Virologia
Para que o teste de ácido nucleico (NAT) está sendo utilizado rotineiramente?
Para que o teste de ácido nucleico (NAT)
está sendo utilizado rotineiramente?
Na sua forma qualitativa, para fornecer uma resposta de presença/ausência (“sim” ou “não”), ou seja, a detecção do genoma viral serve de marcador de infecção: O paciente tem infecção ou não? O teste de ácido nucleico ajuda se:
O vírus em questão não pode ser isolado ou detectado (prontamente),
por exemplo, o vírus da hepatite B (HBV), o papilomavírus humano (HPV) ou o vírus da imunodeficiência humana (HIV)
O volume da amostra é pequeno ou a dose infecciosa é baixa, por
exemplo, testar o fluido amniótico ou o líquido cefalorraquidiano (LCR) para o vírus da rubéola ou do herpes simples.
O teste de anticorpo é negativo, por exemplo, infecção aguda pelo HIV
(“janela imunológica”); pacientes imunodeprimidos que não são bons produtores de anticorpos; anticorpos adquiridos passivamente, mascarando o verdadeiro status infeccioso, como em bebês nascidos de mães infectadas pelo HIV
A necessidade de excluir infectividade, por exemplo, derivados de
sangue.
O teste de ácido nucleico quantitativo (“quanto ácido nucleico?”) é uma
ferramenta importante, especialmente para guiar o tratamento antirretroviral ótimo. Ele serve:
Como um marcador terapêutico para monitorar a quimioterapia
antirretroviral, por exemplo, o teste de carga viral em pacientes com HIV tratados com antirretrovirais para assegurar a “supressão completa”
Como um marcador prognóstico, como, por exemplo, a carga viral do
HIV prediz a sobrevivência em pacientes com AIDS
Para estimar a infectividade, por exemplo, o risco da transmissão do
HIV da mãe para o filho diminui com a carga viral materna.
Finalmente, a genotipagem pode ser usada como:
Um marcador prognóstico, por exemplo, os pacientes infectados com o
vírus da hepatite C genótipo 1 são menos responsivos ao tratamento antiviral; a infecção com alguns tipos de HPV está associada a um risco elevado de desenvolver câncer de colo do útero
Marcador terapêutico para monitorar a quimioterapia antiviral, como,
por exemplo, o teste de resistência genotípica do HIV para guiar a
escolha do regime de tratamento antirretroviral (Fig. 4)
FIG. 4 Teste de resistência genotípica antirretroviral. (O relatório de resistência é uma cortesia do Prof. Shafer, Stanford University.)
Para elucidar a fonte de infecção, por exemplo, suspeita de transmissão
do HIV ou HBV a parceiros sexuais ou pacientes.
Leitura complementar Berger, A., Preiser, W., Doerr, H. W. The role of viral load determination for the management of human immunodeficiency virus, hepatitis B virus and hepatitis C virus infection. Journal of Clinical Virology. 2001; 20(1–2):23–30.
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