Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 10 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 7

 

AMELIA POOLE ESTAVA CHEGANDO EM casa quando recebeu o telefonema de Jared Knowles, seu gerente noturno do Sun. Pediu-lhe que esperasse ela sair da garagem, fechou a porta e ficou em pé no quintal de casa olhando para o bairro de Laurel Canyon.

– Aconteceu de novo – disse Jared. Sua voz era um sussurro rouco e Amelia mal conseguiu entender o que ele estava dizendo.

– Como assim?

– Aconteceu de novo. Um hóspede na Suíte Bergman. O nome dele é Maurice Bingham. Ele está morto. Foi assassinado. Igual a… não lembro o nome, mas a senhora sabe a quem estou me referindo. No Constellation. Estou com medo porque sou um vínculo entre os dois, Sra. Poole. A polícia vai achar que fui eu.

– E foi?

– Caramba, Sra. Poole, não. Acredite em mim. Eu jamais faria uma coisa dessas.

– Como é que você sabe que o Sr. Bingham está morto?

– O rosto dele está azul. A língua está para fora. Ele ainda está com um arame em volta do pescoço. Não está respirando. Será que eu esqueci alguma coisa? É que não aprendi nada na escola de hotelaria em relação a esse tipo de situação.

Sua voz agora era um guincho agudo.

E Amelia Poole ficou adequadamente assustada.

Contando com aquele, agora eram cinco assassinatos – três deles em algum de seus hotéis. A polícia não descobrira nada. Fazia semanas que ela não tinha notícia nenhuma. E aquele crime específico lhe parecia algo pessoal. Talvez uma espécie de aviso. Qualquer um de seus outros hóspedes poderia ser morto. Era doentio.

– Jared. Escute o que vou dizer – falou ela. – Vou tentar manter você fora dessa. Acenda a luz de “Não perturbe”. Consegue fazer isso? Use o cotovelo, não os dedos.

– A camareira me ligou para dizer que o Sr. Bingham tinha pedido um cobertor e travesseiros extras. E que ele não abriu a porta.

– Você levou a roupa de cama até o quarto?

– Não.

– Tocou em alguma coisa?

– Não. – Jared agora estava aos prantos. Aquilo era demais.

– Jared. Acenda a luz e volte para a recepção.

– Mas isso não é contra a lei?

– Eu assumo a responsabilidade, Jared. Volte para a recepção e pronto. Não chame a polícia. Está bem?

– Sim.

– Se não conseguir trabalhar, diga que está se sentindo mal e peça para tirar folga hoje à noite. Peça a Waleed que assuma.

– Certo, Sra. Poole.

– Ligo para você amanhã.

Amelia Poole desligou o celular e pensou outra vez em uma agência de investigação particular da qual tinha ouvido falar. O dono era Jack Morgan, ex-agente da CIA e ex-fuzileiro naval. Sua agência prometia “força e discrição máximas”. Chamava-se Private.

Estava tarde, mas mesmo assim ela ligaria. Deixaria recado para Jack Morgan lhe telefonar o quanto antes.