Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 76 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 73

 

CARMELITA GOMEZ CHEIRAVA A FLORES e fumaça de charuto. Voltou os olhos escuros para Cruz. Foi como encarar os canos de duas pistolas 9 milímetros.

– Karen me falou que você queria conversar sobre o cliente que morreu no ano passado. Ela é muito linguaruda – disse Carmelita.

– Você contou para ela, não foi?

– O cara estava morto. Fui a última a estar com ele. A polícia fez perguntas. Todo mundo fez perguntas.

– E agora quem vai fazer as perguntas sou eu, só que estou pagando. Vou deixar você fora disso.

– Me dê o dinheiro primeiro.

– Não é assim que funciona – retrucou Cruz.

A moça abriu a porta e já estava com um dos tênis na rua quando ele disse:

– Espere.

Ela tornou a entrar no carro e olhou para ele sem dizer nada.

– Tome 300 – disse Cruz. – Com os 200 que dei para a sua amiga, são 500. Metade. Agora, Carmelita, se quiser o resto vai ter que falar.

A moça guardou o dinheiro no decote do cardigã e começou:

– O assassino é um chofer de limusine. Ele leva as meninas para os programas. Depois volta e mata os clientes.

– Você acha isso? Ou sabe disso?

– Quando eu trabalhava na Sensational Dates, fiz amizade com um dos motoristas.

– Nome?

– Joe do Pó.

Feito uma cobra, a mão de Cruz se moveu depressa para o decote da moça. Ele já estava com a mão no dinheiro quando ela o segurou pelo pulso e disse:

– O nome dele não importa. Ele morreu, ok? De overdose.

Cruz sacou o resto do dinheiro e o abanou diante dos olhos de Carmelita.

Ela suspirou.

– Esses motoristas são gente ruim. Ex-presidiários. Imigrantes ilegais. Fazem os próprios horários. Muitas vezes usam os próprios carros. Quando há uma chamada para algum motorista levar uma menina para o programa, eles ouvem pelo rádio para onde a menina está indo e escolhem os serviços que querem fazer.

– Preciso de um nome.

– O motorista que me levou para o Seaview na noite em que Arthur Valentine foi morto se chamava Billy Moufan. Nós trocamos confidências.

– Por exemplo?

– Billy me disse que um dos nossos motoristas tinha matado o cliente do Moon. Não citou nomes. Só me disse para tomar cuidado. – Carmelita hesitou. – Aí o meu cliente foi encontrado morto. Logo depois disso, Billy morreu de overdose. Eu não disse nada à polícia. A polícia não protege garotas de programa, entende? Vai ver Billy teve mesmo uma overdose. Ou vai ver alguém o matou. Eu só sei o que ele me disse. O assassino era um motorista que trabalhou para a Sensational Dates no verão de 2010. Você sabia disso? Não. Se for um bom investigador, talvez consiga encontrar o cara.

– Vou tentar.

– Bueno. Agora me dê o resto do dinheiro.