Virologia
Capítulo 13: O diagnóstico laboratorial das infecções virais – detecção da imunidade específica antivírus
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O diagnóstico laboratorial das
infecções virais – detecção da
imunidade específica antivírus
A sorologia (teste de anticorpo) para diagnosticar uma infecção viral
aguda:
1. Soroconversão ou aumento no título de anticorpos:
– Testar soro “pareado” (amostra da fase aguda e convalescente, de 10 a
14 dias aparte) paralelamente
– Significativo se houver um aumento de quatro vezes no título – Desvantagem: diagnóstico retrospectivo!
2. Testar níveis de IgM:
– Obter amostra na fase aguda
– A IgM aparece precocemente, indetectável após meses – A IgM não atravessa a placenta ou a barreira hematoencefálica (é útil
para diagnosticar infecções intrauterinas ou perinatais)
– Desvantagem: baixa especificidade.
3. Teste de avidez:
– Obter amostra na fase precoce (pós-aguda)
– A avidez dos anticorpos aumenta com o tempo; anticorpos com baixa
avidez sugerem uma infecção primária recente, anticorpo com avidez elevada sugere infecção ou imunização no passado distante. Isso é especialmente útil em mulheres grávidas com suspeita de terem tido rubéola ou qualquer outra infecção viral relevante durante a gravidez
(Fig. 1).
FIG. 1 Princípios do teste de avidez.
Os anticorpos IgG são formados mais tarde do que a IgM e
frequentemente persistem por toda a vida. Determinar a presença de IgG pode ajudar:
1. A determinar o estado imune:
– Marcador de imunidade após infecção por vírus selvagem ou
imunização, por exemplo:
Para detectar os níveis de anticorpos anti-HBs após imunização
com o vírus da hepatite B (HBV)
Para estabelecer a presença de imunidade contra o vírus da
varicela-zoster (VZV) após contato com um paciente com varicela
Para verificar a presença de imunidade contra o vírus da hepatite A
(HAV) antes de viajar.
2. A diagnosticar infecção persistente (latente ou crônica):
– Marcador de infecção, por exemplo:
Para determinar o status da infecção pelo HIV