Virologia
Henipavírus
Pare e pense
Quais são as outras infecções virais da infância passíveis de prevenção
por meio da vacinação?
Quais são as outras infecções virais que se disseminam facilmente nos
hospitais?
Diagnóstico virológico
Sorologia: IgG e IgM; os níveis de IgG correspondem aos níveis de anticorpos neutralizantes.
Isolamento: pode-se fazer cultura da saliva e urina. Molecular: a PCR fornece um diagnóstico mais rápido, sendo útil no
LCR para o diagnóstico rápido da meningite.
Tratamento específico e prevenção
O tratamento é sintomático – controle da febre e uso de analgésicos. As vacinas com vírus vivo atenuado, a maioria das quais é produzida com a estirpe Jeryl Lynn, estão disponíveis por si só ou em combinação com o sarampo e a rubéola (MMR).
Henipavírus
Os vírus Hendra e Nipah são as duas espécies estabelecidas do gênero Henipavirus. Inicialmente, descobriu-se o vírus Hendra na Austrália seguido da descoberta do vírus Nipah na Malásia. Recentemente descobriram-se vírus semelhantes aos henipavírus na África.
Epidemiologia
Parece que os hospedeiros naturais dos henipavírus são as raposas voadoras
(grandes morcegos comedores de frutas, Fig. 5) e outras espécies de morcegos. Eles têm uma ampla variedade de hospedeiros e os vírus Hendra e Nipah podem infectar os seres humanos. Inicialmente, descobriu-se o vírus Hendra durante um surto em cavalos na Austrália com uma taxa de mortalidade elevada; subsequentemente, descobriu-se o vírus Nipah em um surto envolvendo porcos na Malásia e Cingapura. A emergência desses vírus se deve, provavelmente, ao aumento da invasão agrícola no habitat natural do morcego, como um pomar de frutas. A infecção humana parece resultar de contato com animais de fazenda infectados e não devido ao contato direto com os morcegos. A transmissão entre seres humanos é possível, especialmente nos casos em que a infecção resulta em doença respiratória.
FIG. 5 Desenho de Gustav Mützel de uma grande raposa voadora (Pteropus vampyrus), um tipo de mega-morcego comedor de frutas.
Patogênese O vírus entra nas células depois de se ligar a receptores nos neurônios, músculo liso e endotélio dos vasos sanguíneos sendo seguido pela viremia. Os sintomas se correlacionam bem com o tropismo celular, sendo principalmente neurológicos e respiratórios.
Quadro clínico
A doença pode ser primariamente respiratória ou neurológica ou uma combinação das duas. Nos seres humanos, o vírus Nipah geralmente causa uma infecção neurológica, com 25% dos pacientes apresentando também sintomas respiratórios. Os sintomas de apresentação incluem febre, cefaleia, depressão da consciência e sintomas respiratórios leves com a progressão levando à piora dos sintomas respiratórios e dos sintomas da encefalite com edema/hemorragia pulmonar, dificuldade de deglutição ou para respirar, visão embaçada, convulsões, coma e, frequentemente, morte. Os sobreviventes da infecção pelo vírus Nipah podem desenvolver uma encefalite tardia.
A infecção parece ser assintomática em morcegos, mas a mortalidade é
elevada em seres humanos e animais domésticos, na faixa de 40% a 75%.
Diagnóstico
A sorologia e a PCR para o Henipavirus não estão disponíveis na maioria dos laboratórios, sendo geralmente realizados em centros especializados.
Prevenção
Atualmente, não existe tratamento específico para esses vírus e o tratamento é de suporte. A Ribavirina demonstrou sucesso limitado. Estão sendo desenvolvidas vacinas para cavalos contra o vírus Hendra.
Pontos principais
Atualmente, o sarampo é raro devido a vacinações bem-sucedidas
realizadas em todo o mundo.
O vírus do sarampo e sua vacina causam imunodepressão temporária.
Após a puberdade, as complicações da caxumba podem ser mais
graves.
O vírus respiratório sincicial (VRS) é uma causa significativa de
morbidade e mortalidade em lactentes.
1Nota da revisão científica: Após uma segunda viremia, o vírus também vai para a pele, SNC e outras vísceras, justificando a manifestação do exantema e outras complicações.
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