Virologia
Epidemias em solo virgem
Seres humanos com infecção crônica também atuam como reservatório –
isso se aplica a condições como o HIV e as hepatites B e C. Os seres humanos também atuam como reservatório para vírus que se tornam latentes, com reativação intermitente, como o herpes simples.
Epidemias em solo virgem
São epidemias que ocorrem em populações sem prévia exposição ao agente infeccioso, por infecção natural ou imunização. Doenças comuns da infância, como o sarampo, apresentam mortalidade baixa quando crianças saudáveis são infectadas. Entretanto, se uma população de adultos não imunes for exposta a um vírus para o qual ela não tenha imunidade, a taxa de mortalidade pode ser muito elevada. Foi o que aconteceu em 1875 quando quase um terço das pessoas na Ilha de Fiji morreu quando o sarampo foi introduzido entre elas. Epidemias semelhantes de sarampo ocorreram na Islândia e nas Ilhas Faroé quando ele foi reintroduzido depois de vários anos ausente. As epidemias em solo virgem também levaram à mortalidade elevada quando a varíola foi introduzida nas Américas. A pandemia do vírus da influenza de 1918-1919 e o surto recente de SARS representam outros exemplos da introdução de novos vírus associada à mortalidade excessiva.
Pare e pense
Por que podemos encarar o surto recente de SARS e uma futura
pandemia de influenza como epidemias em solo virgem?
Por que a mortalidade está aumentada em uma epidemia em solo
virgem?
Por que são necessárias estratégias de imunização em massa além da
vacinação de rotina dos lactentes para parar um surto?