Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 99 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 96

 

 

EU HAVIA COLOCADO MEU MELHOR figurino, passara a loção pós-barba que Justine tinha me dado de presente e estava dirigindo o Lamborghini a uma velocidade bem razoável do escritório para Beverly Hills. Sentada ao meu lado, Justine me instigava a ir mais depressa.

Nervosa, falava comigo como se estivesse me pagando por hora de serviço.

Entrei na 110. Embora quase todo mundo ignorasse isso, o limite de velocidade ali era 90. Pisei no acelerador até chegar quase a 100, mas mesmo assim Justine continuou a me pressionar.

– Se formos parados, não se preocupe – disse ela. – Eu tenho uma amiga na polícia.

– Quem está sob fiança sou eu, Justine. E minha liberdade pode ser revogada. Não vamos abusar da sorte, tudo bem?

– Tudo bem – disse ela.

Olhou para o relógio, em seguida encarou o para-brisa. Eu sabia que ela não olhava para nada na estrada. Estava perdida nos próprios pensamentos, relembrando o passado e projetando o futuro.

– Justine. Oi. Sou eu, Jack. Estou bem aqui.

– Estou repassando tudo na mente – disse ela, com a voz irritada.

– Está bem.

– Danny poderia ter concluído o filme, mas está tão abalado que teria sido uma piada, seria arrasado pelas críticas. E uma bomba nas bilheterias significava falência certa.

– A morte de Piper matou o filme.

– É. Quem poderia imaginar que isso teria um lado bom?

Deixei Justine entretida com seus pensamentos e pensei nas outras brigas que havíamos tido, em como eu as odiava, em como queria que tudo ficasse bem entre nós dois. Nossa, como eu sentia falta dela. Queria que ela também sentisse minha falta.

Um minuto e 1,5 quilômetro depois, saí da rodovia e peguei as ruas internas de Beverly Hills, o que nos poupou um pouco de tempo. Dobrei por fim na North Crescent Drive, por onde chegamos à entrada do famoso hotel cinco estrelas de estuque rosa chamado Beverly Hills.

Enquanto eu deixava a chave com o manobrista, Justine chamou Nora Cronin, que estava saindo de seu próprio carro. Viaturas de polícia sem identificação chegaram à entrada do hotel e ouvi Nora dizer aos manobristas para deixá-las ali.

Um cartaz pendia de um cavalete perto da porta da frente: uma fotografia em tamanho natural de Piper Winnick envolta em crepe preto, com as datas de nascimento e morte indicadas abaixo de seu rosto lindo, jovem e angelical.

Justine e Nora conversaram rapidamente sob o pórtico, em seguida Justine se afastou da policial e me disse:

– Estamos atrasados, Jack. Mas não muito.

Dei-lhe o braço e juntos avançamos pelo tapete vermelho entre os colunas quadradas e subimos três degraus. Ainda pisando no tapete, entramos no hotel deslumbrante.