Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 123 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 126

 

 

Anneke entra na biblioteca.

Shelly Bertolucci luta e geme, em um duelo com a bruxa que colocou

Anneke na cabana. Um sabre ensanguentado está no chão perto delas. A

bruxa tem arranhões perto dos olhos. O nariz de Shelly está quebrado.

Livros, uma broca quebrada, uma mesa virada e outros destroços se

espalham pelo chão perto dos duelistas.

As duas se movem como se estivessem embriagadas.

Anneke fica paralisada.

Olha para o sabre outra vez.

Parte em direção à arma, o ombro doendo.

Segura o sabre.

As mulheres lutam.

As duas viram Anneke pegar a arma: cada uma parece determinada a

impedir a outra de falar.

A bruxa ataca com um cotovelo, acerta Shelly na orelha.

Anneke dá um passo à frente, empunha o sabre para atacar.

Marina fala.

— Anneke Zautke! Sou Andrew! No corpo errado!

Anneke interrompe o movimento, que teria acertado Marina

Yaganishna nas costelas.

Uma cilada. A cadela russa que se foda.

Ela afasta a arma.

Inspirada, Marina fala de novo.

— Vamos assistir a Papillon!

Agora, Shelly bate no rosto de Marina, segurando com força, ainda

que sem graciosidade, com a parte inferior da mão.

E faz com que ela se cale.

Consegue um segundo para falar.

— O que você está fazendo? Não permita que ela me machuque!

Um pedido simulado de uma amante simulada.

Sotaque russo?

Anneke estreita os olhos.

— Depressa! — grita Shelly.

Parece dizer deprexa!

— Engraçado — diz Anneke.

Como Shelly vê Marina prestes a falar de novo, a impede com um

golpe fraco, mas doloroso, na garganta, fazendo a outra ir para trás.

Marina leva as mãos ao pescoço, cai na poltrona de couro de Andrew.

Shelly está livre agora.

Shelly com o sotaque russo.

Anneke, em choque, com o rosto pálido.

Decide.

Afasta o instinto de não ferir Shelly e usa a oportunidade para atacar.

Com força.

AGORA!

Bate com a ponta curvada no sol japonês vermelho na camiseta da

mulher mais jovem.

O sabre para por um milésimo de segundo no esterno, entra de modo

nojento, atravessa, erguendo o algodão do outro lado, antes de perfurá-

lo.

O olhar de fúria de Shelly se torna dor e surpresa.

Ela coloca as mãos no sabre.

E volta a ser pedra.

Ao redor do aço do sabre.

Veste uma camiseta ensanguentada e um jeans folgado.

Anneke faz um som gutural, como um uivo.

— Ela vai tentar invadir seu corpo! — grita a bruxa, na cadeira, com

a garganta ferida. — Contraia os músculos... respire bem, depressa e não

muito fundo.

Anneke faz isso.