Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 74 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 71

 

 

UM GARÇOM SE APROXIMOU E perguntou a Karen Ricci:

– Um Hemingway Daiquiri, como sempre? – Karen respondeu que sim, e o garçom se virou para Cruz. – O senhor gosta de rum? Recomendo experimentar o Espanhol Malvado.

Cruz concordou. Depois que o garçom se afastou, Karen disse:

– Essa bebida leva um ovo inteiro.

Cruz deu de ombros, estampou seu sorriso acanhado e falou:

– Gosto de ovo. Por que quis me encontrar aqui?

– Sabe o cara da porta?

– O leão de chácara?

– Ele é meu marido – explicou ela.

Tudo que Cruz sabia sobre Karen Ricci era o que sua fonte tinha lhe informado. Ela trabalhava em uma agência de acompanhantes chamada Sensational Dates havia dois anos. Recebia as ligações dos clientes, marcava os programas e debitava os cartões de crédito.

Um cliente chamado Arthur Valentine fora estrangulado com um fio no hotel Seaview em 2010, segunda vítima do que viria a ser a série de cinco hóspedes assassinados em hotéis de três diferentes cidades californianas.

Karen Ricci tinha sido interrogada pela polícia de Los Angeles por ter marcado o programa com a acompanhante que conduzira Valentine em seu derradeiro passeio.

Duas horas antes, ao falarem pelo telefone, Ricci concordara em contar a Cruz tudo o que sabia sobre os assassinatos em troca de mil dólares em dinheiro vivo.

Cruz provou seu drinque, colocou o copo em cima de um guardanapo e falou:

– Certo, Karen. O que você tem para me dizer?

– Algo que a polícia não sabe. Vai valer a pena gastar tanto dinheiro, não se preocupe, e vou lhe poupar tempo e esforço. A garota de programa não matou o cliente.

– Ela foi considerada suspeita?

– Durante algum tempo, sim. Uma das últimas pessoas a ver a vítima, essas coisas. Ela disse que transou com o cara e a polícia não a prendeu. Eles não tinham qualquer prova de coisa alguma a não ser o programa, mas começaram a importuná-la. Ela não conseguia trabalhar sem que a polícia a seguisse, o que espantava os clientes.

– Mas, Karen, você sabe quem matou o cara? Porque, se sabe, por favor, vá direto ao assunto.

– Ah, você acha que pedi mil pratas para dizer que não foi a garota de programa? – A mulher riu e tomou um gole do daiquiri. Tornou a encher o copo com o conteúdo da coqueteleira. – Eu acho o seguinte, Sr. Emilio Cruz. O senhor precisa falar com a garota de programa, porque ela sabe algo que pode ajudá-lo. É por isso que está pagando. O nome dela é Carmelita Gomez. Diga que me conhece.

Cruz pegou o envelope, sacou duas notas de 100 e as passou por baixo da mesa enquanto a dançarina exótica em cima do palquinho tirava o sutiã e sacudia os peitos para a plateia. Inclinou-se mais para perto de Karen Ricci.

– O resto você recebe quando eu tiver encontrado a tal garota.

– Você já encontrou – disse Ricci. E meneou o queixo em direção à escada.

– Lá em cima? Em frente ao armário?

– Isso – confirmou Karen. – Ela sai às quatro.