículas bolhosas em
virtude de uma mutação recessiva em um dos genes bli. Pessoas que estudavam
uma mutação supressora que suprimia as mutações bli-3 desejavam saber se ela
também suprime as mutações em bli-4. Elas possuíam uma linhagem homozigota
em relação a essa mutação supressora recessiva, e seu fenótipo era do tipo
selvagem.
a. Como elas determinariam se essa mutação supressora recessiva suprime as
mutações em bli-4? Em outras palavras, qual é o genótipo dos parasitas
necessário para responder à pergunta?
b. Qual(is) cruzamento(s) elas realizariam para produzir esses parasitas?
c. Quais resultados elas esperariam na F2 se
(1) ela atuasse como uma supressora de bli-4?
(2) ela não atuasse como uma supressora de bli-4?
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