Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 108 de 135

Páginas do PDF

Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 105

 

 

FOI UMA SENHORA DESPEDIDA PARA Cody.

O Bazaar era um restaurante cinco estrelas no La Cienega Boulevard, que promovia fiestas à espanhola como só se viam no cinema.

Tínhamos reservado a sala de degustação, chamada Saam, para nosso grupo de trinta pessoas. A decoração era de couro e vidro de Murano e a comida, excêntrica e incrível: tapas e tira-gostos de queijo, pirulitos de foie gras envoltos em algodão-doce.

As pessoas estavam alegres de tanto tomar mojitos mágicos incrementados com o alívio do fim da jornada de trabalho. Houve brindes bobos e risos embriagados e algumas moças choraram e riram ao mesmo tempo.

Como eu disse, foi uma festa e tanto.

Algumas pessoas, porém, não puderam comparecer: Del Rio, Scotty e Cruz estavam trabalhando no caso dos assassinatos nos hotéis. Justine dera um suéter de caxemira de presente para Cody e pedira licença para não participar das comemorações.

Aquele era o último lugar em que eu queria estar. No entanto, devia a Cody uma despedida digna do carinho que todos tínhamos por ele. O rapaz assumira o cargo após a saída de Colleen, havia seis meses, e ocupara seu lugar sem qualquer percalço. Como se tivesse sido feito para aquele emprego. Eu sempre lhe seria grato por isso.

Bati no meu copo com um garfo e a gritaria só fez aumentar.

– Cody – chamei. – Cody, vamos sentir saudades.

Assobios ecoaram e alguns caras começaram a gritar o nome dele. Mo-bot estava radiante. Até mesmo Sci se levantou e bateu algumas palmas para Cody.

– Vamos sentir falta dos seus comentários sobre roupas e das suas imitações de todos nós, principalmente de mim – falei para meu ex-assistente.

Imitei Cody me imitando: passei a mão pelos cabelos, fingi me olhar no espelho com uma expressão séria, ajeitei a gravata.

As pessoas rolaram de rir.

Falei que havia mandado matar Ridley Scott por ter tirado Cody de nós, mas que era grato a Cody por ter encontrado Val.

Cody me interrompeu e disse:

– Val, amiga, levante-se.

E ela se levantou, também rindo, quase certamente por causa dos mojitos mágicos. Estava apenas se divertindo.

– Cody, você nos manteve na linha e também nos trouxe muita felicidade – continuei. – Se ficar decepcionado com a profissão de ator, quero deixar uma coisa registrada: você sempre terá um lugar na Private.

Dei-lhe a câmera embrulhada para presente acompanhada pelo cartão assinado por todos da agência. Quando as palmas pararam, Cody enxugou os olhos com um guardanapo vermelho e usou o pirulito de foie gras como microfone.

– Jack, quero agradecer a você – falou. – Sério mesmo: esse foi o melhor emprego que eu já tive na vida. Você me ensinou mais do que isto aqui – disse ele, rindo ao correr a mão pelos cabelos. – Mostrou-me na prática o que é ser um líder honrado. É disso que mais vou me lembrar.

Eu não sabia que trinta pessoas eram capazes de fazer tanto barulho com as mãos.