Introdução à Genética
4.3 Mapeamento com marcadores moleculares
Utilização de proporções como diagnóstico A análise das proporções é um dos pilares da genética. Até agora no texto, encontramos muitas proporções diferentes, cujas derivações estão difundidas ao longo de diversos capítulos. Tendo em vista que o reconhecimento das proporções e a sua utilização no diagnóstico do sistema genético em estudo fazem parte da genética diária, revisaremos as principais proporções que abrangemos até agora.
Elas estão demonstradas na Figura 4.13. Você pode ler as proporções pelas larguras
relativas dos boxes coloridos em uma fileira. A Figura 4.13 se refere às autofecundações e aos cruzamentos-teste de mono-híbridos, di-híbridos (com distribuição independente e ligação) e tri-híbridos (também com distribuição independente e ligação de todos os genes). Uma situação não representada é um tri-híbrido no qual apenas dois dos três genes estão ligados; como um exercício, você pode querer deduzir o padrão geral que deveria ser incluído em um referido diagrama a partir dessa situação. Observe que, em relação à ligação, os tamanhos das classes dependem das distâncias de mapa. Um geneticista deduz os estados genéticos desconhecidos em um modo semelhante ao seguinte: “uma proporção de 9:3:3:1 me informa que essa proporção muito provavelmente foi produzida por um di-híbrido autofecundado, no qual os genes estão em cromossomos diferentes”.
4.3 Mapeamento com marcadores moleculares
Até agora neste capítulo, mapeamos os loci de genes com a utilização dos valores da FR ao contar os fenótipos visíveis produzidos pelos diversos alelos envolvidos. Entretanto, também existem diferenças no DNA entre dois cromossomos que não produzem fenótipos visivelmente diferentes, seja em virtude dessas diferenças no DNA não estarem localizadas em genes ou por estarem localizadas em genes, mas não alterarem o produto proteico. As referidas diferenças na sequência podem ser consideradas alelos moleculares ou marcadores moleculares. Seus loci podem ser mapeados por meio dos valores de FR do mesmo modo que os alelos que produzem fenótipos visíveis. Os marcadores moleculares são extremamente numerosos e, portanto, são muito úteis como marcos genômicos, que podem ser utilizados para localizar os genes de interesse.