Um Curso de Cálculo, Volume 1
9.5 Gráficos
4. Sejam Verifique que
que não existe. Há
alguma contradição com a 1 a regra de L’Hospital?
9.5 Gráficos Para o esboço do gráfico de uma função f, sugerimos o roteiro:
a) explicitar o domínio.
b) determinar os intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) estudar a concavidade e destacar os pontos de inflexão.
d) calcular os limites laterais de f, em p, nos casos:
(i) p ∉ D , mas p é extremo de um dos intervalos que compõem D . f f
(ii) p ∈ D , mas f não é contínua em p. f
e) calcular os limites para x → + ∞ e x → −∞.
f) determinar ou localizar as raízes de f.
Exemplo 1
Esboce o gráfico de 3 2 f ( x ) = x − x − x + 1.
Solução
a) D = ℝ. f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) Concavidade e pontos de inflexão.
d) Como f é contínua em ℝ, precisamos apenas calcular os limites para
x → + ∞ e x → −∞.
e) As raízes de f são: −1 e 1 (1 é raiz dupla).
Exemplo 2
Esboce o gráfico de
Solução
a) D = ℝ − {0}. f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) Concavidade e pontos de inflexão.
Não há ponto de inflexão.
d) Limites laterais de f em 0.
e) Limites para x → + ∞ e x → −∞.
f) f não admite raiz.
Observe que, quando x tende a + ∞ ou −∞, o gráfico de f vai
“encostando” por cima no gráfico de 2 y = x .
Exemplo 3
Esboce o gráfico de
Solução
a) D = {x ∈ ≠ ±1}. f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) Concavidade e pontos de inflexão.
Vimos, no Exemplo 5-9.2, que 3 2 g ( x ) = 8 x + 30 x + 24x + 10
admite uma única raiz real a, com −3 < a < −2, e que
g (x)< 0 para x < a e g (x) > 0 para x > a.
Combinando o sinal de 2 g ( x ) com o de x − 1, resulta
Ponto de inflexão: a é o único ponto de inflexão.
Seja f uma função. Se existir uma reta y = mx + n tal que
então diremos que y = mx + n é uma assíntota para
f; se m = 0, teremos uma assíntota horizontal, e se m ≠ 0, uma assíntota oblíqua.
O que dissemos para x → + ∞ vale para x → −∞.
Se f for da forma com p e q polinômios, f admitirá assíntota
se “grau de p − grau de q” for menor ou igual a 1. Se “grau de p − grau de q” for 1 ou 0, para determinar a assíntota basta “extrair os inteiros”. Se “grau de p − grau de q” for estritamente menor que zero, ou seja, se grau de q for estritamente maior que grau de p, então y = 0 é uma assíntota.
Exemplo 4
Determine a assíntota e esboce o gráfico de
Solução
f é uma função racional e a diferença entre o grau do numerador e do
denominador é 1, logo, f admite assíntota. Temos
Como quando x tende a + ∞ ou −∞, o
gráfico de f vai encostando na assíntota y = x. Temos, agora,
a) D = ℝ. f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
f é contínua em ℝ e f′(x) > 0, para x ≠ 0, logo, f é estritamente
crescente em ℝ.
Observação. Como f ′(0) = 0, y = 0 é a reta tangente ao grá co de f em (0, 0).
Muitas vezes, por inspeção, é possível prever a existência ou não de
assíntota. Um bom indicador para a existência de assíntota oblíqua é o seguinte: se para x suficientemente grande, f(x)≅ mx, para algum m, então será razoável esperar a existência de assíntota. Por exemplo, para x suficientemente grande, temos:
Então, é razoável esperar que tais funções admitam assíntotas.
Observe:
Para determinar assíntota, procedemos assim: primeiro determinamos m
(caso exista) para que
seja finito; em seguida, tomamos para n o valor deste limite.
Observamos que se for finito, então
(Cuidado. poderá ser finito sem que o seja.
Verifique.) De modo análogo, se for finito, deveremos ter obrigatoriamente A seguir, sugerimos um processo para se
determinar assíntota.
Primeiro determine m, caso exista, através do limite
Em seguida, calcule
Se n for nito, y = mx + n será assíntota (para x → + ∞). Proceda de modo análogo para x → −∞.
Exemplo 5
Determine as assíntotas de
Solução
Temos
Segue que
Assim, m = 1, para x → + ∞, e m = −1 para x → −∞. Vamos, agora,
deteminar n. Para x → + ∞,
Assim, para x → + ∞, y = x é assíntota. Para x → −∞, temos
Logo, para x → −∞, y = −x é assíntota.
Exemplo 6
Determine as assíntotas e esboce o gráfico de
Solução
Temos
Assim, para x → + ∞, m = 2, e, para x → −∞, m = −2. Vamos agora
determinar n. Para x → + ∞, temos
Segue que Logo, para x → + ∞, é assíntota. Para x →
∞,
Assim, para x → −∞, é assíntota. Temos, então, as
assíntotas
Temos, agora,
a) 2 D = . ℝ , pois, 4 x + x + 1 > 0 para todo x
f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) Concavidade e pontos de inflexão.
f′′(x) > 0 para todo x, logo, concavidade para cima em ℝ.
Exemplo 7
Determine as assíntotas e esboce o gráfico de
Solução
Assim, m = 1. Vamos, agora, determinar n.
Para x → + ∞,
Pela 1 a regra de L’Hospital,
Para x → −∞,
Logo, é assíntota para x → + ∞ e para x → −∞.
Temos, agora,
a) D = ℝ. f
b) Intervalos de crescimento e de decrescimento.
c) Concavidade e pontos de inflexão.
Ponto de inflexão: 1 é o único ponto de inflexão.
e) Em 0 e 1 a função é contínua, mas não é derivável. Vamos então
estudar o comportamento do gráfico de f nos pontos de abscissas 0 e 1.
Seja s a reta secante ao gráfico de f passando pelos pontos (0, f(0)) x
e (x, f(x)). O coeficiente angular de s é x
O coeficiente angular da reta secante s , que passa pelos pontos (1, f(1)) x
e (x, f(x)) é
No ponto (1, f(1)) o gráfico de f admite uma reta tangente vertical.
Gráfico de f
Interprete graficamente os limites
Exercícios 9.5
Esboce o gráfico.
1. 3 2 f ( x ) = x − 3 x + 3x
2. 3 2 f ( x ) = x − x + 1
6. –3x g ( x ) = xe
7. –x f ( x ) = 2 x + 1 + e
8. 2 f ( x ) = e
–x