Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 26 de 211

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Virologia

Capítulo 10: Epidemiologia

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Epidemiologia

 

Definição

A epidemiologia é o estudo da distribuição e da disseminação das doenças nas populações humanas. Ela descreve isso em termos de pessoas, tempo e lugar, fatores associados e o impacto de intervenções na ocorrência das doenças.

 

Padrão de ocorrência das doenças

Para descrever a ocorrência de doenças, deve-se diferenciar primeiramente a prevalência de incidência. A prevalência refere-se ao número de indivíduos que têm uma condição em um determinado período, enquanto a incidência refere-se ao número de casos novos em um período específico (geralmente 1 ano). A taxa de ataque refere-se ao número de pessoas infectadas que desenvolvem doença sintomática.

A soroprevalência refere-se ao número de indivíduos que tem

anticorpos contra um determinado agente. No caso de infecções agudas, como os vírus do sarampo e hepatite A, a soroprevalência refere-se às pessoas que foram infectadas ou vacinadas e apresentam anticorpos, sendo imunes. Entretanto, no caso do HIV, ela indica as pessoas que estão infectadas, já que elas não conseguem eliminar o vírus.

Existem padrões diferentes de ocorrência para as doenças virais, que

podem ser esporádicas, endêmicas, epidêmicas ou pandêmicas. As infecções virais esporádicas ocorrem quando o risco de infecção é baixo ou pouquíssimos pacientes infectados são suscetíveis à doença. Uma ocorrência endêmica refere-se a uma incidência constantemente alta de infecção, o que também significa que a doença é adquirida no início da vida. Esse é o caso do vírus da hepatite A, cuja transmissão é fecal-oral. Nas regiões rurais da África e Índia, a maioria das crianças é infectada antes dos dois anos de idade. Já que a infecção é adquirida em uma idade em que ela geralmente é assintomática, a taxa de ataque e, consequentemente, a incidência de hepatite A sintomática, é baixa nessas áreas. Entretanto, em determinados países industrializados, em que houve melhora histórica da higiene, observou-se um aumento dos casos de hepatite A sintomática, pois a faixa etária dos indivíduos suscetíveis à infecção aumentou, sendo acometidas crianças mais velhas e adultos, quando a taxa de ataque de hepatite A sintomática é muito maior. Isso é conhecido como o paradoxo da higiene.