Um Curso de Cálculo, Volume 1
4.3 Sequência e Limite de Sequência
5. Dê exemplo de funções f e g tais que
não existe.
6. Dê exemplo de funções f e g tais que
7. Dê exemplo de funções f e g tais que
8. 3 2 Seja f ( x ) = ax + bx + cx + d, em que a > 0, b, c, d são reais dados.
Prove que existem números reais x e x tais que f(x ) < 0 e f(x ) > 0. 1 2 1 2
9. Sejam f e g duas funções definidas em ]a, +∞[ tais que e
g(x) > 0 para todo x > a. Prove que existe r > 0 tal que para todo x > r, f(x) > g(x).
4.3 Sequência e Limite de Sequência
Uma sequência ou sucessão de números reais é uma função n ↦ a , a valores n reais, cujo domínio é um subconjunto de ℕ. As sequências que vão interessar ao curso são aquelas cujo domínio contém um subconjunto do tipo {n ∊ ℕ | n ≥ q} no qual q é um natural fixo; só consideraremos tais sequências.
A notação a (leia: a índice n) é usada para indicar o valor que a sequência n
assume no natural n. Diremos que a é o termo geral da sequência. n
Exemplo 1
Seja a sequência de termo geral n a = 2 . Temos
n
a 0 1 2 = 2 , a = 2 , a = 2 , …
0 1 2
Exemplo 2
Seja a sequência de termo geral s = 1 + 2 + 3 + … + n. Temos n
s = 1, s = 1 + 2, s = 1 + 2 + 3 etc. 1 2 3
Sejam m ≤ n dois naturais. O símbolo
(leia: somatória de a , para k variando de m até n) é usado para indicar a k
soma dos termos a , a , a , …, a : m m + 1 m + 2 n
Exemplo 3
Exemplo 4
Seja a sequência de termo geral Temos
Exemplo 5
Considere a sequência de termo geral t ≠ 0 e t ≠ 1 Verifique
que
Solução
Multiplicando ambos os membros por t, vem
Subtraindo membro a membro ① e ②, obtemos
s n + 1 (1 – t ) = 1 – t
n
logo,
Observe que s é a soma dos termos da progressão geométrica 1, t, n
t 2 3 n , t , …, t .
Definição. Consideremos uma sequência de termo geral a n e seja a um número real. De nimos
Se diremos que a sequência de termo geral a converge para a n
ou, simplesmente, que a converge para a e escrevemos a → a. Se n n
diremos que a diverge para +∞ e escrevemos a → +∞. Se n n
diremos que a diverge para –∞. n
Observamos que as definições acima são exatamente as mesmas que demos
quando tratamos com limite de uma função f(x), para x → +∞; deste modo, tudo aquilo que dissemos sobre os limites da forma aplica-se aqui.
Exemplo 6
Calcule
Solução
Exemplo 7
Suponha que existe um natural n tal que a ≥ b para todo n ≥ n . 1 n n 1
Prove que se então
Solução
Como dado ε > 0 existe um natural n tal que 2
n > n ⇒ b > ε. 2 n
Tomando-se n = máx{n , n } resulta 0 1 2
n > n ⇒ a ≥ b > ε 0 n n
logo
Exemplo 8
Suponha a > 1. Mostre que
Solução
a = 1 + h, h > 0. Pela fórmula do binômio de Newton
daí
ou seja,
a n ≥ 1 + nh para n ≥ 1.
Como h > 0, logo
Exemplo 9
Supondo 0 < b < 1, calcule
Solução
Inicialmente, observamos que se então
(verifique).
De 0 < b < 1, segue que então
pois, (Exemplo 8).
Exemplo 10
Calcule
Solução
Exemplo 11
Calcule
Solução
Como resulta
A igualdade
é usualmente escrita na forma
Exercícios 4.3
1. Calcule.
2. Supondo 0 < a < 1, mostre que
3. Calcule
(Sugestão: para k ≥ 0.
4. Seja f(x) = x, x P [0, 1]. Considere a sequência de termo geral
a) Calcule S . Observe que, geometricamente, S pode ser interpretado 3 3
como a soma das áreas dos retângulos hachurados.
b) Calcule (Pensando geometricamente, qual o valor esperado para
o limite?)
5. Calcule
(Sugestão: Verifique que
Veja Seção 17.2.)
6. 2 Seja f ( x ) = x , x ∊ [0, 1]. Considere as sequências
Calcule
(Interprete geometricamente tais limites.) (Sugestão: Utilize o Exercício 5.)
7. Uma partícula desloca-se sobre o eixo 0x com aceleração constante a, a >
0. Suponha que no instante t = 0 a velocidade seja zero. A velocidade no instante t é, então, dada por v(t) = at. Divida o intervalo de tempo [0, T] em n intervalos de amplitudes iguais a
8. Suponha que a sequência de termo geral a , n natural, seja crescente (isto n
é, quaisquer que sejam os naturais n e m, n < m ⇒ a ≤ a ) e que exista n m