Um Curso de Cálculo, Volume 1

Hamilton Luiz Guidorizzi · Capítulo 36 de 111

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Um Curso de Cálculo, Volume 1

7 Derivadas

7.1 Introdução

Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. Limites do tipo

 

ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física.

Consideremos, por exemplo, o problema de definir reta tangente ao gráfico

de f no ponto (p, f(p)). Evidentemente, tal reta deve passar pelo ponto (p, f(p)); assim a reta tangente fica determinada se dissermos qual deve ser seu coeficiente angular. Consideremos, então, a reta s que passa pelos pontos (p, x f(p)) e (x, f(x)).

 

Quando x tende a p, o coeficiente angular de s tende a f′(p), em que x

Observe que f′(p) (leia: f linha de p) é apenas uma notação para indicar o

valor do limite. Assim, à medida que x vai se aproximando de p, a reta s vai x tendendo para a posição da reta T de equação

 

É natural, então, definir a reta tangente em (p, f(p)) como a reta de equação

①.

Suponhamos, agora, que s = f(t) seja a equação horária do movimento de

uma partícula vinculada a uma reta orientada na qual se escolheu uma origem. Isto significa dizer que a função f fornece a cada instante a abscissa ocupada pela partícula na reta. A velocidade média da partícula entre os instantes t e t 0 é definida pelo quociente

 

A velocidade (instantânea) da partícula no instante t é definida como o 0

limite