Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 126 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 130

 

Andrew-em-Marina caminha com Anneke até os corvos. Anneke já fez

Salvador entrar.

— Não olhe — diz Marina a Anneke, observando. O sotaque dela é o

puro sotaque do Meio-Oeste americano.

— Eu, não olhar? Que tal você não olhar? — pergunta Anneke,

também observando.

— Só vou poder ver isso uma vez — diz Marina.

— É. Talvez.

Marina pega uma mecha de cabelo de Andrew.

Será necessário porque os feitiços de Marina serão feitos para que ela

se pareça com ele, fale como ele.

Isso não vai ser fácil, mas Marina não terá que fazer por muito

tempo: só por tempo suficiente para ajeitar as coisas legalmente, fazer

com que a propriedade de Andrew passe a ser de Marina.

Uma busca na cabana fez que ela encontrasse o passaporte, a carteira

de motorista, os cartões de crédito.

Perto do amanhecer, Marina e Anneke queimam os restos de Andrew,

alimentam as chamas com o vidro temperado.

— Andrew Blankenship está morto — diz Marina.

— Vida longa a Marina Yaganishna — diz Anneke, oferecendo um

cigarro a ela.

A mulher quase pega um, e então balança a cabeça.

— Acho que parei.

 

Anneke fica para dormir.

As duas se deitam e se abraçam como se fossem muito frágeis.

O sono vem aos poucos.

Quando as duas adormecem, uma grita, acordando a outra.

Nenhuma sabe quem.