Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 6 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 5

 

Anneke não foi feita para interiores: existe algo menor, algo

enclausurado e errado em sua presença no bar ou em qualquer lugar em

que ela se encontre debaixo de um teto.

Ela é grande demais para os espaços.

A mente de Andrew prefere imaginá-la ao ar livre, fazendo algo com

madeira ou esculpindo com argila e lama; os cabelos loiro-escuros

começando a ficar grisalhos e absorvendo a luz do sol; se estiver usando

um martelo, os braços fortes ganhando um bronzeado; se estiver

esculpindo à mesa do lado de fora, o jeans ficando sujo nas coxas, onde

esfrega as mãos. Sem falar que ela não se senta, mas fica dando voltas

na criação em sentido anti-horário, enquanto lhe confere forma e nome.

Atravessando o gramado, ela tem o ar de uma leoa cujo parceiro não

deveria estar dormindo em seu espaço preferido.

Andrew soube que a amava assim que viu a luz do sol banhando

Anneke.

Isso tinha acontecido dois anos antes.

Permitiu-se amá-la porque sabia que ela não o amaria.