Introdução à Genética
Reversão direta de DNA danificado
O mais importante mecanismo de reparo foi mencionado brevemente no
Capítulo 7 – a função de revisão das DNA polimerases que replicam o DNA como parte do replissomo. Conforme lá observado, tanto a DNA polimerase I quanto a DNA polimerase III são capazes de realizar a excisão das bases malpareadas inseridas erroneamente. Agora examinaremos algumas das outras vias de reparo, iniciando com o reparo sem erros.
Reversão direta de DNA danificado
O modo mais direto de reparar uma lesão é revertê-la diretamente, regenerando,
assim, a base normal (Figura 16.19). Embora a maior parte dos tipos de danos seja essencialmente irreversível, as lesões podem ser reparadas por meio de reversão direta em alguns casos. Um caso é um fotodímero mutagênico causado pela luz UV. O dímero de pirimidina ciclobutano (CPD) pode ser reparado por uma enzima denominada CPD fotoliase. A enzima se liga ao fotodímero e o divide para regenerar as bases originais. Esse mecanismo de reparo é denominado fotorreativação, tendo em vista que a enzima necessita de luz para atuar. São necessárias outras vias de reparo para remover danos de UV na ausência de luz do comprimento de onda apropriado (> 300 nm).
Alquiltransferases são enzimas que também revertem as lesões diretamente.
Elas removem determinados grupos alquila que foram adicionados à posição O-
6 da guanina (ver Figura 16.13) por mutágenos tais como nitrosoguanidina e etilmetanossulfonato. A metiltransferase de E. coli tem sido bem estudada. Essa enzima transfere o grupo metil da O-6-metilguanina para um resíduo de cisteína no sítio ativo da enzima. Entretanto, a transferência inativa a enzima e, assim, esse sistema de reparo pode ser saturado se o nível de alquilação for suficientemente alto.