Virologia
Epidemiologia
FIG. 1 Estrutura do vírus da raiva.
Epidemiologia
A raiva é enzoótica em diversos países. A maioria dos casos, exceto nos Estados Unidos, é devida a mordidas de cachorros com raiva. A raiva também pode ser transmitida por raposas, texugos, morcegos (EUA), gambás, coiotes e lobos.
A transmissão para os seres humanos geralmente ocorre pela
mordida/lambida de um animal infectado. Descreveu-se a transmissão iatrogênica em associação com o transplante de córnea ou de outros órgãos sólidos. Os seres humanos contraíram a raiva pela inalação de preparados vacinais e possivelmente de secreções de morcegos em cavernas.
Patogênese
Após penetrar através da pele ou membranas mucosas, o vírus pode se multiplicar localmente, no músculo afetado, antes de entrar nos neurônios ou entrar diretamente no sistema nervoso ligando-se a receptores específicos e não específicos na célula nervosa, por exemplo, o receptor nicotinérgico da acetilcolina na junção neuromuscular.
O vírus é transportado para o sistema nervoso central por um sistema de
transporte axonal retrógrado. A multiplicação intraneuronal ocorre nas células dos gânglios dorsais e do corno anterior. Ocorre uma disseminação rápida do vírus pelo SNC e centrifugamente para locais periféricos, incluindo as glândulas salivares, lacrimais, adrenais, coração, pulmões e pele. Não ocorre viremia.