Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 36 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 37

 

— Este é o banheiro. Os prendedores prateados que vocês estão vendo

segurando o rolo tornam o papel higiênico inesgotável. Muito popular

com as moças, assim como a tampa do vaso, que se abaixa quando a

pessoa sai. É uma magia bem sutil. Menos sutil é a banheira com pés

curvos. Se você mergulhar de cabeça, é duro o bastante para quebrar seu

pescoço,

(Nadia se retrai ao ouvir isso)

mas vai mandar você para o banheiro que quiser e que mentalizar. Se

não disser nada, vai mandar você para o último lugar que ele computou.

Anneke pensa nisso. Faz sentido... os banheiros são particulares. Uma

pessoa não desejaria aparecer no meio de uma fonte pública, nem

mesmo de uma cozinha. Se o Superman fosse de verdade, ele se trocaria

em um banheiro, não em uma cabine telefônica. Talvez ele use um

banheiro agora, já que as cabines telefônicas estão quase extintas.

Andrew deve saber — ele parece babaca o bastante a ponto de ter o

hábito secreto de ler gibis.

— Você se molha?

— Só se a banheira estiver cheia. A água nos canos conduz, não

transborda.

— Como você volta?

— Qualquer aparelho no banheiro para onde você for enviado

mandará você de volta para esta banheira. Outra banheira é melhor

porque, embora os vasos sanitários também funcionem, a ideia é meio

repulsiva. A pia se alarga o suficiente para dar conta, se você acreditar,

mas certa vez fraturei uma costela na torneira enquanto fiquei com medo

de não conseguir escapar. Acreditar é mais do que metade do feitiço.

— Qual foi o último lugar computado? — pergunta Anneke.

— Não me lembro — diz ele. — Você gostaria de ver com os

próprios olhos?

Ela lança um olhar do tipo “você deve ter se esquecido de quem está

desafiando” e mergulha. Nadia, assustada (e um pouco impressionada),

xinga em russo e dá um passo para trás, para não tropeçar no pé de

Anneke.