Virologia

Stephen N.J. Korsman · Capítulo 33 de 211

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Virologia

Capítulo 12: O diagnóstico laboratorial das infecções virais – introdução e princípios

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O diagnóstico laboratorial das

infecções virais – introdução e

princípios

 

A virologia diagnóstica é um campo relativamente novo, tendo alcançado

relevância apenas no final dos anos 1940. Entretanto, desde então, as técnicas de detecção evoluíram incrivelmente. Podemos pensar nesses métodos como sendo de dois tipos: os que detectam os vírus ou parte deles (diretos) e os que detectam a resposta do organismo a uma infecção viral

(indiretos) (Quadro 1).

Quadro 1 Princípios do diagnóstico viral

Diagnóstico direto: pela detecção do próprio vírus

 Visualização de partículas virais: microscopia eletrônica Propagação in vitro: isolamento do vírus em cultura de células, ovos

embrionados ou animais de laboratório

 Visualização dos efeitos da infecção viral no tecido ou cultura de

células infectados: microscopia óptica

 Detecção de antígenos virais: revelação de células ou tecido infectado

com técnicas imuno-histoquímicas; detecção de antígenos virais em fluidos ou excreções corporais

 Detecção do ácido nucleico viral (genoma viral): qualitativo

(resposta/presença “sim ou não”); quantitativo (“quanto?”); genotipagem (“que tipo?”)

Diagnóstico indireto: detectando-se a resposta imune do hospedeiro

 Imunidade humoral: anticorpos de diferentes classes (IgG, IgM, IgA) e

subclasses com avidez diferente