Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Christopher Buehlman · Capítulo 116 de 134

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Bem-Vindo à Casa dos Espíritos

Capítulo 118

 

O que acontece em seguida não é muito gratificante.

Nenhuma batalha culminante entre mago e bruxa que se

transformam.

Simplesmente acontece.

Um homem mais velho com cabelos brancos compridos e uma

jaqueta sai para o quintal, seguindo em direção à mata, procurando a

casa com a perna quebrada.

Um tanque incendiado.

Bonecas sangrentas, fragmentos de carro, pedras esquisitas estão

espalhados pela neve.

Ele quer encontrar a mulher que ama.

A nova bruxa.

Ele vê a casa, deitada de lado, recostada em uma árvore.

Sem energia.

Um homem barbudo olha pela janela para ele, segura uma lente

quebrada diante de um dos olhos.

Isso distrai Andrew.

O mago só a vê tarde demais.

Vindo até ele pelo lado direito.

A bruxa.

Sorrindo para ele.

Sem delicadeza.

Mostrando os dentes.

Aproximando-se com o sabre erguido.

Ele tem alguma coisa no bolso que pode ou não parar o coração dela,

mas é tarde demais para pegar.

Ele vomita a última cusparada de dardos contra ela.

Mas ela endureceu a pele, e as pontas dos dardos são entortadas ou

totalmente destruídas.

A lâmina continua vindo.

Ele conhece aquele sabre.

É o que ele próprio usou na mãe da mulher.

Nela.

Ele compreende depressa.

Marina nunca mostrou os dentes ao sorrir.

O sorriso é o sorriso da mãe dela.

Satisfeito, superior, predador.

O rosnado de um lobo.

É Baba Yaga.

Ela pegou o corpo da filha.

Como sempre faz.

Como sempre fez.

Sua namorada está morta há muito tempo.

Mas o corpo ainda é forte.

O sabre brilha sob a luz do poste.

Uma luz suburbana estranha ilumina um sabre da cavalaria.

Descendo no pescoço dele.

Ele se lembra do cajado.

Faz menção de erguê-lo.

Tarde demais.

Dói.

E então para.