Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 11 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 8

 

LIGUEI PARA MEU AMIGO MICKEY Fescoe, chefe de polícia, em sua casa. Ele atendeu dizendo:

– Meu jantar está servido. Tomara que seja coisa boa, Jack.

– Coisa boa não vai dar, Mick. Colleen Molloy, minha ex-namorada… ela foi assassinada na minha casa. E não fui eu.

Respondi com monossílabos às perguntas de Mickey sem tirar os olhos do corpo de Colleen. Ele disse que iria mandar alguém até lá. Depois de desligar, sentei-me em uma cadeira perto da cama para fazer companhia a Colleen enquanto esperava a polícia chegar.

Pensei em como nós dois tínhamos sido próximos e em como eu a havia amado, mas não o suficiente.

Com um sobressalto, lembrei-me do que Mo-bot, antes de ir embora, me aconselhara a fazer. Fui até a sala, liguei o computador e fiquei tamborilando com os dedos enquanto o programa operacional carregava.

Uma lista comprida de horários, datas e nomes surgiu na tela, e eu a rolei até os últimos registros. A chave de Colleen fora usada meia hora antes de eu entrar pela porta da frente.

Estava começando a entender um pedaço da história. O fato de toda aquela situação horrível ter acontecido enquanto eu estava no caminho do aeroporto para casa significava que alguém estava acompanhando meus movimentos, conhecia cada minuto dos meus horários. Só que dezenas de pessoas sabiam quais eram os meus movimentos – colegas de trabalho, clientes, amigos. Qualquer um que tivesse um computador saberia quando meu avião iria aterrissar.

Levantei-me na hora em que uma sirene veio subindo aos berros a estrada. Acionei o botão que abria o portão, postei-me no vão da porta e protegi os olhos dos faróis que entravam no acesso à minha casa.

Dois policiais desceram da viatura. Concentrei-me no mais próximo: o inspetor Mitchell Tandy.

Mickey Fescoe não tinha aliviado a minha barra. Tandy até que era bom policial, mas tinha uma péssima política de não fazer prisioneiros.

Ele havia prendido meu pai, dono da Private antes de mim. Meu pai fora julgado e condenado por extorsão e assassinato. Estava cumprindo pena de prisão perpétua em Corcoran quando foi apunhalado no chuveiro, cinco anos antes.

Tandy não gostava de mim porque eu era filho de Tom Morgan. Ou seja, culpado por associação. Não gostava de mim porque a Private solucionava mais casos do que o Departamento de Polícia de Los Angeles inteiro. Não dava nem para comparar.

E havia o fator de irritação mais óbvio de todos. Eu ganhava muito dinheiro.

Fiquei observando e aguardando enquanto os agentes avançavam até a casa.