Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 6 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 3

 

ABRI A PORTA DA FRENTE e Justine entrou na casa feito uma brisa suave. Ela era uma psiquiatra de primeira linha, inteligente, especialista em traçar perfis de criminosos… caramba, inteligente não. Justine era um gênio. Graças a Deus estava ali.

Levou a mão ao meu rosto, buscou meu olhar e disse:

– Jack. Onde ela está?

Apontei para o quarto. Ela entrou e eu fui atrás. Fiquei parado no vão da porta, anestesiado, enquanto ela se aproximava da cama.

– Ah, não – gemeu ela e uniu as mãos debaixo do queixo.

Mesmo ali, enquanto eu presenciava aquela cena de partir o coração, Colleen continuava viva na minha mente.

Lembrei-me dela na casinha que ela havia alugado em Los Feliz, um ninho de amor que praticamente cabia na palma da mão. Pensei nela rebolando vestida com uma lingerie bem pequena e calçando imensos chinelos felpudos, salpicando seu sotaque carregado com os velhos ditados irlandeses da avó: “O campo vai ficar cheio de chapéus sem dono.”

“Como assim, Molloy?”, eu lhe perguntara.

“Isso vai ser um problema.”

E agora ela estava ali, deitada na minha cama. Um problema sem conserto.

Justine estava pálida quando voltou para junto de mim. Envolveu-me com os braços e me apertou.

– Jack, eu sinto muito. Muito mesmo.

Abracei-a com força, e então, de repente, Justine me empurrou, se afastando. Encarou-me com os olhos escuros e perguntou:

– Por que o seu cabelo está molhado?

– Meu cabelo?

– Você tomou uma ducha?

– Tomei. Quando cheguei em casa, fui direto para o banheiro. Estava tentando acordar.

– Bom, Jack, isso não é nenhum sonho. É a realidade nua e crua. Quando você tomou banho, já havia visto Colleen?

– Não fazia a menor ideia de que ela estava aqui.

– Não a tinha chamado para vir para cá?

– Não, Justine, não tinha. Não.

A campainha voltou a tocar.