Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 77 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 74

 

 

JUSTINE TENTOU AGARRAR O TELEFONE que tocava sobre sua mesa de cabeceira, mas não conseguiu. Deixou-o cair e foi buscá-lo embaixo da cama.

Quando conseguiu alcançar o telefone, estreitou os olhos para ler o número no identificador de chamadas. O visor dizia apenas “Chamada recebida” e ela não reconheceu o número. Olhou de relance para o relógio. Passava um pouco das quatro da manhã.

– Alô? Alô? – disse Justine.

Ouviu soluços.

– Alô, quem está falando?

– É o Danny.

– Danny! Onde você está? O que houve?

O choro continuou. Entre os soluços, Danny deu a Justine um endereço em Topanga Canyon.

– Por favor, venha logo – pediu ele.

Justine disse que estaria lá em 20 minutos. Encerrou a chamada e ligou para Del Rio em seguida. Ele atendeu no primeiro toque, disse que a encontraria no endereço de Topanga Canyon e que precisava desesperadamente de um café.

– Compre dois – disse Justine. – Puro para mim.

Ela se vestiu depressa, entrou em seu Jaguar e saiu a toda a velocidade.

Seguiu pela estrada velha de Topanga Canyon e depois de algum tempo virou à esquerda em uma estradinha que ia dar em vias ainda menores. Seus faróis mal conseguiam penetrar o breu daquele começo de manhã sem lua.

Quando encontrou a Portage Circle Drive, diminuiu a velocidade e começou a examinar os números até ver 98 escrito em uma caixa de correio.

Entrou no acesso de carros cheio de sulcos e seus faróis iluminaram os troncos das árvores que se adensavam de ambos os lados até o caminho se abrir em uma clareira. Um chalé rústico ocupava os fundos do terreno arborizado, e havia uma Ferrari azul estacionada em frente.

Justine parou o carro e abriu as janelas. Tudo que pôde ouvir foi o zumbido dos insetos e viu uma luz brilhando em uma das janelas da frente do chalé, vinda de um cômodo dos fundos.

Pegou uma lanterna na lateral da porta e desceu do carro. Tocou a Ferrari. Estava fria. Subiu um caminho de pedras até a porta da frente pintada de vermelho-sangue com uma argola de latão sob um olho mágico.

Justine bateu e chamou o nome de Danny.

Ninguém respondeu.

Bateu com mais força e tornou a chamar, sem sucesso. Estava prestes a dar a volta até a parte de trás do chalé quando um carro chegou junto ao seu e estacionou. Rick Del Rio desceu.

Aquele lugar era bastante assustador e ela ficou muito feliz em vê-lo. Ele e sua pistola.

– O que está acontecendo? – perguntou Del Rio.

– E eu sei? – retrucou Justine. – O carro está aqui, mas acho que não tem ninguém em casa.