Um Curso de Cálculo, Volume 1

Hamilton Luiz Guidorizzi · Capítulo 93 de 111

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Um Curso de Cálculo, Volume 1

B.4 Demonstração do Teorema de Weierstrass

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Teorema (de Weierstrass). Se f for contínua em [a, b], então existirão x e x em [a, b] 1 2

tais que f(x ) ≤ f(x) ≤ f(x ) para todo x em [a, b]. 1 2

 

Demonstração

 

Sendo f contínua em [a, b], f será limitada em [a, b], daí o conjunto

A = {f(x) | x ∈ [a, b]}

admitirá supremo e ínfimo. Sejam

M = sup{f(x) | x ∈ [a, b]}

e

m = inf{f(x) | x ∈ [a, b]}

Assim, para todo x em [a, b], m ≤ f(x) ≤ M.

Provaremos, a seguir, que M = f(x ) para algum x em [a, b]. Se 2 2

tivéssemos f(x) < M para todo x em [a, b], a função

 

seria contínua em [a, b], mas não limitada em [a, b], que é uma contradição (se g fosse limitada em [a, b], então existiria um β > 0 tal que, para todo x em [a, b]

 

e, portanto, para todo x em [a, b],

 

e assim M não seria supremo de A).

Segue que f(x) < M para todo x em [a, b] não pode ocorrer, logo

devemos ter M = f(x ) para algum x em [a, b]. Com raciocínio análogo, 2 2 prova-se que f(x ) = m para algum x , em [a, b]. 1 1

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Observação. A ideia que nos levou a construir tal função g foi a seguinte: sendo M o supremo

dos f(x), por menor que seja r > 0, existirá x tal que M − r < f(x) < M; assim, a diferença M −

f(x) poderá se tornar tão pequena quanto se queira e, portanto, g (x) poderá se tornar tão

grande quanto se queira.

 

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