Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 18 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 15

 

ROUBOS EM HOTÉIS NÃO ERAM raros, mas assassinatos, sim. Jinx Poole informou que todas as vítimas – três mortas em seus estabelecimentos, duas em outros hotéis da Califórnia – eram executivos, hóspedes de fora da cidade que viajavam sozinhos.

– A polícia não serviu para nada – disse ela. – Da última vez que apareceram, isolaram o hotel e fecharam o bar por 48 horas. Interrogaram todos os hóspedes, enlouqueceram meus funcionários e não encontraram nenhum suspeito. Zero! Nossas reservas despencaram. Estamos com quartos vazios na alta temporada… Sério, quem é que quer se hospedar em um hotel onde uma pessoa foi assassinada?

Fez uma pausa antes de continuar:

– Jack, estou desesperada. Tem gente morrendo. E eu não sei por quê. Não sei quem está fazendo isso. Mas esses hotéis são tudo o que eu tenho na vida. Preciso da sua ajuda.

Eu queria dizer a Jinx Poole que chamasse o Departamento de Polícia de Los Angeles para investigar o crime e contratasse a Private em paralelo de modo a montar um esquema sólido para fazer o inquérito avançar, mas aquela mulher estava me afetando.

Apesar de vulnerável, tinha coragem e se esforçava para solucionar o problema. Isso me agradava. Eu entendia o que ela estava sentindo. Perfeitamente.

Nós da Private não tínhamos uma equipe grande o suficiente para investigar uma série de crimes com várias vítimas sem o envolvimento oficial das forças de segurança pública. Estávamos cheios de trabalho e agora nossa prioridade número um era descobrir quem havia matado Colleen Molloy.

Fiz algumas perguntas a Jinx na esperança de que as respostas me ajudassem a decidir o que fazer.

Ela me contou que o hóspede assassinado no Sun se chamava Maurice Bingham, tinha 40 e poucos anos, morava em Nova York, trabalhava com publicidade e viera a Los Angeles a trabalho.

Ninguém relatara ter escutado nenhum barulho de briga. Os funcionários do hotel conheciam Bingham. Ele pagava a conta com cartão de crédito e não exigia nada de extraordinário. Só iria embora no dia seguinte – uma informação promissora.

Isso significava que ninguém ainda estaria procurando por ele em Nova York e era razoável supor que, àquela hora do dia, com o aviso de “Não perturbe” aceso, nenhuma camareira teria encontrado seu corpo.

– Me fale sobre o seu sistema de segurança.

– Há câmeras nos corredores, claro. E algumas na piscina também.

– Preciso que você desligue as câmeras no andar do crime por mais ou menos uma hora, para podermos entrar e sair. É possível?

– Sim. Isso quer dizer que você aceita o caso?

– Não posso prometer nada, mas vamos dar uma olhada no quarto e no cadáver. Pense nisso como uma consultoria.

– Entendo.

– Vou precisar ter acesso ao quarto.

Jinx Poole abriu a bolsa, pegou um cartão que abria todas as portas e me entregou.

– Preciso de um lugar para ficar por uma ou duas noites. Posso me hospedar no Sun – falei.

– Ótima ideia – disse Jinx Poole. – A Suíte Coppola está vazia. Fique à vontade.