Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 114 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 111

 

EM UM SEGUNDO, RICK ESTAVA andando para a porta dos fundos.

No segundo seguinte, havia se espremido contra uma paliçada para não ser atropelado por um velho Chevrolet Impala vermelho que atravessou zunindo o gramado e passou pelo carro que Cruz havia estacionado no acesso à garagem.

Cruz pulou dos degraus onde estávamos e ele e Del Rio correram em direção ao carro de serviço. Carmelita parecia ter ido de zero a quase 100 quilômetros por hora em uma fração de segundo, mas pude ver seu rosto quando o Impala passou por mim e fez uma curva fechada para a direita sobre apenas duas rodas.

Ela não parecia assustada. Parecia decidida.

– Chamo a polícia? – gritou Del Rio para mim.

– Sim! – gritei de volta.

Entrei no Lamborghini, fiz uma curva de 180 graus e saí atrás de Cruz e Del Rio pela Stagg. Era uma rua estreita, não uma pista de alta velocidade.

Carmelita ia na frente e ganhava cada vez mais terreno, cruzando aquele bairro residencial como se estivesse ao mesmo tempo bêbada e enlouquecida. Arrancou uma caixa de correio, raspou em carros estacionados e atropelou uma placa de parada obrigatória.

Fez outra curva sobre dois pneus, dessa vez para a esquerda, e entrou no Laurel Canyon Boulevard, raspando a lateral de um utilitário esportivo que seguia para o norte na sua faixa.

Entrei no bulevar a tempo de ver o carro vermelho seguindo a toda pela pista de dentro. Motoristas buzinavam. O Impala costurava entre as faixas – esquerda, direita, e de volta à de dentro. Carros desviavam. Calotas rolavam pela rua. Cruz e Del Rio vinham logo atrás do Impala, mas não conseguiram passar.

Carmelita não estava apenas correndo: estava avançando como um incêndio que se alastra descontrolado por uma floresta.

Sirenes começaram a berrar quando ela passou zunindo pelo cruzamento entre o Laurel Canyon Boulevard e a Strathern Street, uma área cheia de pequenos centros comerciais: um mercadinho de bebidas, um florista, um posto de gasolina, lanchonetes.

A rua então se endireitava e seguia reta entre prédios comerciais de dois e três andares de ambos os lados.

A ligação de Del Rio para o 911 e a fuga de Carmelita alertaram algumas viaturas e, quando ela fez a curva, seis carros de polícia já berravam atrás de nós. Era possível ouvir mais deles ao longe.

Carmelita não diminuiu a velocidade, não parou, nem sequer hesitou.

Na verdade, quanto mais carros entravam na perseguição, mais rápida e loucamente ela dirigia.