Introdução à Genética

Anthony J. F. Griffiths · Capítulo 371 de 398

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Introdução à Genética

19.6 Mapeamento de associação em populações de cruzamento aleatório

Camundongos Diabetes melito do tipo 1 I-Aβ Antígeno de

histocompatibilidade

 

Seres humanos Asma ADAM33 Proteína contendo domínio de

metaloproteinase

 

Seres humanos Doença de Alzheimer ApoE Apolipoproteína

 

Seres humanos Diabetes melito do tipo 1 HLA-DQA Glicoproteína de superfície de

MHC de classe II

 

Fonte: A. M. Glazier et al., Science 298, 2002, 2345-2349.

 

19.6 Mapeamento de associação em populações de

cruzamento aleatório

Se você leu recentemente alguma notícia anunciando que pesquisadores identificaram um gene de suscetibilidade para autismo, diabetes melito, hipertensão arterial ou algum outro distúrbio, existe uma excelente chance de que o gene tenha sido descoberto com a utilização da técnica que iremos revisar, denominada mapeamento de associação. O mapeamento de associação é um método para encontrar QTL no genoma com base no desequilíbrio de ligação de ocorrência

natural (ver Capítulo 18) entre um locus marcador e o QTL em uma população de cruzamento aleatório. Tendo em vista que ele utiliza o desequilíbrio de ligação, o método também é denominado mapeamento de desequilíbrio de ligação. Conforme veremos, esse método com frequência possibilita que os pesquisadores identifiquem diretamente os genes específicos que controlam as diferenças no fenótipo entre os membros de uma população.

A ideia básica por trás do mapeamento de associação tem sido apresentada e utilizada

durante décadas. Aqui está um exemplo da década de 1990 em relação ao gene ApoE em seres humanos, um gene envolvido no metabolismo de lipoproteínas (complexos de lipídios e proteínas). Em virtude do seu papel no metabolismo das lipoproteínas, o ApoE foi considerado um gene candidato para um papel causal nas doenças cardiovasculares, o acúmulo de depósitos de gordura (lipídio) nas artérias. Pesquisadores procuraram por associações estatísticas entre os alelos do ApoE que as pessoas carreiam e se elas apresentavam doença cardiovascular. Eles encontraram uma associação entre o alelo e4 desse gene e a doença – pessoas que carreavam o alelo e4 apresentavam 42% mais probabilidade de ter a doença do que aquelas que carreavam outros alelos. Embora esse tipo de estudo tenha obtido sucesso, ele exigia que um gene candidato, que se suspeitava afetar o traço, fosse conhecido previamente.