Um Curso de Cálculo, Volume 1

Hamilton Luiz Guidorizzi · Capítulo 46 de 111

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Um Curso de Cálculo, Volume 1

7.11 Aplicações da Regra da Cadeia

Fazendo em ② x = g(t) e p = g(t ) e, em seguida, 0

dividindo ambos os membros por t – t , (t ≠ t ), obtemos 0 0

 

Temos

 

Por outro lado, de E(x) = ρ(x)(x – p) segue E(g(t)) = ρ(g(t))(g(t) – g(t )). 0

Temos

 

Daí

 

Portanto

 

7.11 Aplicações da Regra da Cadeia

Pelo que vimos na seção anterior, sendo y = f(u) e u = g(x) deriváveis, com Im g ⊂ D , então a derivada da composta y = f(g(x)) é dada por f

ou

 

ou

 

em que deve ser calculada em u = g(x).

 

Exemplo 1

Calcule a derivada.

 

a) 3x y = e .

 

b 2 ) y = sen t .

Solução

 

a) u y = e , em que u = 3x. Pela regra da cadeia

 

Como resulta

b) 2 y = sen x , em que x = t . Pela regra da cadeia

 

Como resulta

 

Poderíamos, também, ter obtido aplicando diretamente a fórmula

[ f(g(t))]′ = f′(g(t))g′(t). Veja:

 

Exemplo 2

Calcule f′(x), sendo

 

a) 2 3 f ( x ) = (3 x + 1) .

 

b) f(x) = cos 3x.

Solução

 

a) 3 2 f ( x ) = u , em que u = 3 x + 1. Temos

 

ou seja,

f 2 2 ′( x ) = 18 x (3 x + 1) .

 

b) f′(x) = [cos 3x]′ = cos′ 3x · (3x)′ = –3 sen 3x.

 

Exemplo 3

Calcule 2 sendo y = ln( x + 3).

Solução

y 2 = ln u , u = x + 3.

 

Exemplo 4

Seja f: ℝ → ℝ uma função derivável e seja g(x) = f(cos x). Calcule

supondo

 

Solução

Pela regra da cadeia

g′(x) = f′(cos x) (cos x)′

ou seja,

g′(x) = –sen x f′(cos x).

Então

 

Exemplo 5

Suponha g derivável. Verifique que

 

Solução

 

a) u y = e , u = g(x).

Assim,

 

 

ou seja,

[ g (x) g (x) e ]′ = e g′(x).

 

b) y = ln u, u = g(x)

 

(c) e (d) ficam a seu cargo.

 

Exemplo 6

Seja 2 3x y = x e . Calcule a derivada.

Solução

Pela regra do produto,

 

Como ( 2 3x 3x 3x x )′ = 2 x e ( e )′ = e (3 x )′ = 3 e resulta

ou seja,

 

Exemplo 7

Seja –2x y = xe . Verifique que

 

Solução

 

Exemplo 8

Calcule sendo y = cos 5x.

Solução

Exemplo 9

 

Calcule

 

Solução

Exemplo 10

Seja g derivável e n ≠ 0 inteiro. Verifique que

 

Solução

 

a) n y = u , u = g(x).

 

ou seja,

 

b) Fica a seu cargo.

Exemplo 11

Seja a f : ℝ → ℝ uma função derivável até a 2 ordem e seja g dada por

g 2 ( x ) = f ( x ). Calcule g″(2), supondo f′(4) = 2 e f″(4) = 3.

Solução

g 2 2 2 ′( x ) = f ′( x )( x )′ = 2 x f ′( x ).

g 2 2 2 ″( x ) = [2 x f ′( x )]′ = (2 x )′ f ′( x ) + 2 x [ f ′( x )]′.

Como [ 2 2 2 2 f ′( x )]′ = f ″( x )( x )′ = f ″( x )2x, resulta

g 2 2 2 ″( x ) = 2 f ′( x ) + 4 x f ″( x ).

Então,

g″(2) = 2 f′(4) + 16 f″(4)

ou seja,

g″(2) = 52.

 

Exemplo 12

A função diferenciável y = f(x) é tal que, para todo x ∊ D , f

xf(x) + sen f(x) = 4.

Mostre que

 

para todo x ∊ D , com x + cos f(x) ≠ 0. f

Solução

[xf(x) + sen f(x)]′ = 4′.

[xf(x)]′ + [sen f(x)]′ = 0.

f(x) + xf′(x) + [cos f(x)] · f′(x) = 0

daí

f′(x)[x + cos f(x)] = –f(x),

ou seja,

 

em todo x ∊ D com x + cos f(x) ≠ 0. f

 

Exemplo 13

Seja 3 a y = x , em que x = x ( t ) é uma função derivável até a 2 ordem.

Verifique que

 

Solução

Exercícios 7.11

 

 

1. Determine a derivada.

a) y = sen 4x

b) y = cos 5x

c 3x ) f ( x ) = e

d) f(x) = cos 8x

e 3 ) y = sen t

f) g(t) = ln (2t + 1)

g sen t ) x = e

h x ) f ( x ) = cos e

i 3 ) y = (sen x + cos x )

 

m –5x ) y = e

n 2 ) x = ln ( t + 3 t + 9)

o tg x ) f ( x ) = e

p) y = sen (cos x)

q 2 4 ) g ( t ) = ( t + 3)

r 2 ) f ( x ) = cos ( x + 3)

 

t) y = tg 3x

u) y = sec 3x

 

2. 2 Seja f : ℝ → ℝ derivável e seja g ( t ) = f ( t + 1). Supondo f′(2) = 5, calcule

g′(1).

3. 2x Seja f : ℝ → ℝ derivável e seja g dada por g ( x ) = f ( e ). Supondo f′(1) = 2,

calcule g′(0).

 

4. Derive.

5. Calcule a derivada segunda.

6. 2 Seja g : ℝ → ℝ uma função diferenciável e seja f dada por f ( x ) = xg ( x ).

Verifique que

f 2 2 2 ′( x ) = g ( x ) + 2 x g ′( x ).

 

7. 2 Seja g : ℝ → ℝ uma função diferenciável e seja f dada por f ( x ) = xg ( x ).

Calcule f′(1) supondo g(1) = 4 e g′(1) = 2.

 

8. Seja g: ℝ → ℝ diferenciável tal que g(1) = 2 e g′(1) = 3. Calcule f′(0),

sendo x f dada por f ( x ) = e g(3x + 1).

 

9. a 2x Seja f : ℝ → ℝ derivável até a 2 ordem e seja g dada por g ( x ) = f ( e ).

Verifique que

g 2x 2x 2x 2x ″( x ) = 4 e [ f ′( e ) + e f ″( e )].

 

10. 2x Seja y = e . Verifique que

 

11. 2x Seja y = xe . Verifique que

 

12. αx Determine α de modo que y = e verifique a equação 13. αx Determine α de modo que y = e verifique a equação

 

14. αx 2 Seja y = e , em que α é uma raiz da equação λ + aλ + b = 0, com a e b

constantes. Verifique que

 

15. Seja g uma função derivável. Verifique que

a 2 ) [tg g ( x )]′ = sec g(x) ·g′(x)

b) [sec g(x)]′ = sec g(x) tg g(x) ·g′(x)

c 2 ) [cotg g ( x )]′ = –cosec g(x) ·g′(x)

d) [cosec g(x)]′ = –cosec g(x)cotg g(x) ·g′(x)

 

16. Derive.

a) y = tg 3x

b) y = sec 4x

c 2 ) y = cotg x

d) y = sec (tg x)

e 3 ) y = sec x

f tg 2 x ) y = e

g) y = cosec 2x

h 3 ) y = x tg 4 x

i) y = ln (sec 3x + tg 3x)

j – x 2 ) y = e sec x

l 2 2 3 ) y = ( x + cotg x )

m 2 ) y = x tg 2 x

 

17. Seja y = cos ωt, ω constante. Verifique que

 

18. – Seja y = e cos 2t. Verifique que t

 

19. Seja Verifique que

 

20. a Seja y = f ( x ) derivável até a 2 ordem. Verifique que 21. Seja Verifique que

 

22. Seja y = y(x) definida no intervalo aberto I e tal que, para todo x em I,

 

Verifique que, para todo x em I,

 

23. Seja y = f(x) uma função derivável num intervalo aberto I, com 1 ∊ I.

Suponha 3 f (1) = 1 e que, para todo x em I , f ′( x ) = x + [ f ( x )] .

a) Mostre que f″(x) existe para todo x em I.

b) Calcule f″(1).

c) Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto de

abscissa 1.

 

24. a Seja y = y ( r ) derivável até a 2 ordem. Verifique que 25. Seja em que x = x(t) é uma função definida e derivável em ℝ.

Verifique que, para todo t real,

 

26. Seja em que x = x(t) é uma função derivável num intervalo aberto

I. Suponha que, para todo t em I, x(t) ≠ 0 e β constante. Verifique

que

 

27. 2 Seja f uma função diferenciável e suponha que, para todo x ∊ D , 3 x + x

f

sen f(x) = 2. Mostre que para todo x ∊ D , com x f cos f(x) ≠ 0.

 

28. A função diferenciável y = f(x) é tal que, para todo x ∊ D , o ponto (x, f

f 3 2 ( x )) é solução da equação xy + 2 xy + x = 4. Sabe-se que f(1) = 1. Calcule f′(1).

 

29. Seja f: ]–r, r[ → ℝ uma função derivável. Prove

a) Se f for uma função ímpar, então f′ será par.

b) Se f for função par, então f′ será ímpar.