Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 54 de 211

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Virologia

Tipos de vacinas

Existem diversos tipos de vacinas e vacinas em potencial, desde as que contêm o organismo vivo até aquelas com DNA, resultando na produção de

certas proteínas produzidas pelo organismo. A Tabela 1 traz os exemplos.

Tabela 1

Tipos de vacina e exemplos de cada uma

 

HPV, papilomavírus humano; VLP, partículas semelhantes a vírus; IPV, vacina da pólio inativada; OPV, vacina oral contra a pólio.

*Não estão disponíveis para o público;

† disponibilidade limitada;

Vacinas vivas atenuadas – um vírus é passado várias vezes em linhagens

celulares, resultando na sua atenuação. A maioria das vacinas vivas atenuadas apresenta um risco muito pequeno de infecção grave, e a vacina da varíola é a exceção. As vacinas contra sarampo, varicela, pólio oral e febre amarela podem, raramente, causar complicações semelhantes às do vírus selvagem.

Vacinas inativadas – os vírus selvagens podem ser inativados, geralmente

com formaldeído ou uma substância química semelhante, não causando mais doença, apesar de uma resposta imunológica protetora ainda ser formada contra o vírus.

Vacina fragmentada – após sua inativação, os vírus mortos são rompidos

por detergentes e usados para vacinação.

Vacinas de subunidades – após a inativação, os vírus mortos são

quebrados em vários componentes. Determinados componentes são separados do resto e usados nas vacinas.

Vacinas recombinantes – se for possível identificar um antígeno viral

específico ou um conjunto de antígenos virais, os genes que codificam esses antígenos poderão ser inseridos em outros organismos, por exemplo, a levedura de cerveja (Sacchromyces cerevisiae), no caso do antígeno de superfície da hepatite B. No caso das vacinas contra o papilomavírus humano, partículas semelhantes ao vírus (VLP – virus-like particles) são produzidas sem nenhum genoma presente, significando que eles não podem se replicar.

Vacinas de toxoide – se um organismo produzir uma toxina, ela poderá

ser inativada (transformando-se em um toxoide) e ainda induzir imunidade que protege contra a toxina. Não existe nenhuma vacina de toxoide viral.

Vacinas de DNA – o DNA desnudo pode ser injetado, ou introduzido de

outras maneiras, na pele ou músculo. Esse DNA é capturado pelas células e as proteínas que ele codifica podem ser produzidas. Dessa forma, pode-se induzir imunidade contra as proteínas virais. Atualmente, não existem vacinas de DNA disponíveis comercialmente.

Vacinas de vetores – são vírus (ou bactérias) vivos, mas inofensivos, que

contêm genes de outros vírus, sendo capazes de produzir algumas das proteínas do vírus prejudicial sem o risco de infecção por esse agente. Os vetores vacinais podem ou não se multiplicar completamente no hospedeiro. A pesquisa sobres as vacinas contra o HIV tem utilizado vetores, como o MVA (vírus vacínia Ankara modificado) e o vírus da varíola dos canários.

Adjuvantes – são substâncias que aumentam uma resposta imune a uma

proteína estranha. Sem um adjuvante, a resposta imune pode ser fraca ou temporária, mas a adição de um adjuvante pode reforçar a reposta ou permitir a formação de células de memória. Os exemplos incluem os compostos de alumínio, lipossomos ou, até mesmo, proteínas do capsídeo da Neisseria meningitidis.