Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 75 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 72

 

CRUZ ENGOLIU O ESPANHOL MALVADO com ovo e tudo e disse:

– Já volto.

Pôs uma nota de 20 sob o copo vazio e subiu a escada.

Carmelita Gomez ainda estava em pé junto ao armário quando Cruz passou pela cortina de camisas. Só ele falou, garantindo a ela, como Karen Ricci lhe instruíra, que não oferecia perigo. Que precisava de informação e estava pagando. E que estaria à sua espera em frente à boate às quatro da manhã.

– No llegues tarde. – Deu a ela seu número de celular:

Cruz pegou sua pistola de volta com o leão de chácara, em seguida entrou no carro e seguiu no sentido sul.

Del Rio e Scotty estavam dentro da van de vigilância na South Anderson Street, perto da esquina com a Artemus. Cruz estacionou, deu um tapa na porta da van e entrou na traseira.

Contou aos colegas as novidades sobre Carmelita Gomez. Eles lhe disseram que nada havia acontecido com os 30 milhões em drogas roubados da Máfia. O chefão da Costa Oeste, Carmine Noccia, estava pagando por aquela tocaia, mas começava a ficar inquieto, rangia os dentes e ligava sem parar para Jack. Estava perdendo a razão.

– Querem saber o que eu acho? – disse Del Rio. – Esse armazém é um cofre. Eles vão tirar a van daqui quando tiverem uma forma segura de fazer a entrega. Ou então o armazém virou uma farmácia. Os comprimidos podem estar saindo daqui em poucos frascos de cada vez.

Cruz deixou Del Rio e Scotty dormirem e assumiu o turno como vigia do armazém. Eles três e Justine estavam cuidando dos casos mais importantes enquanto Jack passava dias e noites tentando se desvencilhar da acusação de homicídio.

Cruz ficaria mais feliz quando Jack estivesse livre e voltasse a trabalhar com eles. Torcia para isso acontecer antes de os investigadores mais importantes da Private chegarem ao limite.

Acordou Del Rio às 3h35 e voltou para seu próprio carro de serviço. Às quatro em ponto, tornou a estacionar debaixo do poste na North Western, na calçada em frente ao neon que formava a palavra Havana.

A rua estava mais vazia e mais deserta do que seis horas antes, a não ser por um bando de arruaceiros comendo fast food na casa de tacos El Patio para curar a bebedeira.

Cruz estava pensando em entrar lá para usar o banheiro quando a porta da boate Havana se abriu e uma mulher de calça jeans, cardigã preto e tênis All Star também pretos saiu para a rua. Ele piscou os faróis e Carmelita Gomez atravessou em direção ao carro. Olhou para um lado e para outro da rua antes de se sentar no banco do carona e fechar a porta.