Virologia
Capítulo 40: Astrovírus
4 0
Astrovírus
Tabela 1
Classificação
Estrutura e replicação
O nome astrovírus é derivado do Grego astron que significa estrela, referindo-se à aparência de estrela de cinco ou seis pontas do
nucleocapsídeo à microscopia eletrônica em amostras de fezes (Fig. 2). O genoma de RNA de fita simples positivo tem aproximadamente 6,8 kb (excluindo a cauda poli-A). Ele codifica três sequências abertas de leitura
(Fig. 1): ORF 1a (serina protease); ORF 1b (RNA polimerase dependente de RNA) e ORF 2 (proteína estrutural ou do capsídeo). Durante a transcrição, são formadas duas espécies de RNA – o genoma completo, que é traduzido para formar as proteínas não estruturais 1a e 1b. A terminação 3’ do genoma é transcrita para formar um RNA subgenômico que é traduzido para a proteína do capsídeo. Pouco se sabe a respeito do uso de receptores ou tropismo celular, exceto que provavelmente os enterócitos são infectados por meio da endocitose medida por receptor. A replicação dos astrovírus humanos (HAsV) ocorre principalmente no citoplasma, mas o núcleo e o nucléolo desempenham um papel indefinido.