Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 69 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 66

 

ERA FIM DE TARDE, QUASE cinco horas.

Justine e Scotty haviam passado o dia procurando Danny. Tinham ido às casas dele e de Piper, em Beverly Hills. Tinham entrado em contato com os amigos e os parentes dos dois e só agora estavam deixando o estúdio. Haviam falado com todos que tinham uma opinião sobre o desaparecimento de Danny – ou seja, absolutamente todo mundo.

Metade das pessoas disse considerar Danny irresponsável, imaturo, e que ele simplesmente não entendia as consequências dos próprios atos.

A outra metade pensava que Danny entendia muito bem as consequências e que o seu sumiço era apenas um golpe de marketing que imitava o enredo do filme. Muitos desses sugeriram que fora seu agente, Alan Barstow, que o convencera a fazer aquilo.

De toda forma, Justine sabia que a polícia em breve estaria à procura de uma Ferrari azul e de um casal de jovens atores.

Ela falou a Scotty para pôr o cinto de segurança e saiu do estacionamento da Harlequin Pictures cantando pneus em direção a Beverly Hills.

Enquanto dirigia, ia batucando no volante com as palmas das mãos, frustrada, tentando furiosamente entender a fuga insana e arriscada de Danny. O rapaz não poderia alegar que ter saído da locação ao volante daquela Ferrari com Piper Winnick no banco do carona havia sido um efeito de um de seus apagões.

O que Justine havia deixado passar?

Danny era apenas uma criança narcisista?

Ou seria um psicopata?

Fosse como fosse, era autodestrutivo.

Danny Whitman, o garoto com tudo a perder, poderia pegar de 25 anos a prisão perpétua.

Isso se não machucasse Piper.

Justine passou zunindo por um sinal amarelo e comentou com Scotty:

– Você ouviu quando eu disse a ele: “Ande na linha. Não vá a lugar nenhum com garotas.”

– Você vai ter que virar daqui a dois quarteirões, Justine. Talvez queira passar para a pista da esquerda agora…

– Ele concordou com as nossas condições. Não consigo parar de pensar: será que ele é maluco? Quero dizer, será que é maluco de verdade?

Scotty pisou em um freio imaginário enquanto Justine fazia uma curva fechada para a esquerda, furando um sinal vermelho.

– Porque eu gostei dele, sabe, Scotty – continuou ela. – Gostei muito dele. Qual é o endereço mesmo?

– North Maple Drive, 345. Devem faltar uns três quarteirões. Eu assumo a responsabilidade, Justine, mas não sei o que a gente poderia ter feito. A gente tinha que ficar fora da tomada, que ia até a estrada.

– Vocês não tinham como saber. Sério, Scotty.

À sua direita surgiu um prédio quadrado de uns quinze andares. Justine fez a curva para descer uma rampa do lado leste e mergulhou bem fundo na escura garagem subterrânea.

Alguns minutos depois, ela e Scotty estavam dando seus nomes à mulher atrás da mesa na recepção da Agência de Talentos Barbara Crowley.