Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 43 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 40

 

SCOTTY ESTAVA EM PÉ AO lado de Justine quando a porta da frente do 231 se abriu e um sósia de Johnny Depp, descalço, se apresentou como Larry Schuster, empresário de Danny Whitman.

Justine apertou a mão de Schuster e apresentou Scotty. Os três entraram. Havia cheiro de maconha, torrada queimada e ar-condicionado.

Scotty olhou em volta, observando o escritório moderno e estiloso: piso de tábua corrida, cadeiras redondas de cores vivas e computadores em um dos lados do aposento. Estava repleto de cestas de frutas, pilhas de roteiros, bandejas de café da manhã pela metade e sacolas de presentes abertas transbordando relógios e outros objetos caros: evidências não de abundância, mas de excesso.

Das paredes pendiam cartazes emoldurados dos quatro filmes de ação anteriores de Whitman, todos sucessos de bilheteria.

Um homem de 40 e poucos anos se aproximou de Scotty e Justine. Tinha sobrancelhas desgrenhadas e cabelos já meio grisalhos. Usava uma camisa de linho azul amarrotada com monograma bordado no bolso e mangas arregaçadas.

– Melvin Koulos – falou. – MK Produções.

O produtor de Tons de verde.

Justine fez as apresentações e todos – o empresário, o produtor, Justine e Scotty – se acomodaram nas cadeiras de pernas curtas ao redor de uma mesa baixa que fazia todos parecem crianças.

Uma moça apareceu e perguntou se desejavam alguma coisa.

– Nada para mim – disse Schuster.

– Um Fiji sem gelo – pediu Koulos.

– Um café, por favor – disse Justine. – Com leite e açúcar.

Scotty tirou do bolso um bloquinho e uma caneta.

– Tudo bem se eu tomar notas? – perguntou e todos concordaram.

Scotty entendeu que Schuster, o empresário, era o responsável direto pela carreira de Whitman e ganhava dez por cento dos cachês. Para o produtor, o cara mais velho e desgrenhado, havia muita coisa em jogo que dependia de o filme ser de fato rodado. Era natural que estivesse com ar de preocupação, afinal seu astro estava em apuros.

Justine explicou como a Private trabalhava, seus métodos, os custos, etc., e o que propunha que fosse feito naquele caso. Tanto o empresário quanto o produtor concordaram com “tudo o que for necessário para conter essa história”.

Todos se levantaram. Schuster foi até a porta dos fundos e a manteve aberta enquanto dizia:

– Dra. Smith, acho que deveria falar com o resto do pessoal.