Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 113 de 135

Páginas do PDF

Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 110

 

CRUZ E DEL RIO ESTAVAM no carro à minha frente, obrigando-me a manter uma velocidade um pouco alta enquanto seguíamos para o norte e entrávamos no San Fernando Valley.

Dirigia e ia ditando anotações sobre o caso.

Descrevi a cena do crime no Sun e atualizei o dossiê Poole.

Os fatos, ou o que conhecíamos deles, começavam a fazer sentido.

Karen Ricci, a cadeirante que dera informações a Cruz, marcava programas para um serviço de acompanhantes. Segundo ela, um chofer de limusine sabia quem havia matado os clientes nos hotéis e ela ficara sabendo disso por uma amiga, ex-garota de programa e atual hostess chamada Carmelita Gomez.

Cruz havia interrogado Carmelita e ela lhe dera informações falsas.

Agora tínhamos uma pista do primeiro marido de Ricci, Tyson Keyes. Keyes fora buscar Carmelita depois de seu programa com Arthur Valentine, o cliente assassinado no Seaview no ano anterior.

Se Carmelita Gomez fosse a assassina, ela obviamente tinha acesso fácil.

Vinte minutos após deixar Keyes, encontramos o nome de Carmelita em uma caixa de correio na Stagg Street, em frente a uma das casas de estuque amarelo padronizadas de um condomínio de classe média.

A casa dela ficava um pouco recuada em relação à rua, no meio de um pequeno quintal que mais parecia um capacho. Um acesso curvo saía da Stagg, margeava a cerca do lado oeste da propriedade e terminava em uma garagem na parte dos fundos do quintal.

Cruz e Del Rio entraram no acesso com o carro de serviço e eu estacionei do outro lado da rua.

Desci do carro e fui me juntar a Cruz diante da porta da frente de Carmelita, enquanto Del Rio dava a volta na casa. Com nossas armas em punho, Cruz e eu nos postamos cada um de um lado da porta.

Ele tocou a campainha e, segundos depois, a luz da entrada se acendeu.

– Carmelita, é Emilio Cruz – disse ele. – Da outra noite.

Não houve resposta, e ele tentou outra vez.

– Pode olhar pelo olho mágico, Carmelita. Você sabe que eu não sou da polícia. No seas tonta. Não me obrigue a arrombar esta porta.

Um carro deu a partida nos fundos da casa. Vi o brilho dos faróis. Depois disso, tudo aconteceu muito depressa.