Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 9 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 6

 

O BEVERLY HILLS SUN ERA UM dos três estabelecimentos exclusivos da rede de hotéis Poole. Localizado no South Santa Monica Boulevard, a 1,5 quilômetro da Rodeo Drive, tinha cinco andares inteiros de glamour e cada quarto ostentava nome e visual personalizado.

A piscina olímpica de borda infinita no último andar era ladeada por tendas de lona branca, assentos estofados e espreguiçadeiras ergonômicas, e havia também o bar ao ar livre.

Jovens sexy e descolados da área do entretenimento eram atraídos como gazelas para esse oásis, um dos melhores lugares de Los Angeles.

Às nove horas, Jared Knowles, todo-poderoso gerente do hotel, estava em pé em frente à Suíte Bergman, no quinto andar, conversando com uma das camareiras.

– Obrigado, Maria, eu resolvo isso – disse à mulher.

Depois de Maria dobrar a quina do corredor com os braços cheios de roupas de cama, Knowles bateu com vigor na porta e chamou o hóspede pelo nome, mas ninguém respondeu. Aproximou a orelha da porta na esperança de ouvir o chuveiro ou a TV ligada no volume máximo, mas não escutou nada.

O hóspede se chamava Maurice Bingham, um executivo de Nova York, e já havia se hospedado no Sun três vezes sem causar nenhum problema.

Knowles ligou para o quarto de Bingham do celular. Deixou tocar cinco vezes e ouviu o toque soar através da porta e ao mesmo tempo em seu próprio celular. Tornou a bater na porta, dessa vez com mais força, mas continuou sem resposta.

O jovem gerente se preparou para as melhores e as piores situações possíveis, então inseriu na fechadura o cartão que funcionava como chave-mestra. A luz da porta ficou verde e Knowles abaixou a maçaneta e entrou na suíte.

O quarto tinha um cheiro horroroso.

Os batimentos cardíacos de Knowles se aceleraram e ele se forçou a atravessar o saguão até a saleta.

O Sr. Bingham estava caído no chão junto à escrivaninha, com os dedos paralisados na garganta como se fossem garras.

Havia um pedaço de arame enterrado em seu pescoço.

Knowles levou as mãos ao rosto e gritou.

O horror estava tanto no presente quanto no passado. Ele tinha visto um cadáver quase idêntico àquele quando trabalhava no Constellation de São Francisco. Pedira transferência para Los Angeles porque não aguentava pensar naquilo.

Naquela noite, cinco meses antes, a polícia o havia interrogado e, antes de liberá-lo, repreendido por ter tocado no corpo. Ele ouvira dizer que tinha havido outros assassinatos como esse, estrangulamentos com um garrote de arame; na verdade, vários assassinatos.

Isso significava que um serial killer estivera naquele hotel, em pé exatamente no mesmo lugar em que ele estava agora.

Jared Knowles não tocou no corpo. Em vez disso, pegou o celular e ligou para a dona do hotel, Amelia Poole. Ela que lhe dissesse o que fazer.