Introdução à Genética
20.5 Evolução morfológica
Sinônimos b d
Razão a/b c/d
A Tabela 20.5 demonstra uma aplicação desse princípio para o gene da desidrogenase alcoólica em três espécies de Drosophila relacionadas de modo próximo. Claramente, existe um excesso de substituições de aminoácidos entre as espécies acima do que é esperado. Portanto, concluímos que algumas das substituições de aminoácidos na enzima foram alterações adaptativas direcionadas por seleção natural.
Tabela 20.5 Polimor smos sinônimos e não sinônimos e diferenças em relação à desidrogenase alcoólica em três espécies de Drosophila.
Organismo Diferenças nas espécies Polimor smos
Não sinônimo 7 2
Sinônimo 17 42
Razão 0,29:0,71 0,05:0,95
Fonte: J. McDonald e M. Kreitman, “Adaptive Protein Evolution at the Adh locus in Drosophila”, Nature 351, 1991, 652-654.
20.5 Evolução morfológica
Uma das categorias mais óbvias e interessantes da evolução dos traços é aquela da morfologia dos organismos. Entre animais, por exemplo, existe uma grande diversidade no número, tipo, tamanho, formato e cor das partes corporais. Tendo em vista que a forma adulta é o produto do desenvolvimento embrionário, as alterações na forma devem ser o resultado de alterações que ocorrem durante o desenvolvimento. Avanços recentes na compreensão do controle genético do
desenvolvimento (ver Capítulo 13) possibilitaram que os pesquisadores investigassem as bases genéticas e moleculares da evolução da forma dos animais. Veremos que algumas das alterações dramáticas na forma dos animais apresentam uma base genética e molecular relativamente simples, enquanto a evolução dos traços regulados por muitos genes toolkit envolve mecanismos moleculares que são distintos daqueles que examinamos até agora. Examinaremos casos nos quais as substituições codificadoras, a inativação de genes e a evolução da sequência reguladora, respectivamente, são a base da divergência morfológica.