Um Curso de Cálculo, Volume 1
14.6 Equações Diferenciais Lineares de 1ª Ordem
11. Determine uma curva que passa pelo ponto (0, 2) e que goza da
propriedade: a reta tangente no ponto (x, y) encontra o eixo x no ponto A, de abscissa > 0, de tal modo que a distância de (x, y) a A é sempre 2.
12. Verifique que a mudança de variável transforma a equação
na de variáveis separáveis . Determine,
então, soluções (na forma implícita) da equação .
13. Determine soluções da equação . (Sugestão: Olhe para o
Exercício 12.)
14. Verifique que a mudança de variável u = y − x transforma a equação
na de variáveis separáveis . Determine,
então, soluções da primeira equação.
14.6 a Equações Diferenciais Lineares de 1 Ordem
Por uma a equação diferencial linear de 1 ordem entendemos uma equação do tipo
em que g e f são funções dadas, contínuas e definidas num mesmo intervalo I.
Exemplo 1
= a xt + 1 é linear de 1 ordem; aqui g (t) = t e f(t) = 1.
Exemplo 2
= 2 a xt é linear de 1 ordem (é também de variáveis separáveis);
aqui 2 g ( t ) = t e f(t) = 0.
Exemplo 3
= 5 2 x + sen t não é linear (também não é de variáveis
separáveis).
Observe que na equação linear, tanto a variável dependente como
sua derivada ocorrem com grau 1.
Se f(t) = 0 em I, a equação ① é de variáveis separáveis e a solução
geral será
em que G é uma primitiva de g em I. Por simplicidade, escreveremos
em que estará representando, então, uma particular primitiva
de g.
Exemplo 4
Resolva a equação 2 = xt .
Solução
Trata-se de uma equação de 1 a ordem, linear e de variáveis
separáveis. A solução geral é
ou
Vamos, agora, resolver ① no caso em que f(t) não é identicamente
nula em I. Observamos, inicialmente, que
Isto é,
A igualdade acima nos indica um caminho para obtermos a
solução geral de ① no caso em que f(t) não é identicamente nula em I.
Temos que ① é equivalente a
Multiplicando os dois membros pelo fator integrante ,
obtemos
ou
Daí
ou
que é a família das soluções da equação ①.
Na fórmula acima, e indicam
particulares primitivas de g (t) e , respectivamente.
Exemplo 5
Resolva a equação = 3x + 4.
Solução
Aqui g (t) = 3 e f(t) = 4. O fator integrante é . Então
ou
É claro que você poderia ter aplicado diretamente a fórmula obtida
anteriormente.
Exercícios 14.6
1. Resolva.
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
j)
2. Suponha E, R e C constantes não nulas. Resolva a equação.
a)
b)
3. Suponha E, R e L constantes não nulas. Determine a solução i = i (t) do
problema
4. Um objeto aquecido a 100 °C é colocado em um quarto a uma
temperatura ambiente de 20 °C; um minuto após a temperatura do objeto passa a 90 °C. Admitindo (lei de resfriamento de Newton) que a temperatura T = T (t) do objeto esteja variando a uma taxa proporcional à diferença entre a temperatura do objeto e a do quarto, isto é,
determine a temperatura do objeto no instante t. (Suponha t dado em minutos.)
5. Um investidor aplica seu dinheiro em uma instituição financeira que
remunera o capital investido de acordo com a equação = 0,08 C.
a) Supondo que o capital investido no instante t = 0 seja C , 0
determine o valor do capital aplicado no instante t.
b) Qual o rendimento mensal que o investidor está auferindo?
(Suponha t dado em meses.)
6. Um capital C = C (t) está crescendo a uma taxa proporcional a C.
Sabe-se que o valor do capital no instante t = 0 era de R$ 20.000 e 1 ano após, R$ 60.000. Determine o valor do capital no instante t. (Suponha t dado em anos.)
7. Um material radioativo se desintegra a uma taxa proporcional a m,
em que m = m (t) é a quantidade de matéria no instante t. Supondo que a quantidade inicial (em t = 0) de matéria seja m e que 10 anos após 0 já tenha se desintegrado da quantidade inicial, pede-se o tempo necessário para que metade da quantidade inicial se desintegre.
8. Uma partícula desloca-se sobre o eixo x com aceleração proporcional à
velocidade. Admitindo- se que υ(0) = 3, υ (1) = 2 e x (0) = 0, determine a posição da partícula no instante t.
9. Determine a função y = f(x), x > 0, cujo gráfico passa pelo ponto (1, 2)
e que goza da propriedade: a área do triângulo de vértices (0, 0), (x, y) e (0, m), m > 0 é igual a 1, para todo (x, y) no gráfico de f, em que (0, m) é a interseção da reta tangente em (x, y) com o eixo y.
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