Virologia
Capítulo 12: O diagnóstico laboratorial das infecções virais – introdução e princípios
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O diagnóstico laboratorial das
infecções virais – introdução e
princípios
A virologia diagnóstica é um campo relativamente novo, tendo alcançado
relevância apenas no final dos anos 1940. Entretanto, desde então, as técnicas de detecção evoluíram incrivelmente. Podemos pensar nesses métodos como sendo de dois tipos: os que detectam os vírus ou parte deles (diretos) e os que detectam a resposta do organismo a uma infecção viral
(indiretos) (Quadro 1).
Quadro 1 Princípios do diagnóstico viral
Diagnóstico direto: pela detecção do próprio vírus
Visualização de partículas virais: microscopia eletrônica Propagação in vitro: isolamento do vírus em cultura de células, ovos
embrionados ou animais de laboratório
Visualização dos efeitos da infecção viral no tecido ou cultura de
células infectados: microscopia óptica
Detecção de antígenos virais: revelação de células ou tecido infectado
com técnicas imuno-histoquímicas; detecção de antígenos virais em fluidos ou excreções corporais
Detecção do ácido nucleico viral (genoma viral): qualitativo
(resposta/presença “sim ou não”); quantitativo (“quanto?”); genotipagem (“que tipo?”)
Diagnóstico indireto: detectando-se a resposta imune do hospedeiro
Imunidade humoral: anticorpos de diferentes classes (IgG, IgM, IgA) e
subclasses com avidez diferente