Um Curso de Cálculo, Volume 1
15.3 Teorema de Cauchy
= x . 0
a 2 ) Determine os pontos fixos de f ( x ) = x − 3x.
b 2 ) f ( x ) = x + 1 admite ponto fixo?
c) Mostre que f terá ponto fixo se o gráfico de f interceptar a reta y = x.
6. Seja f : ℝ → ℝ e suponha que f′(x) ≠ 1 para todo x. Prove que f admitirá no
máximo um ponto fixo.
7. Suponha que g (t) seja uma primitiva de f(t) em [0, 1], isto é, para todo t
em [0, 1], g′(t) = f(t). Suponha, ainda, que f(t) < 1 em ]0, 1[. Prove que
g (t) − g (0) < t em ]0, 1].
8. Uma partícula desloca-se sobre o eixo x com função de posição x = φ (t).
Sabe-se que φ (0) = 0 e φ (1) = 1, isto é, nos instantes 0 e 1 a partícula encontra-se, respectivamente, nas posições x = 0 e x = 1. Prove que em algum instante c, 0 < c < 1, ν (c) ≥ 1. (Sugestão: Observe que φ′(t) = ν (t) em [0, 1] e utilize o exercício anterior.)
15.3 Teorema de Cauchy
Para motivar geometricamente o teorema de Cauchy, vamos, inicialmente, definir reta tangente a uma 2 curva em ℝ .
Por uma 2 curva em ℝ entendemos uma função que a cada t pertencente a
um intervalo 2 I associa um ponto ( g ( t ), f ( t )) em ℝ , em que f e g são funções reais definidas em I. Dizemos que,
são as equações paramétricas da curva.
Exemplo 1
Seja a curva de equações paramétricas 2 x = t , y = t , t em ℝ. Quando t
varia em 2 2 ℝ , o ponto ( t , t ) descreve a parábola y = x .
Exemplo 2
Seja a curva de equações paramétricas x = cos t, y = sen t com t ∈ [0,
2π]. Quando t varia em [0, 2π], o ponto (cos t, sen t) descreve a
circunferência 2 2 x + y = 1.
Suponhamos, agora, f e g deriváveis em I, t ∈ I e g′(t ) ≠ 0. Vamos 0 0
definir reta tangente à curva no ponto (g (t ), f(t )). 0 0
O coeficiente angular da reta secante s é t
Nada mais natural do que definir o coeficiente angular da reta tangente à
curva no ponto (g (t ), f(t )) igual a 0 0
Temos:
Definimos, então, a reta tangente à curva em (g (t ), f(t )) como a reta 0 0
que passa por esse ponto e que tem coeficiente angular . A equação da
reta tangente à curva em (g (t ), f(t )) é então 0 0
Suponhamos, agora, f e g contínuas em [a, b], deriváveis em ]a, b[ e g′(t) ≠
0 em ]a, b[. Observe que as condições apresentadas anteriormente implicam g (a) ≠ g (b).
O coeficiente angular da reta S é .
Vemos, geometricamente, que existe um ponto (g (c), f(c)) tal que a
tangente neste ponto é paralela à reta S. O coeficiente angular de T é .
Então, para este c,
Teorema (de Cauchy). Se f e g forem contínuas em [a, b] e deriváveis em ]a, b[, então existirá
pelo menos um c em ]a, b[ tal que
[ f(b) − f(a)] g′(c) = [ g (b) − g (a)] f′(c)
ou
Demonstração
Seja h (x) = [ f(b) − f(a)] g (x) − [ g (b) − g (a)] f(x), x ∈ [a, b].
Pelo teorema de Rolle, existe c em ]a, b[ tal que h′(c) = 0, daí
[ f(b) − f(a)] g′(c) − [ g (b) − g (a)] f′(c) = 0,
ou seja,
[ f(b) − f(a)] g′(c) = [ g (b) − g (a)] f′(c).
Observação. Fazendo, no teorema acima, g (x) = x, obtemos o TVM.
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