Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 110 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 112

 

 

As orelhas de Marina Yaganishna estão zunindo e o quepe de general

está na neve. O tanque pega fogo, iluminando os troncos dos bordos e o

leve cair de neve, vomitando montes de fumaça de óleo preto para cima.

Ela é invadida por um flash de nostalgia deslocada, mas afasta o

sentimento com a neve que cai em suas costas e em seus ombros.

Atira agora na frente da casa.

Pop-pop-pop.

— Moroz — diz ela.

Ele aparece. Não mais um homem adorável e barbudo, mas um

homem com cabelos brancos como a neve e a pele azulada dos que

morrem congelados.

Ele encontrou uma calça de poliéster vermelha.

Seus pés descalços não têm dedos.

A camiseta do Pac-Man sobreviveu.

Marina olha nos olhos brancos dele, olhos que parecem ter catarata,

mas não têm.

— Ele vai matar os soldados — diz ela. — E então Misha vai matar

ele. Ou não. De qualquer modo, entre na casa enquanto Misha estiver

fazendo isso.

Moroz assente, vira-se para sair.

— Espere. Tem um poço?

Moroz inclina a cabeça como um cachorro.

— Um poço?

Moroz pensa.

Sim. Devo congelá-lo?

— Não! Mostre para mim onde é.

Moroz aponta.

Ela se vira e caminha na direção, dizendo, sem olhar para trás.

— Deixe mais frio.