Private: O Suspeito Nº 1

James Patterson e Maxine Paetro · Capítulo 94 de 135

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Private: O Suspeito Nº 1

capítulo 91

 

 

JUSTINE DIRIGIU EM VOLTA DO lago com chafariz em estilo Las Vegas em frente ao prédio em Century City. O Monólito, como era conhecido aquele imenso prédio de vidro preto, era a sede da Creative Talent Management, a maior e mais influente de Hollywood. E do mundo.

Sentada no banco do carona estava Nora Cronin.

No início daquele ano, Justine havia trabalhado para o escritório da promotoria para ajudar a polícia de Los Angeles a capturar um serial killer que vinha aterrorizando a cidade e despistando as autoridades. O caso das colegiais estava sob responsabilidade da inspetora Nora Cronin. Apesar de sua indignação inicial quando a promotoria designou a Private para trabalhar com ela, Nora e Justine tinham se entrosado muito bem, como se trabalhassem juntas havia anos.

Nora retocou o batom enquanto Justine entrava na garagem, pegava um tíquete na máquina e começava a percorrer o estacionamento subterrâneo que ocupava mais metros quadrados do que a área de sua cidade natal.

– Sabe o que é mais bizarro? A quantidade de dinheiro que circula por este prédio é maior do que o orçamento anual do Departamento de Defesa.

Nora era uma mulher grande, forte como um tanque, e tinha uma risada alta e gostosa que soltou bem nesse momento.

– Justine, você é muito engraçada. Eu, para falar a verdade, estou louca para ver este prédio por dentro.

– Ah, é? – indagou Justine. – Pois estamos a ponto de ter um confronto, bem naquele estilo gladiador, com um idiota egocêntrico obcecado por dinheiro que talvez também seja um assassino.

– E talvez a gente não consiga nem o confronto. Só estou preparando você para essa possibilidade. Se ele nos mandar sair, vamos ter que obedecer.

– Ah, Nora, por favor. Uma dupla formada por uma policial e uma psicanalista vai dar um sacode nesse cara. Ele vai falar. Vai implorar para escutarmos.

Nora tornou a rir.

– Justine, você tem peito mesmo. Enfim, este lugar até pode ser o coliseu, mas nós só temos que matar um leão. Um só. Tome aqui.

Nora esticou a mão até o chão, pegou uma pasta e passou para Justine, que a guardou dentro da maleta.

– Deixe que eu falo – disse Justine.

– Ótimo – retrucou Nora. – Eu serei sua guarda-costas.

Justine riu.

– Perfeito. Eu sempre quis ter um guarda-costas.