Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 107 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 104

 

EU AINDA ESTAVA DIANTE DA minha mesa de trabalho quando meu celular vibrou. Era Del Rio.

– E aí? – perguntei.

– Missão cumprida – respondeu ele. – Ou seja, seus problemas estão apenas começando.

– Onde está a van agora?

– Estamos nela. Na rua.

– Instalaram o rastreador?

– Debaixo do banco. Bem escondido.

– Ótimo – falei.

Pedi a Rick que ficasse na linha e liguei para Noccia do telefone fixo. Em um ouvido escutava o telefone chamando, no outro, os barulhos de tráfego e Del Rio e Cruz conversando.

Noccia atendeu.

– Estamos com a sua encomenda – declarei para o chefão da Máfia. – Intacta.

Combinamos um lugar logo ao norte da loja Fry’s Electronics Paradise, em Burbank.

– Del Rio tem uns nomes para você, Carmine – falei. – Os caras que roubaram a sua van.

– É mais do que eu esperava – disse-me Noccia. Então desligou.

Eu queria Del Rio e sua equipe fora daquela van. Quanto antes, melhor. Fiquei na linha com Rick durante meia hora de pura adrenalina e gritos enquanto Noccia tirava dois de seus capangas da cama e esperávamos os seus caras e os meus se encontrarem no acostamento de uma rodovia.

– Está na hora do meu compromisso – disse-me Rick e alguns minutos depois voltou ao telefone. – Já foram. Pegaram a 5 na direção norte.

Mandei Rick ligar para Aldo e pedir que fosse buscá-los. Eu acabara de desligar o celular com ele quando o aparelho tornou a tocar. Código de área 702. Las Vegas.

– Carmine. Está tudo em ordem?

– Na mais perfeita ordem. Vou dormir feito um bebê hoje à noite. Já depositei os honorários na sua conta. Seis milhões redondos.

– Obrigado.

– De nada. Você trabalhou bem – disse Noccia e desligou.

Senti a garganta seca. Minhas mãos tremiam. Engoli um Red Bull com um único grande gole e fiz uma ligação. O chefe da polícia Mickey Fescoe atendeu no terceiro toque.

Eu lhe disse que uma van contendo uma fortuna em remédios tarja preta ilícitos pertencente a Carmine Noccia seguia para o norte pela I-5. Visualizei Fescoe, meu amigo ocasional, despertando de seu sono, pulando da cama e implorando para eu lhe contar os detalhes.

– Como é?

Repeti o que acabara de dizer e então lhe dei os detalhes. Enquanto eu expunha a situação, Fescoe pontuava cada cinco palavras com “Puta merda” e “Está de brincadeira comigo”. Expliquei direitinho a relação entre os três integrantes da gangue de Noccia encontrados baleados em uma rodovia de Utah com a van da Ford contendo uma carga de OxyContin no valor de revenda de 30 milhões de dólares.

– A van está equipada com um transmissor de GPS – falei. – O receptor está no estacionamento da loja de eletrônicos Fry’s. Isso. Dentro de uma lata de lixo debaixo da marquise do disco voador, se quiser mandar um carro ir lá buscar.

– Vou mandar alguém imediatamente. Talvez eu mesmo vá.

– Se eu fosse chefe da polícia, chamaria a Entorpecentes. E, Mickey, pare os caras por causa de uma infração de trânsito. Me deixe fora dessa.

– Foi exatamente o que pensei – disse Fescoe. – Mas, Jack, como você conseguiu todas essas informações?

– Não posso dizer.

– Certo. É confidencial. Desculpe por ter perguntado. Eu não preciso saber – falou Fescoe.

– Mick, não que eu esteja cobrando nada, mas não esqueça que eu o ajudei nessa – falei.

Em outras palavras: Você me deve uma das grandes.

– Vou ajudá-lo se puder – disse Fescoe.

Em outras palavras: Vou ajudá-lo se puder, mas não conte comigo se tiver matado Colleen Molloy.