Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 107 de 211

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Virologia

Capítulo 35: Paramixovírus

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Paramixovírus

 

Tabela 1

Classificação

 

Paramixovírus que causam infecções

respiratórias comuns: vírus sincicial

respiratório, vírus da parainfluenza 1 a 4,

metapneumovírus humano

Epidemiologia

O vírus sincicial respiratório (VSR), os vírus parainfluenza 1 a 4 e o

metapneumovírus humano (hMPV) são comuns no mundo todo. A disseminação ocorre pelo trato respiratório, com o contato com secreções infecciosas ou aerossol e perdigotos. O vírus sincicial respiratório é uma das causas mais importantes de infecção respiratória séria no primeiro ano de vida e, por volta do terceiro ano de vida, a maioria das crianças já foi infectada. Ele geralmente é visto no inverno. Epidemias ocorrem facilmente em creches e enfermarias de hospitais com uma taxa de ataque elevada. O VSR também causa doença significativa em idosos e pacientes imunocomprometidos. A reinfecção é comum. O vírus da parainfluenza 3 causa doença do trato respiratório inferior mais grave do que os tipos 1, 2 e 4 em crianças pequenas, ocorrendo durante o ano todo com um pico na primavera, enquanto os tipos 1 e 2 ocorrem principalmente no outono, estando associados principalmente à laringotraqueobronquite ou coqueluche (crupe). Em 2001, descobriu-se o metapneumovírus humano. Ele causa epidemias sazonais no início da primavera, acreditando-se que contribua significativamente para a carga de doença respiratória em crianças pequenas e pessoas idosas, pois se encontra o hMPV em um número significativo de casos negativos para outros organismos. A doença respiratória que parece ter uma causa infecciosa, mas na qual não se encontra um organismo causador permanece sendo um problema de diagnóstico, podendo ser causada por um patógeno ainda não identificado.

Tabela 2

Estrutura e replicação

Patogênese

O vírus entra pelo trato respiratório, geralmente os olhos ou o nariz, replicando-se multiplicando no epitélio do trato respiratório superior e, a partir disso, pode se disseminar de célula em célula para o trato respiratório inferior. Ocorrem inflamação e edema das vias aéreas com desprendimento das células epiteliais, o que pode resultar em um efeito de válvula em esfera, causando aprisionamento de ar com consequente hiperventilação.

 

Quadro clínico

Esses vírus causam doença dos tratos respiratórios superior e inferior e a doença pode variar de branda a grave. Para maiores detalhes, veja as seções sobre doenças do trato respiratório.

 

Diagnóstico virológico

Sorologia: tem pouco significado diagnóstico; utilizada para estudos epidemiológicos e pesquisa.

Isolamento: geralmente, os isolamentos virais em cultura são realizados

em células de rim de macaco, a partir de espécimes do trato respiratório, mas os vírus também podem ser detectados por imunofluorescência em células epiteliais se a amostra for de boa qualidade. O teste rápido para o VSR é usado frequentemente.

Molecular: a reação em cadeia da polimerase (PCR), frequentemente

realizada para um painel de vários vírus, é cada vez mais usada para o diagnóstico de todas as infecções respiratórias virais, mas nem sempre encontra-se disponível nos laboratórios.

 

Tratamento específico e prevenção

Vacinas para o VSR ainda estão sendo investigadas. Anticorpos monoclonais, sob a forma de palivizumabe, ou a imunoglobulina contra VSR podem ser usados para prevenir a infecção por esse vírus e casos graves podem ser tratados com a ribavirina. A maioria dos casos de infecção por VSR, vírus da parainfluenza e metapneumovírus são tratadas sintomaticamente ou com tratamento de suporte. Entretanto, o diagnóstico é importante, pois pode influenciar o diagnóstico geral e o tratamento. Se os médicos estiverem cientes da presença do vírus, dependendo das evidências clínicas, eles podem optar por não usar antibióticos.