Virologia
Infecções do recém-nascido
A infecção fetal resulta em anemia e miocardite levando à insuficiência
cardíaca e edema grave, conhecido como hidropisia fetal. No segundo trimestre, a perda do feto é preocupante. Não se acredita que ocorram malformações congênitas.
Transfusões sanguíneas intrauterinas podem ajudar o feto.
Infecções do recém-nascido
Infecções virais significativas adquiridas no período perinatal incluem a varicela zoster, herpes simples, HIV, hepatite B e papilomavírus humano. O HIV é adquirido no período pré-natal, através da placenta, ou junto com o vírus da hepatite B, pelo sangue ou secreções vaginais as quais o recém-nascido é exposto durante o parto. O HIV também se dissemina através do aleitamento materno. O herpes simples e o papilomavírus humano são adquiridos pelo recém-nascido através da exposição no trato genital. A varicela é adquirida in utero. É necessário ler esta seção juntamente com a seção sobre a profilaxia pós-exposição.
HIV
O HIV em recém-nascidos pode ser uma doença rapidamente progressiva – especialmente para aqueles que foram infectados in utero. Cerca de 20% a 30% morrem em até 6 meses após o nascimento, enquanto no restante a doença tende a seguir uma progressão semelhante à dos adultos, tornando-se sintomáticos em alguns anos.
Sem a profilaxia antirretroviral, o HIV infecta 15% a 35% dos recém-
nascidos, dependendo de fatores maternos, como a contagem de CD4+, carga viral, infecções sexualmente transmissíveis concorrentes e tipo de alimentação do recém-nascido. Com a terapia antirretroviral para a mãe e o recém-nascido, isso pode ser reduzido para 1% a 2%.
Hepatite B
O risco de transmissão para o recém-nascido é maior se a mãe tiver infecção aguda por HBV entre o segundo trimestre e 2 meses depois do parto. Em áreas em que a hepatite B crônica é comum, ela também representa um risco significativo de transmissão. Se a mãe for positiva para o antígeno de superfície do HBV, assim como DNA-positiva, o risco do recém-nascido estar infectado é de 90%. Os recém-nascidos geralmente não desenvolvem sintomas de hepatite aguda, mas 80% a 90% dos infectados no período perinatal desenvolvem infecção crônica.