Virologia
Patogênese
FIG. 3 Verruga vulgar. (A fotografia é uma cortesia do Prof. H. F. Jordaan, University of Stellenbosch.)
Patogênese
O HPV infecta as camadas basais do epitélio através de pequenas abrasões. O vírus replica o genoma epissomal em baixos números nas células basais, com multiplicação viral ativa e expressão de genes estruturais (L1 e L2) apenas no epitélio diferenciado, o que ajuda o HPV a escapar da resposta imunológica. Ele estimula a multiplicação das células, até mesmo nas camadas diferenciadas superiores do epitélio. Portanto, ele leva à hiperplasia, resultando em lesões mucosas brancas hiperplásticas ou verrugas exofíticas ou endofíticas na pele.
O HPV é necessário para a oncogênese do colo do útero, mas outros
cofatores, como o uso de contraceptivos orais e o fumo, também são importantes. As proteínas E6 e E7 dos tipos altamente oncogênicos, HPV-16 e 18, podem imortalizar as células em cultura. A proteína E6 se liga a p53, impedindo a apoptose após o dano do DNA, enquanto a proteína E7 se liga ao pRb, ignorando o ponto de verificação G1/S, permitindo a progressão do ciclo celular e a replicação contínua. O HPV-16 e 18 também estão associados a uma persistência mais prolongada da infecção, conferindo uma chance maior de integração do seu DNA. Durante a integração do DNA do HPV, pode haver a ruptura da proteína E2, permitindo a expressão descontrolada das proteínas E6 e E7, um achado comum no câncer de colo do útero induzido por HPV. Lesões pré-cancerosas no colo do útero geralmente surgem na zona de transformação, uma área de epitélio colunar no colo do útero no orifício cervical externo, que se encontra sob controle hormonal, sofrendo metaplasia escamosa nas mulheres adultas.