Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 53 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 50

 

ASALA DE DEL RIO ESTAVA com cheiro de pizza de pepperoni.

Era pouco mais de nove horas e ele e Cruz haviam passado o dia inteiro e boa parte da noite trabalhando no caso do Beverly Hills Sun, comparando os cinco assassinatos cometidos em hotéis da Califórnia no último ano e meio.

As duas primeiras mortes haviam ocorrido com seis meses de intervalo e 150 quilômetros de distância. Ninguém achara, portanto, que estivessem relacionadas.

A primeira vítima, Saul Cappricio, fora encontrada estrangulada em um hotel de Jinx Poole em San Diego. A segunda, Arthur Valentine, fora descoberta já em estado de decomposição no Seaview, um estabelecimento de terceira categoria em Los Angeles.

Quando a terceira vítima, Conrad Morton, foi achada morta com um garrote no Constellation de São Francisco, também da cadeia de Poole, a polícia começou a buscar alguma conexão – porém, mesmo com vários departamentos envolvidos, ou talvez por causa disso, nenhum suspeito havia surgido.

Até aquele momento, portanto, cinco executivos com idades variando de 35 a 51 anos, entre os quais Maurice Bingham, haviam sido estrangulados com tipos variados de fio em seus quartos de hotel. Não trabalhavam para as mesmas empresas, tinham todos profissões diferentes e moravam em cidades distintas. Três eram casados, dois não.

Diante do computador, Del Rio cruzava informações telefônicas. Cruz conferia despesas de cartão de crédito em outra máquina.

– Bingham usou o mesmo serviço de acompanhantes de Valentine, que também gastou 1.200 pratas por duas horas de sacanagem – disse Cruz.

Del Rio se recostou na cadeira e esfregou os olhos.

– Todos eles chamaram garotas de programa. Mas não usaram o mesmo serviço. Será que isso é uma pista ou é apenas o que os executivos fazem quando estão viajando?

– Sinto que está pintando uma viagem a trabalho – disse Cruz.

– Porra. Eu também.

– É uma pista – disse Cruz. – Os serviços de acompanhantes são uma pista, não uma coincidência. Talvez tenha uma garota de programa com sede de matar se movimentando de um lugar para outro.

Del Rio já podia imaginar como seriam os próximos dias: entrevistas com prostitutas, clientes e viúvas. Desligou o computador e jogou no lixo a embalagem de pizza. Vestiu o casaco.

Uma lista de nomes e telefones de serviços de acompanhantes saiu na bandeja da impressora.

– Você apaga a luz, Emilio? – pediu Del Rio. – Nos encontramos aqui amanhã de manhã, às oito. Paramos primeiro para um café.